<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070</id><updated>2012-02-28T05:09:07.626-03:00</updated><category term='Jackson Pandeiro'/><title type='text'>Eu Quero um Samba</title><subtitle type='html'>A história e as histórias do gênero musical mais importante do Brasil.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>143</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7098655084176983393</id><published>2012-02-26T21:53:00.011-03:00</published><updated>2012-02-27T10:56:08.330-03:00</updated><title type='text'>Gabriel Cavalcante</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bmw_ukcNY48/T0rTLpkvZwI/AAAAAAAAAhs/npzQrua0xJk/s1600/Gabriel.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-bmw_ukcNY48/T0rTLpkvZwI/AAAAAAAAAhs/npzQrua0xJk/s400/Gabriel.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O samba ressurgiu de uns 15 anos pra cá, desde que jovens cariocas retomaram o bairro da Lapa com pandeiros, cuícas e violões e alastraram as tradições do gênero musical para todos os cantos do País. Passada a sensação inicial, uma questão ficou difícil de liquidar: como compor samba contemporâneo sem esquecer o passado e, ao mesmo tempo, sem saudosismo à toa. Muita gente tentou e, para mim, poucos conseguiram. Uma dessas exceções é o tijucano Gabriel Cavalcante, 25 anos, também conhecido como Gabriel da Muda, que no início de 2011 lançou o ótimo&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="color: #2a2a2a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O Que Vai Ficar Pelo Salão&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;, com participação do violonista Patrick Ângelo e dos compositores Roberto Didio e Renato Martins.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Gabriel também é uma das figuras que comandam o Samba do Ouvidor, roda de samba que ocorre duas vezes por mês nas esquinas das ruas do Mercado e do Ouvidor, no centro do Rio. Toda a história começou em em 2005 quando, com apenas 19 anos, passou a fazer parte do Samba do Trabalhador, comandado por Moacyr Luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Eu o conheci pessoalmente há uns 4 anos em Copacabana, durante o carnaval, e tomamos uma cerveja juntos. Mas só o vi tocar no ano passado numa roda em São Paulo. O seu vozeirão e carisma impressionam e ajudam a revigorar o gênero musical mais importante do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Resolvi, então, fazer uma entrevista com o músico. Gabriel, que considera-se um “comunista não praticante” e “fã absoluto do Lula”, fala sobre sua relação com o bairro da Tijuca, sua visão sobre como compor samba contemporâneo e cita seus músicos preferidos além-samba. Ele também afirma que vale a pena se manter fiel aos seus princípios musicais: “Faço música pela música. Meu radicalismo é não abrir mão dos meus ideais por tentações comerciais. Quando chego num lugar como Maceió, Florianópolis ou São Luis e percebo que tenho admiradores do meu trabalho, vejo que tudo vale a pena”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Fale sobre sua relação emocional com a Tijuca. O bairro influencia seu modo de fazer música?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A Tijuca é o meu lugar. Nasci por aqui. Fui criado na rua Uruguai, onde moro até hoje. Aprendi a amar este lugar. Foi andando pela Muda que comecei a ser o bairrista que sou. Por lá, ensaiava o Nem Muda Nem Sai de Cima, bloco fundado por Moacyr Luz, Aldir Blanc e outros boêmios do bairro. Quando pequeno, ia pra lá sozinho, ver o movimento, o samba, e tentar entender um pouco aquele universo. Via naqueles ensaios o amor que as pessoas tinham pela Tijuca, e descobri que era o mesmo que sentia. Me achei ali, na Garibaldi, rua onde bebi minha primeira cerveja. A Tijuca infuencia em tuda na minha vida. Convivi com algumas figuras como os saudosos Basile e Diniz , além de Greg, Queiroz e tantos outros. Só gente da antiga. Cansaram de puxar minha orelha quando viam algo de errado. Depois fui conhecendo pessoas da minha faixa etária que também tinham esse amor, e são essas pessoas que faço questão de conviver diariamente. E foi no Bar do Momo onde sentei pela primeira vez com meu cavaquinho para tocar com os coroas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Como começou a ser conhecido no samba carioca?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Até então, minha vida no meio do samba se resumia a esses encontros na Tijuca. Depois toquei durante algum tempo num grupo, que se apresentava pelas bandas da Lapa, mas não durei muito tempo. O acontecimento mais importante, que me deu visibilidade e abriu de vez as portas para mim no samba foi o Samba do Trabalhador, do qual faço parte desde a primeira roda, em maio de 2005.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Como foi o processo de criação do Samba do Ouvidor, roda de samba da qual você faz parte hoje?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Aconteceu meio que naturalmente. Sentíamos falta de um lugar para tocarmos os sambas sem a preocupação de agradar o empresário ou não, e nada mais justo do que fazer um movimento desse na rua, de graça, para qualquer um chegar. A rua do Ouvidor é uma rua histórica no Rio, que casou perfeitamente com os sambas que cantamos, históricos, porém pouco lembrados por aí.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Quais figuras foram importantes para a criação do seu primeiro CD? Houve muitos parceiros no projeto?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Em primeiro lugar meus irmãos Roberto Didio e Renato Martins, que conheci em 2007, e desde então não saímos mais separados. Chamei outro querido amigo, Patrick Ângello, violonista de primeira linha que caminhou comigo nas primeiras jornadas musicais profissionais no Rio, antes mesmo do Samba do Trabalhador.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;E claro, meu fiel Moacyr Luz, incentivador da minha carreira, parceiro de profissão e de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;Há uma dificuldade de fazer samba com temática contemporânea?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;Acho que sim. Mas já dizia Noel Rosa de Oliveira:&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span style="color: #2a2a2a;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;...O que passou, passou, ficou pra trás&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Cantar samba é diferente de produzi-lo. Vejo hoje em dia pessoas fazendo samba falando de coisas que provavelmente nem nossos pais viveram. Com muito respeito a todos, esse tempo já passou. O que tinha que ser feito já foi. Cantar sambas antigos é reverenciar e manter um hábito vivo, porém fazer sambas com temáticas de 60, 70 anos passados é desconhecer e ignorar o presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Alguns pontos tradicionais de samba no Rio, como a Lapa, estão passando por um processo de “modernização”, com bares sofisticados e tal. Como isso atinge o samba que é feito por lá?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;Atinge muito, e de muitas formas. Em primeiro, o samba não é mais a estrela nem o foco principal. Os empresários estão interessadoa nos seus próprios bolsos. Em segundo, o músico deixou de ter liberdade, pois se canta algo que não agada o empresário, corre o risco de não receber e ser mandado embora do local. Em terceiro, os músicos mais experientes acabam se afastando, e naturalmente e qualidade dos sambas feitos por lá cai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;O estilo musical entrou fortemente na moda no começo dos anos 2000, e agora está menos em evidência. Qual sua impressão sobre esse processo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não acho que esteja tanto fora de evidência, mas acho esse declíneo natural. No início todos vão, pois é moda, depois ficam os apreciadores, os sambistas, que mesmo sem tocar um instrumento estão ali, cada um contribuindo do seu jeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Você costuma vir para São Paulo. Sob o ponto de vista do samba, o que pensa da cidade?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GeT5bSf7DR8/T0rTeU78TkI/AAAAAAAAAh0/hnbFrA02IWY/s1600/gabriel-e-moa-red.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-GeT5bSf7DR8/T0rTeU78TkI/AAAAAAAAAh0/hnbFrA02IWY/s200/gabriel-e-moa-red.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Gabriel e Moacyr Luz&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Não vejo muita diferença pro Rio.&amp;nbsp;O Rio tem essa ligação natural com o samba, porém vejo São Paulo lado a lado em termos de movimentos, rodas em ruas, praças... Fora isso, o profissionalismo do paulista é muito positivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Além de samba, o que gosta de escutar?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Ouço muito Nana, Dori e Danilo Caymmi. A obra não sambística dos ídolos Aldir Blanc e Paulo Cesar Pinheiro. Ivor Lancelloti. Gostei muito do último CD do Chico. O da Amelia Rabello está impecável também. Vez ou outra coloco algo cubano para ouvir. Compay, Ibraim, El Inegualabile Bola de Nieve.&amp;nbsp;Piazolla, Michel Legrand e Piafh são lembrados também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você se diz um sujeito radical, e que foi esse radicalismo que te levou até onde você está. Explique melhor.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Faço música pela música. Meu radicalismo é não abrir mão dos meus ideais por tentações comerciais. Muitos não entendem, principalmente meu pai e minha mãe (risos), porém quando chego num lugar como Maceió, Florianópolis ou São Luis, e percebo que tenho seguidores e admiradores do meu trabalho, vejo que tudo vale a pena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Pra fechar: você tem um sambista preferido? E por quê?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É difícil falar num só, mas vou de Candeia, pela postura e por ter rompido barreiras. Candeia foi muito além do sambista e compositor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif; line-height: 18px;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gh5QMfWUZk8" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7098655084176983393?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7098655084176983393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7098655084176983393&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7098655084176983393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7098655084176983393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2012/02/o-samba-ressurgiu-de-uns-15-anos-pra-ca.html' title='Gabriel Cavalcante'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bmw_ukcNY48/T0rTLpkvZwI/AAAAAAAAAhs/npzQrua0xJk/s72-c/Gabriel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5850607137507337995</id><published>2012-02-24T02:01:00.006-02:00</published><updated>2012-02-24T11:20:49.053-02:00</updated><title type='text'>As pataquadas do “branco mais negro do Brasil”</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Há poucos anos, Caetano Veloso causou uma certa polêmica ao afirmar que Feitiço da Vila, de Noel Rosa e Vadico, era uma canção racista. Me dou a mesma liberdade do compositor baiano para sugerir que outro grande nome da música brasileira, Vinicius de Moraes, também deixou a desejar algumas vezes sobre o tema racial. Veja: não estou dizendo que Vinicius era racista. Mas, por mais estranho que a afirmação soe inicialmente, me parece ser alguém bastante lugar-comum sobre o tema. E ser lugar-comum na questão por estas terras é ser racista.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A minha “prova” é uma entrevista que o&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; Pasquim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; fez com Paulinho da Viola em agosto de 1970. Em dado momento, bem no começo da entrevista, o escritor Luiz Carlos Maciel pergunta a Paulinho, lembrando-se de uma entrevista recente com o poeta e compositor Capinam:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Maciel - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Na entrevista com Capinam, ele disse que o Gilberto Gil era o primeiro cara que fazia música negra no Brasil. O que é que você acha dessa opinião?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Paulinho - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Eu acho que a Clementina de Jesus faz música negra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Eis que Vinicius intervém. Um dos inventores da bossa nova - estilo conhecido por ser dos brancos da zona sul do Rio de Janeiro - sentencia que falar sobre música negra se trata de “racismo musical”. E que Gilberto Gil teria uma "natureza racista". Já Paulinho tenta contemporizar, mas não deixa de afirmar a importância da valorização da cultura negra. A entrevista se desenrola assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Vinicius &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;- O jazz branco é caudatário [simpatizante] da música negra, mas depois se misturou tudo, não há uma separação de música branca e música negra. Isso é racismo musical. O que eu quero dizer é o seguinte: eu acho o Gil um tremendo compositor, mas ele tem esse racismo, então isso se manifesta através da música dele. Eu acho que é um problema da natureza dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Paulinho - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Você vê alguma conotação de racismo no momento em que se levantam certos problemas de uma estética negra, por exemplo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Vinicius - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Não vejo desde que não seja levantado nos termos dos Panteras Negras americanos, aí é racismo negro mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Paulinho - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Você não acha que esse negócio dos Panteras Negras tem um peso que coloca em segundo plano esse problema do racismo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Vinicius - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Nunca houve um ser mais humilhado que mulher e nem por isso elas são racistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Paulinho - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Eu acho que aí há um negócio diferente. No momento em que você tenta fazer certas afirmações em termos de uma cultura negra, de certos valores negros, e tenta afirmar isso como valores absolutos, como uma coisa que tem que ser porque não foi, eu acho que é racismo. Mas no momento em que ele tenta afirmar seus valores, o negócio do racismo fica em segundo plano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Vinicius -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; Eu acho que quanto mais o negro se aproximar de uma cultura, menos racista ele deve ser. É a cultura que aproxima as pessoas e resolve os problemas. Até agora não tem resolvido nada, mas nossa esperança é que resolva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Paulinho -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; Essa afirmação desses valores que você entende como uma posição racista, ela é racista até certo ponto. Dependendo das proposições, das coisas que estão acontecendo, ela até pode ser uma posição válida e importante, ela pode não ser uma posição racista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Eis que Vinicius encerra a discussão com “chave de ouro”:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;Vinicius -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt; Eu acho que o grande problema do racismo se resolve na cama, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A partir desse ponto a conversa toma outro rumo, sem explicitar o que Vinicius quis dizer com “resolver o racismo na cama”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas as evidências não param por aí. A minha amiga e pesquisadora sobre relações raciais Lia Vainer Schucman recentemente me chamou atenção, indignada, sobre os versos finais de Samba da Bênção, em que o poeta versa sobre o samba: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Se hoje ele é branco na poesia / Ele é negro demais no coração&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. Ou seja, a poesia, a parte intelectual, reclamou Lia, para Vinicius ficava sob responsabilidade dos brancos. Já aos negros cabiam apenas o lado emocional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Normal" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Não é pouca gente que conheço que afirma ver no poeta não um exaltador da cultura negra, mas sim um folclorizador. Se essas frases da entrevista viessem da boca de qualquer outro sujeito do&lt;i&gt; Pasquim&lt;/i&gt;, seria mais fácil entender. Falar essas coisas eram de certo modo naturais na década de 1970. Mas é difícil aceitar vindo do “branco mais negro do Brasil”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5850607137507337995?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5850607137507337995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5850607137507337995&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5850607137507337995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5850607137507337995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2012/02/as-patacadas-do-branco-mais-negro-do.html' title='As pataquadas do “branco mais negro do Brasil”'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6746444664849184213</id><published>2012-02-09T16:17:00.015-02:00</published><updated>2012-02-09T16:37:05.623-02:00</updated><title type='text'>O medo de se chamar saudade</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Certa noite, Nelson Cavaquinho acordou assustado e suando frio. Havia sonhado que morreria exatamente às três horas daquela madrugada. Olhou para o relógio e os ponteiros marcavam 2h55. Não dormiria mais. Passou a noite toda atrasando os ponteiros, para que não chegasse o horário fatídico. O medo da morte era a característica mais evidente da personalidade do sambista. E marcou uma das obras mais singulares da música brasileira. Morte, envelhecimento, melancolia, religiosidade e desamores foram os temas que tornaram o compositor carioca um dos mais importantes músicos do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ele é o poeta da morte”, define o crítico musical Ricardo Cravo Albin. Mas o compositor também entrou para a história por sua forma única de tocar violão, usando apenas o indicador e o polegar da mão direita para vibrar as cordas do instrumento. O resultado era um som rústico e rascante, tal qual sua voz. As letras – ora feita por ele, ora com parceiros – impressionavam pela profundidade. “O meu grande mestre em samba é o Nelson Cavaquinho. Ele é o maior poeta popular do Brasil”, desmanchava-se Baden Powell.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;De soldado a sambista&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A trajetória de Nelson Antônio da Silva, nascido em 1911 no bairro da Tijuca, foi marcada pela pobreza. O garoto precisou largar os estudos na terceira série primária para trabalhar. Nas horas vagas, divertia-se ao ver o pai e o tio entoando choros e outros gêneros da época. Para acompanhar os mais velhos, improvisou o seu primeiro instrumento, uma caixa de charutos com alguns arames esticados. Mais tarde, já no meio de boêmios e malandros, passou a tomar gosto pelo cavaquinho. Depois migraria para o violão, mas o apelido que ganhou em suas primeiras rodas de samba o acompanharia a vida toda.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B6JPEMUZVbM/TzQPiAhO6KI/AAAAAAAAAhU/ITIR_o1V-kE/s1600/nelson-cavaquinho.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="128" src="http://4.bp.blogspot.com/-B6JPEMUZVbM/TzQPiAhO6KI/AAAAAAAAAhU/ITIR_o1V-kE/s200/nelson-cavaquinho.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ao fazer 18 anos, entrou para a Cavalaria da Polícia Militar. Uma das incumbências do jovem soldado era patrulhar o morro da Mangueira. De tanto subir e descer o morro no lombo de um cavalo, tornou-se amigo dos bambas do lugar, como Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda. Até que, por absoluta incompetência para correr atrás de bandidos, pediu baixa da corporação.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Longe das obrigações como policial, passou a compor sem parar. Porém, as dificuldades financeiras o obrigavam a vender seus sambas por qualquer ninharia. Foram muitas as composições negociadas. Até donos de bar e gerentes de hotel entraram para a história da música brasileira em troca de uma cachaça a mais ou de um teto para o compositor dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A vida de Nelson Cavaquinho ganhou outro rumo ao conhecer Guilherme de Brito, no início dos anos 1950. O compositor seria seu mais importante parceiro. Uma parceria de fato. De acordo com o sambista Nelson Sargento, “foi Guilherme que deu uma nova direção para a vida de Nelson, que começou a beber menos e a compor mais”.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Tire o seu sorriso do caminho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nelson e Guilherme era uma dupla de compositores de amargo lirismo, voltada para as pequenas tragédias do cotidiano e para o caráter efêmero da vida”, escreveu André Diniz, autor do livro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Almanaque do Samba&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. O tema da morte era caro a ambos. “Eu falo tanto de morte que é para ela ficar longe de mim”, justificava-se Nelson. Os clássicos surgiam um atrás do outro: Folhas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;Secas, Quando Eu Me Chamar Saudade, Pranto de Poeta, Tatuagem e uma porção de outras. Para o poeta Manuel Bandeira, o verso inicial de A Flor e o Espinho mereceria figurar em qualquer antologia de grandes momentos da poesia brasileira: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Tire o seu sorriso do caminho / Que eu quero passar com a minha dor&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mesmo com sambas de alta qualidade, só na década de 1960 Nelson passou a ser conhecido no Rio de Janeiro. Foi quando começou a se apresentar no Zicartola, bar de Cartola e dona Zica, e chamou a atenção de novos artistas. Nara Leão gravou Pranto de Poeta&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-size: small;"&gt;Elizeth Cardoso, Vou Partir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nelson passou a ser convidado constantemente para apresentações. A novidade não o empolgava muito. Certa vez, o convocaram para participar de um programa de tevê. Como estava sem muita vontade, recusou. O produtor disse que o cachê era bom, e ouviu como resposta: “Não tem por que me apresentar. Dinheiro não rima com nada”.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi só beirando os 60 anos que gravou o primeiro disco: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Depoimento de Poeta&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. Depois lançaria mais dois. Em 1984, foi homenageado com o disco &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Flores em Vida&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, em que grandes artistas tratavam de reverenciá-lo. Teve dois anos para desfrutar as tais flores em vida. Na madrugada de 18 de fevereiro de 1986, encontrou-se com o momento que tanto temeu. Apesar do medo da morte, partiu com uma aparência serena. Deixou um repertório de mais de 600 canções e um vazio na música brasileira. Um artista que nunca se rendeu a temas fáceis para alcançar o sucesso. “Faço músicas só para ti&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;rar as coisas de dentro do coração. É assim desde o dia em que fiz o meu primeiro samba.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6746444664849184213?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6746444664849184213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6746444664849184213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6746444664849184213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6746444664849184213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2012/02/o-medo-de-se-chamar-saudade.html' title='O medo de se chamar saudade'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-B6JPEMUZVbM/TzQPiAhO6KI/AAAAAAAAAhU/ITIR_o1V-kE/s72-c/nelson-cavaquinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8896842168671182199</id><published>2012-01-10T14:21:00.006-02:00</published><updated>2012-01-10T14:29:24.411-02:00</updated><title type='text'>Nássara, um carioca autêntico</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;O rapaz nascido na zona norte do Rio de Janeiro tornou&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;-se&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt; um dos maiores caricaturistas da história do País. Não se limitou à atividade. Também compôs mais de 200 canções, boa parte marchinhas &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;cantadas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt; até hoje. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;Entre os &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;parceiros, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;gente &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;da pesada, como Noel Rosa, Wilson Baptista &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;e&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt; Ari Barroso. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;Transpirando carioquice, Nássara nunca abriu &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;mão &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;de&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt; viver na boêmia, entre &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;&lt;i&gt;intelectuais&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;, artistas e vagabundos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fim da década de 1960. A cidade do Rio de Janeiro estava em processo de rápida transformação. Prédios altos surgiam na orla das praias, edifícios antigos do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;entro eram demolidos, a violência urbana começava a sair do controle. Antônio Gabriel Nássara, então com quase 60 anos, via as mudanças sem muita preocupação, mesmo sendo testemunha dos momentos áureos da Cidade Maravilhosa. “O autêntico carioca é aquele que depois de ter sofrido na carne todos os pesadelos que desabaram sobre o Rio moderno, ainda encontra em si amor e ternura pela cidade”, disse em entrevista ao jornalista Joel Silveira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Nássara havia passado as últimas décadas praticando com louvor as principais características cariocas: o papo-furado em botecos, o bom humor, o otimismo diante das dificuldades, os sambas compostos sob o ritmo de caixinhas de fósforo. Só temia pelo fim da espécie: “O bom carioca é uma raça em processo de extinção. Acabará quando acabar gente como eu. Ou como o Bororó, a Aracy de Almeida, o Marques Rebelo e o Di Cavalcanti”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5gv9HxTBHrQ/TwxnQLuag7I/AAAAAAAAAgQ/nm0YkdmW8FM/s1600/10365198.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-5gv9HxTBHrQ/TwxnQLuag7I/AAAAAAAAAgQ/nm0YkdmW8FM/s200/10365198.jpeg" width="167" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nascido em São Cristóvão e criado em Vila Isabel, ambos bairros tradicionais da zona norte, Nássara produziu, entre um chope e outro, um importante legado artístico. Compôs exatas 235 músicas, todas com parceiros da pesada, como Noel Rosa, Wilson Baptista, Lamartine Babo, Mário Lago, Ari Barroso. Mas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;celebrizou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;-se mesmo por suas ilustrações, publicadas nos mais importantes jornais e revistas do Rio. Seus traços fortes, porém minimalistas, registraram os personagens da cidade: políticos, escritores, sambistas, gente do povo. Não era preciso olhar duas vezes para seus desenhos para identificar o homenageado – ou a vítima. “Ele capturava, com linhas fortes, a alma frágil de quem estivesse desenhando”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;define &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o j&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;ornalista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Ruy Castro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Primeiro jingle da história&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nássara sempre gostou de desenhar. Aos 17 anos, passou a trabalhar como ilustrador do jornal &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O Globo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. Logo depois entraria na Escola de Belas Artes, curso que abandonaria no quarto ano. Já não dava conta das ilustrações que tinha de entregar, a essa altura em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;vários outros veículos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UE8ScBRcW4k/Twxmtlgl6CI/AAAAAAAAAgI/-qmnhiCIQfM/s1600/livros10.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-UE8ScBRcW4k/Twxmtlgl6CI/AAAAAAAAAgI/-qmnhiCIQfM/s200/livros10.jpg" width="168" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além dos desenhos, também tornou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; locutor do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt; Programa do Casé&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, o mais importante programa de música da rádio carioca. Já começou inovando ao criar o primeiro jingle da história do rádio brasileiro:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt; Ó padeiro desta rua / Tenha sem&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;pre na lembrança / Não me traga outro pão / Que não seja o pão Bragança&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para anunciar um laxante e não chocar a “tradicional família carioca” – e nem a censura, que encrencava com anúncios dessa natureza –, saiu-se com a historinha: “Um casal de noivos brigou. Ele, arrependido, resolveu fazer as pazes, mas a moça estava irredutível. Conversou com a futura sogra, que o aconselhou que presenteasse a filha com algo de valor. Comprou-lhe, então, uma j&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ia caríssima. E não fez efeito. Deu-lhe um casaco de peles. Mas não fez efeito. Então, lembrou de dar a ela um vidro de Manon Purgativo... Ahhh! Fez efeito! Manon Purgativo, à venda em todas as farmácias e drogarias.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="en-US" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Alalaô&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A composição musical começou a tomar papel importante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;na vida de Nássara &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;a partir de 1932, ao emplacar nas rádios a música Formosa, em parceria com J. Rui. Outras grandes canções surgiriam nas décadas seguintes, principalmente marchinhas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;A que&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; causou mais comoção foi a marchinha Alalaô, composta em parceria com Haroldo Lobo, que contou com uma genial orquestração de Pixinguinha. Os versos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Alalaô / Mas que calor / Atravessando o deserto do Saara&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;foram &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;o maior &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;estouro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; do carnaval de 1941. E de todos que viriam pela frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QpgHGSODbyY/TwxlzjJc_BI/AAAAAAAAAf4/iT36-SCbVRg/s1600/Get%25C3%25BAlioN%25C3%25A1ssara.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="144" src="http://3.bp.blogspot.com/-QpgHGSODbyY/TwxlzjJc_BI/AAAAAAAAAf4/iT36-SCbVRg/s200/Get%25C3%25BAlioN%25C3%25A1ssara.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Outros sucessos surgiriam: Retiro da Saudade (com Noel Rosa), Mundo de Zinco (com Wilson Baptista), Quem Não Chora Não Mama (com Roberto Martins). Apesar disso, sugeria que tratava a música como um hobby. “Eu não me considero compositor. Eu fiz música, é diferente. Não tenho nem um décimo da força de Noel Rosa”, afirmava, modestamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aos poucos, foi se afastando das músicas e das ilustrações. Mas nunca dos bares e da boêmia. Havia quem disputasse a cadeira mais perto de Nássara para ouvir suas histórias, sempre surpreendentes. “Ele tem um bom humor contagiante, boa educação inata, o irresistível amor pela noite. Tem também o bate&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;papo colorido no qual as palavras, arrumadas com maestria e propriedade, jamais repetem as mesmas histórias”, exaltou Joel Silveira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Inventor do Rio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;A carreira de Nássara&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; ganharia novo fôlego em 1976, ao ser convidado para fazer parte da equipe de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O Pasquim&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;Era o l&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ugar ideal para seus traços – num tempo em que a imprensa começava a se tornar mais carrancuda, com menos espaço para experimentalismos. Se antes retratava Noel Rosa, Getúlio Vargas, Mário Lago, agora &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;punha no papel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Martinho da Vila, Pelé, Paulinho da Viola.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;A partir dos anos 1980, passou a trabalhar menos, até por uma gradativa perda de audição. Mas não perdia o bom humor. “Em Nássara nunca dará cupim”, profetizou Ari Barroso décadas antes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-95ExVGicL9c/TwxmDDdy_HI/AAAAAAAAAgA/cdPIPnb4MyY/s1600/b-fx21nassara.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="http://3.bp.blogspot.com/-95ExVGicL9c/TwxmDDdy_HI/AAAAAAAAAgA/cdPIPnb4MyY/s200/b-fx21nassara.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em 1996, aos 85 anos, ainda ilustrou o delicado livro infantil &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Moça Perfumosa, Rapaz Pimpão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, de Daniela Chindler. Mas não viu o resultado. Morreu em casa, em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;11 de dezembro de 1996&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, vítima de enfarte. “A gente é que nem lâmpada. Um dia apaga”, disse a amigos, poucos meses antes da morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;tais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;bons cariocas em extinção &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-US"&gt;a que um dia se referiu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, foi o último a se despedir da Cidade Maravilhosa. Mas já havia deixado uma herança. “De uma certa maneira, o Rio é uma invenção de Nássara, Orestes Barbosa e Noel Rosa. Inventores também do papo-furado, foram se distraindo e a cidade cresceu em volta deles”, escreveu Millôr Fernandes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Assista ao delicioso Ensaio com Nássara, de 1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/UJMOmiCEDE0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8896842168671182199?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8896842168671182199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8896842168671182199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8896842168671182199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8896842168671182199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2012/01/um-carioca-autentico.html' title='Nássara, um carioca autêntico'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5gv9HxTBHrQ/TwxnQLuag7I/AAAAAAAAAgQ/nm0YkdmW8FM/s72-c/10365198.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3774444486864310928</id><published>2011-12-24T16:03:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T16:03:17.751-02:00</updated><title type='text'>"Felicidade é brinquedo que não tem"</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;No fim dos anos 1920, o baiano Assis Valente decidiu mudar-se para o Rio. Talentoso e vaidoso, na cidade encontrou o que sempre quis: reconhecimento público, após compor alguns sambas entoados pelas cantoras mais importantes da cidade. Só que trazia em si um sentimento de solidão sem fim. E sentiu esta desesperança mais intensamente na noite de Natal de 1932. Sozinho no quarto, longe da família, viu uma imagem de uma menina com os sapatinhos sobre a cama, esperando o presente de Papai Noel. Foi o suficiente para nascer uma das músicas mais amarguradas de seu repertório - e inaugurar o gênero natalino na música brasileira. “Boas Festas é o melhor dos meus sambas”, diria anos mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/xn4krF81qG8" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3774444486864310928?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3774444486864310928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3774444486864310928&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3774444486864310928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3774444486864310928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/12/felicidade-e-brinquedo-que-nao-tem.html' title='&quot;Felicidade é brinquedo que não tem&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xn4krF81qG8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6898012713204823585</id><published>2011-12-20T06:20:00.004-02:00</published><updated>2011-12-20T06:32:10.480-02:00</updated><title type='text'>Apesar deles, o Brasil cantou</title><content type='html'>O verão no Rio estava quentíssimo. Mas, estranhamente, a previsão do tempo do Jornal do Brasil do dia 14 de dezembro de 1968 indicava: “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ato Institucional nº 5 havia entrado em vigor no dia anterior, o que, na prática, fechava o Congresso, cassava mandatos políticos e suspendia garantias constitucionais. Começava a se desenhar a faceta mais perversa e totalitária do regime militar. Quase que instantaneamente os órgãos de imprensa foram invadidos por censores. Vários jornais, que até então se sentiam com alguma liberdade para noticiar, tiveram as edições recolhidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, os editores eram levados de camburão. Políticos, artistas e estudantes eram presos ou fugiam para o exílio. O regime, definitivamente, havia endurecido. Sem sombra de ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas reuniões governamentais que decidiram pela medida, a voz corrente era que, se tivessem que implantar uma ditadura de fato para conter a “contra-revolução”, que assim se fizesse. O presidente Costa e Silva finalizou: “Eu confesso que é com verdadeira violência aos meus princípios e ideias que adoto uma medida como esta”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O militar acreditava que o AI-5 duraria “de oito a nove meses”. Durou dez anos. Tempo suficiente para censurar 500 filmes, 450 peças de teatro, 200 letras de música e o mesmo número de livros. Mesmo com a proibição, porém, houve canções que entraram definitivamente no gosto popular e outras que escaparam dos olhos pouco inteligentes dos censores. Só mais tarde descobririam que calar melodias seria a mais inútil das missões. E o País cantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque prometia que, apesar deles, amanhã seria outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/R7xRtSUunEY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo César Pinheiro, em parceria com Maurício Tapajós, desafiava: Você me corta um verso / Eu escrevo outro.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/85CyHofBbCY" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belchior e Toquinho foram acusados de exaltar a França em detrimento ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/GFNBKQ6yqiw" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair José desagradou o moral vigente.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Hgdt05KX4MU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias cearenses consideraram Genival Lacerda indecente.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/1m7tGHIpmrs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a situação começou a melhorar, João Bosco e Aldir Blanc lembraram o quão choraram Marias e Clarices.&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/VVLX4i5cNNU" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6898012713204823585?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6898012713204823585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6898012713204823585&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6898012713204823585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6898012713204823585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/12/musicas-para-o-ai-5.html' title='Apesar deles, o Brasil cantou'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/R7xRtSUunEY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1900367163284842411</id><published>2011-11-30T11:30:00.013-02:00</published><updated>2011-11-30T13:36:35.366-02:00</updated><title type='text'>Insatisfacão de Ari Barroso valia ingresso</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XjvA_inIj1s/TtYvrFfY9bI/AAAAAAAAAfQ/iJElkjD59lE/s1600/Ary+Barroso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="397" src="http://2.bp.blogspot.com/-XjvA_inIj1s/TtYvrFfY9bI/AAAAAAAAAfQ/iJElkjD59lE/s400/Ary+Barroso.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5onWwrohKxU/TtZNABJoL_I/AAAAAAAAAfY/TGu1XMoyeh0/s1600/ari-barroso-flamenguista.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-5onWwrohKxU/TtZNABJoL_I/AAAAAAAAAfY/TGu1XMoyeh0/s1600/ari-barroso-flamenguista.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 15px; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ari Barroso foi locutor esportivo no início dos anos 1930, mas para ele imparcialidade era conversa pra boi dormir. Ari não tinha pudor algum de mostrar sua preferência pelo Flamengo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 15px; text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Se houvesse uma falta perigosa contra o time da Gávea, soltava ao microfone: “Falta perigosíssima contra o Flamengo! Não vou olhar!”. Mas se o gol era de sua equipe do coração, tocava alegremente uma gaitinha, para a irritação dos torcedores adversários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 15px;"&gt;Certa vez, anos mais tarde, o Flamengo ia tomando uma acachapante goleada de 6 a 0 do Bangu, no Maracanã. Faltava pouco para a acabar a partida quando um cidadão quis comprar uma entrada para o jogo. O rapaz do guichê explicou que a partida estava no fim. "Eu sei", respondeu". "Só quero ver a cara do Ari Barroso".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1900367163284842411?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1900367163284842411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1900367163284842411&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1900367163284842411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1900367163284842411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/11/insatisfacao-de-ary-barroso-valia.html' title='Insatisfacão de Ari Barroso valia ingresso'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XjvA_inIj1s/TtYvrFfY9bI/AAAAAAAAAfQ/iJElkjD59lE/s72-c/Ary+Barroso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5975003172291574109</id><published>2011-11-23T15:22:00.004-02:00</published><updated>2011-11-23T15:25:36.555-02:00</updated><title type='text'>Café paulista, leite mineiro</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A República Velha se caracterizou pela Política do Café com Leite. Conchavos políticos garantiam que os ricos cafeicultores paulistas e os poderosos produtores de leite de Minas Gerais se revezassem no posto de presidente da República. Com apenas duas exceções – o gaúcho Hermes da Fonseca e o paraibano Epitácio Pessoa –, foi o que aconteceu de 1898 a 1930.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Em 1926, ao compor Café com Leite, Freire Júnior usou a culinária para explicar a prática. A letra dizia que o “mestre cuca” – ou seja, o presidente do momento – convocava os “cozinheiros”, que seriam os representantes dos estados, para fazer uma “boia bem escolhida”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;O resultado era sempre o mesmo: &lt;i&gt;Café paulista / Leite mineiro / Nacionalista / Bem brasileiro&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Eis a letra:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-41sy3O_d0fc/Ts0rxnwkpwI/AAAAAAAAAfI/tCAWB4v_kS4/s1600/FreireJunior.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-41sy3O_d0fc/Ts0rxnwkpwI/AAAAAAAAAfI/tCAWB4v_kS4/s320/FreireJunior.jpg" width="209" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Freire Júnior&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; margin-bottom: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Nosso Mestre Cuca movimentou&lt;br /&gt;O Brasil inteiro,&lt;br /&gt;Cada um estado pra cá mandou&lt;br /&gt;O seu cozinheiro.&lt;br /&gt;Mexeu-se a panela, fez-se a comida&lt;br /&gt;Com perfeição.&lt;br /&gt;Assim foi a bóia, bem escolhida&lt;br /&gt;Com precaução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café paulista,&lt;br /&gt;Leite mineiro,&lt;br /&gt;Nacionalista&lt;br /&gt;Bem brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preto com branco,&lt;br /&gt;Café com leite,&lt;br /&gt;Cor democrata.&lt;br /&gt;É preto com branco,&lt;br /&gt;Meu bem, aceite.&lt;br /&gt;Cor da mulata.&lt;br /&gt;O leite é bem grosso, café é forte&lt;br /&gt;Aguenta a mão.&lt;br /&gt;As novas comidas têm que dar sorte&lt;br /&gt;Na situação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café paulista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; margin-bottom: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Leite mineiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial; margin-bottom: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Nacionalista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Bem brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5975003172291574109?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5975003172291574109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5975003172291574109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5975003172291574109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5975003172291574109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/11/cafe-paulista-leite-mineiro.html' title='Café paulista, leite mineiro'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-41sy3O_d0fc/Ts0rxnwkpwI/AAAAAAAAAfI/tCAWB4v_kS4/s72-c/FreireJunior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3235635748199049682</id><published>2011-11-09T14:55:00.012-02:00</published><updated>2011-11-09T15:13:16.681-02:00</updated><title type='text'>"Teu mal é comentar o passado..."</title><content type='html'>Um amor conturbado e sambas inesquecíveis. Dalva de Oliveira e Herivelto Martins eram casados, mas viviam em pé de guerra. Quando se separaram oficialmente, em 1949, as discussões passaram a ser públicas. Herivelto ia a jornais acusar Dalva de promover orgias em casa, enquanto a mulher dizia o quanto Herivelto a fazia infeliz. A coisa ficou quente mesmo quando a peleja se tornou músicas. E que músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A briga pública começou quando Dalva cantou Errei, Sim, encomendada a Ataulfo Alves especialmente para provocar o ex-marido: &lt;i&gt;Errei, sim / Manchei teu nome / Mas foste tu o culpado / Deixava-me em casa / Me trocando pela orgia / Faltando sempre / Com a tua companhi&lt;/i&gt;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xy6aztgu38Y/TrqxJ5X8OkI/AAAAAAAAAe8/5osWk-1iw3s/s1600/dalvaheri.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xy6aztgu38Y/TrqxJ5X8OkI/AAAAAAAAAe8/5osWk-1iw3s/s200/dalvaheri.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Em resposta, Herivelto compôs Cabelos Brancos: &lt;i&gt;Não falem desta mulher perto de mim (…) Por ela vivo aos trancos e barrancos / Respeitem ao menos os meus cabelos brancos&lt;/i&gt;. A provocação mútua não pararia, para deleite dos ouvintes-fãs-fofoqueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda foram criadas, para Dalva cantar, Fim de Comédia, de Ataulfo Alves, e Que Será, de Rossini Pinto. Herivelto respondeu com mais dois sambas: Caminhemos (para mim, a mais bonita de todas) e Segredo. Ironicamente, neste último, exige mais discrição por parte da ex-amada: &lt;i&gt;Teu mal é comentar o passado / Ninguém precisa saber o que houve entre nós dois&lt;/i&gt;…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/PXjHchA3xDg" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3235635748199049682?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3235635748199049682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3235635748199049682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3235635748199049682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3235635748199049682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/11/teu-mal-e-comentar-o-passado.html' title='&quot;Teu mal é comentar o passado...&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Xy6aztgu38Y/TrqxJ5X8OkI/AAAAAAAAAe8/5osWk-1iw3s/s72-c/dalvaheri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4538918366892664128</id><published>2011-10-20T18:16:00.004-02:00</published><updated>2011-10-20T18:55:36.328-02:00</updated><title type='text'>A tal da "casa muito engraçada" existe mesmo</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;Era uma casa muito engraçada / Não tinha teto, não tinha nada.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Os versos de Vinicius de Moraes musicados por Toquinho para o disco infantil&amp;nbsp;&lt;em&gt;A Arca de Noé&lt;/em&gt;, de 1980, são conhecidos por todos. Mas pouca gente sabe como era o fim original de&amp;nbsp;&lt;em&gt;A Casa&lt;/em&gt;, não gravado em disco:&lt;em&gt;&amp;nbsp;Mas era feita com pororó / Era a casa de Vilaró.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vilaró é o artista uruguaio Carlos Páez Vilaró. E a “casa muito engraçada”, a Casapueblo, sua mais suntuosa obra. Em 1958, o artista plástico, cineasta e escritor – ou, como ele se define, “um fazedor de coisas” – construiu uma pequena casa de lata em Punta Ballena, no litoral uruguaio, pertinho de Punta del Este. Aos poucos, foi erguendo novas estruturas e cômodos, sempre em linhas arredondadas. Depois pintou tudo de branco, “para interagir com o azul do céu”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinicius, que por um tempo foi embaixador do Brasil no Uruguai, era amigo de Vilaró e presença constante na Casapueblo. Uma manhã, para agradar as filhas do artista, começou a improvisar a trova infantil:&amp;nbsp;&lt;em&gt;Era uma casa muito engraçada...&lt;/em&gt;&amp;nbsp;Gostou do resultado e, mais tarde, com algumas aparafusadas, saiu a poesia. E a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje a casa continua a ser construída. Vilaró mora na parte mais alta da edificação, que também funciona como hotel e restaurante. Todos os mais de 70 quartos são batizados com os nomes de seus primeiros hóspedes: Pelé, Alain Delon, Brigitte Bardot, Robert de Niro. Além do quarto Vinicius de Moraes, é claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 15px;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/OA671yuoU6Y" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4538918366892664128?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4538918366892664128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4538918366892664128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4538918366892664128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4538918366892664128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/10/tal-da-casa-muito-engracada-existe.html' title='A tal da &quot;casa muito engraçada&quot; existe mesmo'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/OA671yuoU6Y/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5754093380488992412</id><published>2011-10-18T14:53:00.005-02:00</published><updated>2011-10-18T14:56:56.145-02:00</updated><title type='text'>“Bota o retrato do velho”</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em 1950, não houve canto do Brasil que não tivesse ouvido a marchinha cantada magistralmente por Francisco Alves: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Bota o retrato do velho outra vez / Bota no mesmo lugar / O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;A música referia-se a uma prática comum quando Getúlio era presidente, durante o Estado Novo, que era cada repartição pública ter uma foto do mandatário na parede. Ele buscava voltar ao poder em 1950, agora por meios democráticos, e a canção de Haroldo Lobo e Marino Pinto foi usada como uma espécie de jingle político. Deu certo, e o gaúcho bateu o adversário Eduardo Gomes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Apesar do sucesso, Getúlio ouvia a canção a contra-gosto. É que ele detestava ser chamado de velho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y8MwBvZ5sL4"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Y8MwBvZ5sL4" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5754093380488992412?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5754093380488992412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5754093380488992412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5754093380488992412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5754093380488992412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/10/bota-o-retrato-do-velho.html' title='“Bota o retrato do velho”'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Y8MwBvZ5sL4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3371617430284647072</id><published>2011-09-12T15:07:00.001-03:00</published><updated>2011-09-12T15:08:42.754-03:00</updated><title type='text'>Noel compôs baixaria para taxista-cantor</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ua8RmO7xVvE/Tm5KVxoY5NI/AAAAAAAAAd4/os1tXwKmGNg/s1600/noel_rosa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://2.bp.blogspot.com/-ua8RmO7xVvE/Tm5KVxoY5NI/AAAAAAAAAd4/os1tXwKmGNg/s320/noel_rosa.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Noel Rosa por Elifas Andreato&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15px;"&gt;O sambista Noel Rosa costumava varar noites e noites em rodas boêmias no centro do Rio. No comecinho dos anos 1930, conheceu por lá um taxista (ou chofer, como se dizia à época) chamado Malhado, que também era metido a músico. Malhado gostava de cantar no estilo operístico, com letras rebuscadas, quase parnasianas, que muitas vezes não sabia o que queriam dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muitas viagens com Malhado, tendo que suportar seus dós de peito, Noel resolveu pregar uma peça no chofer. Escreveu uma música para que Malhado pudesse mostrar seus dotes a duas moças lindas, filhas de um coronel de Vila Isabel. No dia marcado, e depois de algum ensaio, os dois se encontraram para a serenata. Noel disse que tocaria violão do outro lado da rua, para dar o destaque que a voz de Malhado merecia. Ao som das primeiras dedilhadas, Malhado soltou a voz, lendo num papel a letra escrita pelo companheiro:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15px;"&gt;&lt;i&gt;Saí da tua alcova com o prepúcio dolorido / Deixando seu clitóris gotejante / De volúpia emurchecido / Porém, o gonococos da paixão / Aumentou minha tensão&lt;/i&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;O coronel, claro, não gostou nada da letra pornográfica dedicada a suas filhas. Surgiu na janela já de arma em punho. Malhado correu em disparada. Depois de algumas quadras, encontrou o Poeta da Vila. Esbaforido e assustadíssimo, exclamou: “Não entendi nada, o coronel saiu atirando”. E Noel, sem perder a pose: “Isso é pra você ver o que é a falta de sensibilidade dessa gente...”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3371617430284647072?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3371617430284647072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3371617430284647072&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3371617430284647072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3371617430284647072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/09/noel-compoe-baixaria-para-taxista.html' title='Noel compôs baixaria para taxista-cantor'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ua8RmO7xVvE/Tm5KVxoY5NI/AAAAAAAAAd4/os1tXwKmGNg/s72-c/noel_rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6810804718968203130</id><published>2011-09-08T17:04:00.013-03:00</published><updated>2011-09-08T17:27:45.019-03:00</updated><title type='text'>Abaixo a guitarra elétrica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FV0xW3GNYhI/TmkfDLl8EbI/AAAAAAAAAdk/HsjKDXjatJE/s1600/passeata.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://1.bp.blogspot.com/-FV0xW3GNYhI/TmkfDLl8EbI/AAAAAAAAAdk/HsjKDXjatJE/s400/passeata.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando Caetano Veloso e Gilberto Gil ouviram pela primeira vez o disco &lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Sgt&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Pepper's Lonely&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Hearts Club Band&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;, do Beatles, em 1967, ficaram estupefatos. Perceberam definitivamente que o rock era mais que mero iê-iê-iê. Que poderia ser uma música mais profunda. A dupla tratou de pôr guitarras elétricas nos arranjos de suas novas composições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas esse não era o sentimento de parte dos músicos brasileiros, que via na guitarra o símbolo da dominação cultural norte-americana. Chegou-se a organizar marchas contra a guitarra elétrica e pela valorização da tradicional música brasileira. Na foto, Jair Rodrigues, Elis Regina, Gilberto Gil e Edu Lobo encabeçam uma dessas marchas - Magro, do MPB4, é o de barba logo atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Gilberto Gil?&amp;nbsp;Pois é. O baiano – que poucos depois subiria aos palcos do Festival da Record de 1967 ao lado dos Mutantes para defender Domingo no Parque – não soube dizer não a Elis Regina. Da janela de um prédio, Caetano Veloso e Nara Leão assistiam a tudo. Caetano disse: “Acho isso muito esquisito”. Nara respondeu: “Esquisito? Isso aí é um horror! Parece manifestação do Partido Integralista. É fascismo mesmo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/Zbv3M-AdxC0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6810804718968203130?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6810804718968203130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6810804718968203130&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6810804718968203130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6810804718968203130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/09/abaixo-guitarra-eletrica.html' title='Abaixo a guitarra elétrica'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FV0xW3GNYhI/TmkfDLl8EbI/AAAAAAAAAdk/HsjKDXjatJE/s72-c/passeata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5332620045490221157</id><published>2011-08-10T11:11:00.004-03:00</published><updated>2011-08-10T14:12:16.526-03:00</updated><title type='text'>Um amor em 140 caracteres</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Um amor evitável, mas irresistível. É assim que soa Tipo Um Baião, a melhor música (ao lado de Sinhá) do novo disco de Chico Buarque. Não tenho pretensão de destrinchar os critérios técnicos do baião-canção. Só dar pitacos sobre os aspectos emocionais. Que é o que importa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sabe as músicas que na primeira audição soam familiares, como se você já as conhecessem? Tipo Um Baião é um desses casos raros. A melodia, arranjo e harmonia já nasceram clássicos. Tudo isso com uma letra cheia de signos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A música é uma confissão do amor entre um sujeito mais velho e uma menina cheia de vitalidade que surge quando não há muitos motivos para mais uma “história de amor a essa hora”. É mais provável que seja inspirado &lt;st1:personname productid="em Thais Gulin" w:st="on"&gt;em Thais Gulin&lt;/st1:personname&gt;, a namorada 36 anos mais jovem do compositor. Mas, se não for, pouco importa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Para começar, acho graça quando Chico arrisca falar as “gírias da juventude”. Ele já havia feito isso no último disco, ao dizer em Leve: &lt;i&gt;Sei que seu caminho será tudo de bom / Mas não me leve&lt;/i&gt;. Agora, manda o tal&lt;i&gt; Tipo me adora mesmo assim, meio mané, por fora&lt;/i&gt;. E lamenta-se que a moça só surgiu somente agora, ora para “enfeitar" a sua vida ora para “embaralhar” os seus dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Só quem amou entende o drama de ver o vulto da amada sumir entre mil abadás na ladeira num dia de carnaval. Só quem amou sabe como é irresistível estar ao lado de alguém que faz pouco caso das coisas que para você são importantes. A tal da moça, afinal, ignora o baião. Só quem amou acredita mais uma vez que desta vez será uma festa sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas o êxtase da canção é quando surge uma das melhores analogias da história da música brasileira sobre as emoções de amar. Comparar o sentimento com o movimento do acordeão é monumental: &lt;i&gt;Meu coração / Que você sem pensar / Ora brinca de inflar / Ora esmaga / Igual que nem / Fole de acordeão / Tipo assim num baião / Do Gonzaga&lt;/i&gt;. É um tratado sobre o amor em exatos 140 caracteres. O Chico, tipo sem querer, mostrou-se antenado com as novidades dos tempos modernos.&amp;nbsp;Assim como goleiro bom tem de ter sorte, gênios também produzem genialidade sem querer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/1gC2vXQxTRg" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5332620045490221157?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5332620045490221157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5332620045490221157&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5332620045490221157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5332620045490221157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/08/um-amor-em-140-caracteres.html' title='Um amor em 140 caracteres'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/1gC2vXQxTRg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-324340234191807214</id><published>2011-07-23T17:57:00.006-03:00</published><updated>2011-07-23T20:40:21.470-03:00</updated><title type='text'>Amy Winehouse e Noel Rosa</title><content type='html'>Morreu hoje a cantora Amy Winehouse em Londres. Ela tinha apenas 27 anos e, pelo que se especula, morreu em virtude dos anos de uso exagerado de drogas e bebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela idade, pelo talento e pela existência sem muitas regras, lembrou-se da vida e morte de Noel Rosa. Ele morreu em 1937, poucos meses antes de completar 27 anos.&amp;nbsp; O Filósofo do Samba era dado a viver sob o sereno e consumir doses imensuráveis de bebidas e cigarros (chegava a fumar três maços por dia). Certa vez, já muito doente, pediu uma cerveja num boteco. Alguém o reprimiu: "Noel, você está muito mal, não pode tomar gelado". "Tem razão", retrucou Noel. E disparou: "Garçom, me traga uma cerveja quente". Essa receita suicida, segundo o escritor Ruy Castro, “levou-o à  tuberculose e à morte aos 26 anos. Levou-o também a ser Noel Rosa”. O mesmo cabe para Amy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais coincidências. A saúde de Noel também nunca foi lá essas coisas e, como se alimentava mal (tinha vergonha de comer em público devido a seu defeito no queixo), era magérrimo. E assim como Amy, Noel também fez suas melhores músicas para o grande e mais conturbado amor de sua vida, a dançarina de cabaré Ceci. Destaque para Último Desejo, uma comovente despedida &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sem retrato, sem bilhete, sem luar sem violão&lt;/i&gt; à amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os puritanos do samba podem achar um sacrilégio a comparação. Mas as coincidências são irrefutáveis. Em homenagem, segue o samba que Noel escreveu sobre sua própria morte. Afinal, acredito que Amy também preteria choro e velha em seu velório. Iria preferir uma fita amarela gravada com o nome dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/utUzUVEs90s" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-324340234191807214?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/324340234191807214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=324340234191807214&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/324340234191807214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/324340234191807214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/07/noel-de-saias.html' title='Amy Winehouse e Noel Rosa'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/utUzUVEs90s/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4602633585334849300</id><published>2011-07-12T11:19:00.006-03:00</published><updated>2011-07-18T09:11:53.137-03:00</updated><title type='text'>A língua brasileira segundo Noel Rosa</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;Recentemente, houve polêmica alardeada pela imprensa por causa da decisão do MEC de aprovar livros com “erros de português”. Na verdade, não havia erro algum. As publicações destacavam a importância do português padrão, mas diziam também que não é inapropriado falar com naturalidade, comendo algumas letras, plurais etc. Que a comunicação espontânea é mais importante que correr para um dicionário antes de abrir a boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;É o que todos fazemos diariamente. Um exemplo é “pra” em vez de “para”. Ninguém acredita ser incorreto. Agora, se o sujeito falar “arvre” no lugar de “árvore”, é considerado um semianalfabeto. Mas o fenômeno é exatamente o mesmo: o sumiço de uma vogal no meio da palavra. Mas por burrice ou má-fé, a imprensa nacional prefere manter o idioma como um símbolo perverso de exclusão social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;No campo cultural, muito se falou sobre isso. Oswald de Andrade defende em Pronominais:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Dê-me &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;um &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;cigarro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Diz a gramática&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Do professor e do aluno&lt;br /&gt;E do mulato sabido&lt;br /&gt;Mas o bom negro e o bom branco&lt;br /&gt;Da Nação Brasileira&lt;br /&gt;Dizem todos os dias&lt;br /&gt;Deixa disso camarada&lt;br /&gt;Me dá um &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;cigarro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Já Manuel Bandeira sentencia na comovente Evocação do Recife:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;i&gt;Vinha da boca do povo na língua errada do povo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Língua certa do povo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Ao passo que nós&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;O que fazemos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;É macaquear&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;A sintaxe lusíada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Em Macunaíma, o personagem criado por Mário de Andrade ironiza os paulistanos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;i&gt;Ora sabereis que sua riqueza de expressão intelectual é tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Mas o maior defensor da língua brasileira – provavelmente sem essa pretensão – foi Noel Rosa. Em várias músicas o Filósofo do Samba mostra seu desdém em “macaquear a sintaxe lusíada”. Noel abusava de gírias e coloquialismos. E às vezes ia direto ao ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;É o caso do samba Mulata Fuzarqueira. Em dado momento, a letra diz: “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;"Meu amô não tem R / mas é amô debaixo d'água". Isso é bonito demais. E é sintético demais. Resumia como só Noel sabia resumir suas ideias tão espertas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Mas o maior exemplo é Não Tem Tradução. Se um dia a língua portuguesa do Brasil se tornar oficialmente a língua brasileira, o hino ao idioma mãe terá de ser esse samba.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Há gente importante que concorda comigo. Um deles é Orestes Barbosa, contemporâneo de Noel e ardoroso defensor do jeito brasileiro de falar. Ao ouvir pela primeira vez o verso &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;É brasileiro, já passou de português&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;, exclamou, espantado: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;“Esse sem-queixo é demais. Um gênio! A gente aqui escrevendo, escrevendo, e ele resume tudo em meia dúzia de palavras. Exatamente meia dúzia!” E completou, emocionado: “Eu trocaria toda a minha obra por um só verso deste samba”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif; font-weight: normal;"&gt;Seguem as canções, cantadas em bom brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/2efVjdGVk-U" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/R1oAs158QPM" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4602633585334849300?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4602633585334849300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4602633585334849300&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4602633585334849300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4602633585334849300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/07/lingua-brasileira-segundo-noel-rosa.html' title='A língua brasileira segundo Noel Rosa'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2efVjdGVk-U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-823793754001307637</id><published>2011-06-14T14:53:00.001-03:00</published><updated>2011-06-14T14:54:34.272-03:00</updated><title type='text'>Bob Marley não fez show, mas marcou gol</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Em março de 1980, convidado por sua gravadora, Bob Marley desembarcou no Brasil. Logo na chegada, teve problemas com a polícia federal, que não lhe concedeu o visto de trabalho, acabando com as chances de qualquer apresentação em palcos brasileiros. O rei do reggae se hospedou no Copacabana Palace, assistiu a um show de Moraes Moreira e visitou a Rocinha, que achou muito parecida com os guetos de Kingston.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Um dos momentos mais divertidos foi um jogo de futebol no campo de Chico Buarque. Como se vê na foto, o time do jamaicano contava, entre outros, com Chico, Toquinho e o jogador vascaíno Paulo César Caju. A turma venceu a equipe de Alceu Valença por 3 a 0. E Bob Marley tratou de guardar o seu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sEG-q-W1DaU/TfegIWtuGaI/AAAAAAAAAcY/3cD5DGZ_eD0/s1600/marleybrazilfootball1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="264" src="http://4.bp.blogspot.com/-sEG-q-W1DaU/TfegIWtuGaI/AAAAAAAAAcY/3cD5DGZ_eD0/s320/marleybrazilfootball1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-823793754001307637?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/823793754001307637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=823793754001307637&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/823793754001307637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/823793754001307637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/06/bob-marley-nao-fez-show-mas-marcou-gol.html' title='Bob Marley não fez show, mas marcou gol'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sEG-q-W1DaU/TfegIWtuGaI/AAAAAAAAAcY/3cD5DGZ_eD0/s72-c/marleybrazilfootball1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7181077063030697868</id><published>2011-06-01T12:52:00.001-03:00</published><updated>2011-06-01T12:58:39.645-03:00</updated><title type='text'>Música e poema de Tom Jobim não conquistaram Helô Pinheiro</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-k6I6jD7gBXA/TeZecOta7ZI/AAAAAAAAAcU/C3tdwIMG-tU/s1600/helo+pinheiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-k6I6jD7gBXA/TeZecOta7ZI/AAAAAAAAAcU/C3tdwIMG-tU/s1600/helo+pinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Helô Pinheiro em Ipanema. Tom, de olho, não aparece nas fotos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Garota de Ipanema estava recém-composta e Tom Jobim continuava encantado com a moça cujo balançado era mais que um poema. O maestro estava apaixonado pra valer por Helô Pinheiro, a musa inspiradora de um dos maiores sucessos da música mundial. Mas a menina de 20 anos – filha de militar e 16 anos mais jovem que Tom – não dava mole. Ainda mais porque o pretendente era casado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;O músico chegou a se declarar, mas o máximo que conseguiu foi arrancar-lhe um breve beijo. Tom apelou até para um convite-poema com o intuito de que se encontrassem novamente:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;Oh, minha eterna Heloísa / Sou teu constante Abelardo / Tu és a musa perfeita / E eu teu constante bardo / Venha depressa Heloisinha / Quem te chama é o Tom Jobim / Te espero na mesma esquina / Já comprei o amendoim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Helô não apareceu ao encontro. E, um ano depois, para desalento de Tom, convidou-o para ser padrinho de seu casamento com um empresário que não entrou para a história.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7181077063030697868?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7181077063030697868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7181077063030697868&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7181077063030697868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7181077063030697868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/06/musica-e-poema-de-tom-jobim-nao.html' title='Música e poema de Tom Jobim não conquistaram Helô Pinheiro'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-k6I6jD7gBXA/TeZecOta7ZI/AAAAAAAAAcU/C3tdwIMG-tU/s72-c/helo+pinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4599088820471411443</id><published>2011-05-21T13:18:00.013-03:00</published><updated>2011-05-24T23:40:54.083-03:00</updated><title type='text'>Vamos fazer um som na casa da vovó?</title><content type='html'>Há uma nova fórmula na música brasileira, tão fórmula quanto a infestação de neo-pagodes e axés dos anos 1990: as bandas de rock fofas. E desde ontem, com a propagação&amp;nbsp;viral de uma banda de Curitiba, essa nova moda tem um refrão: &lt;i&gt;Coração não é tão simples quanto pensa / Nele cabe o que não cabe na dispensa / Cabe o meu amor / Cabem três vidas inteiras / Cabe uma penteadeira&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os integrantes dessa banda – auto-intitulada A Banda Mais Bonita da Cidade – fazem apenas parte de uma leva de jovens brancos, com jeitão de sensíveis&amp;nbsp;e com cara de estudantes da PUC, seja qual PUC for. Provavelmente todo mundo ali votou na Marina Silva e propaga ideais de consumo consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda fórmula, essas bandas trazem elementos semelhantes entre si. Pra começar, os clipes têm de ser feitos em lugares meigos, com cara de casinha da vovó. Ou em jardins com tijolos alaranjados à mostra. Acho que é pra fazer um ar de república dos anos 1970. Além de violão, flauta e pandeiro, é fundamental um instrumento que soe mais exótico que os outros, mesmo que o som desse instrumento faça pouca diferença no arranjo. É preciso ter pelo menos uma mulher (no meu tempo, existia banda ou de mulher ou de homem, mas tudo bem). Os músicos precisam sorrir ou, no mínimo, fazer uma cara serena. Mas, sobretudo, e é isso que caracteriza todas as bandas, as letras&amp;nbsp;tem de ser&amp;nbsp;amorosas e, ao mesmo tempo, fofas e nonsenses. Se não houver letras assim, esqueça, está fora do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho porque realmente é um movimento, com bandas semelhantes que surgiram de um tempo pra cá. A paulistana Tiê é um bom exemplo. Numa música ela diz, despudoradamente: Já &lt;i&gt;que não te tenho por perto / Vou tomar um sorvete, pra alegrar o meu dia&lt;/i&gt;. Num clipe em que faz cara de musa da esquerda brasileira, dispara: &lt;i&gt;Fica um pouco pra cá, pra variar / A lua brilhando no calcanhar&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra que merece lugar de destaque é Barbara Eugênia. O clipe de A Chave concentra todos os elementos dessa nova onda. O clipe começa com uma conversa informal entre os envolvidos, pra dar um ar casual (é muito importante parecer improvisado, uma boa reunião na casa de amigos). Os homens usam umas camisas meio Faustão fashion descolada. Um deles empunha um contrabaixo acústico, como se fosse a coisa mais natural do mundo ter um instrumento maior do que a pessoa num encontro de amigos. O outro tira som de um tecladinho de assoprar – acho que o nome é escaleta. A cantora está sentada num jardim com árvores singelas, janelas pintadas de azul e muros baixos – apesar de ter aparência de ter nascido num desses edifícios com seguranças de terno preto na porta. Ela ainda usa um vestido azul &lt;i&gt;bem Brasil&lt;/i&gt; e um lenço vermelho na cabeça. Eu acho que azul e vermelho não combinam, aliás, mas essa é outra discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num outro clipe de Barbara, chamado Por Aí, há a mesma conversa informal antes dela surgir na janela de um sobrado, estilo fofoqueiras da Mooca ou meninas sofridas que esperam o amor passar. E cantarola, olhando pro nada: &lt;i&gt;Por que você não passa por aqui / Pra gente fumar mil cigarros / Pra gente beber Coca Cola / Pra gente papear um pouco? &lt;/i&gt;Tudo com direito a ela bater um pauzinho no outro, que faz um som tão engraçadinho quanto inócuo. Essas bandas são apenas exemplos. Há muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que a mesma crítica foi feita ao pessoal da bossa nova no fim dos anos 1950, quando rapazes bem-nascidos da zona sul carioca começaram a fazer letras de amor feliz. Há semelhanças, claro. Tanto que Nara Leão disse numa entrevista, quando decidiu romper com a bossa para se aproximar do samba tradicional: “Estou cansada de bossa. Estou cansada de fazer para dois ou três intelectuais uma musiquinha de apartamento. Quero o samba puro, que tem muito mais a dizer, que a expressão do nosso povo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a diferença entre a música de apartamento citada por Nara e a música de casas da vovó feita hoje é que a bossa trazia em si elementos revolucionários. Um jeito de romper com a era boleral que tanto infestava as rádios pré-1958. Havia novidades harmônicas, melódicas e conceituais. Além de um gênio, João Gilberto. E um gênio valida tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como boa parte das fórmulas, essas bandas tendem a sumir antes de alçar voos mais altos. Não porque torça pelo insucesso. Os músicos devem ter seu público e ganhar dinheiro honestamente fazendo música, tanto falando de amores que não caibam na dispensa&amp;nbsp;quanto sobre o melhor jeito de segurar o tchan. Só se deve fazer justiça. Não há invenção, criatividade ou originalidade nessa nova moda. Há repetições de clichês. É fácil falar mal do Restart, mas essa onda fofa perde de 10 a zero quando um fã do Restart faz um coraçãozinho com a mão. Há muito mais espontaneidade e verdade em seus fãs do que nessa rapaziada na casa da matriarca italiana, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/QW0i1U4u0KE" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/6pKAw_nYxWc" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4599088820471411443?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4599088820471411443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4599088820471411443&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4599088820471411443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4599088820471411443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/05/vamos-fazer-um-som-na-casa-da-vovo.html' title='Vamos fazer um som na casa da vovó?'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QW0i1U4u0KE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-9190922853041965182</id><published>2011-05-11T16:56:00.007-03:00</published><updated>2011-05-11T17:12:48.459-03:00</updated><title type='text'>Aprenda com João Gilberto como tratar a elite de São Paulo</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6WiWZxe_6mg/TcroAZ1R9sI/AAAAAAAAAcI/jt_Avmjb7Oc/s1600/joao+gilberto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6WiWZxe_6mg/TcroAZ1R9sI/AAAAAAAAAcI/jt_Avmjb7Oc/s320/joao+gilberto.jpg" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Como Joãozinho respondeu à elite paulistana&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Os moradores de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo, se mobilizaram para impedir a construção de uma estação de metrô no lugar. Um dos argumentos é que o metrô atrai "uma gente diferenciada". Ou seja, pobres. O pior: o governo de São Paulo aceitou a justificativa. Só me restou lembrar de João Gilberto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Era setembro de 1999. Inauguração da maior casa de espetáculos de São Paulo. Para o grande evento, dois grandes nomes: João Gilberto e Caetano Veloso. A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;high society&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;paulistana - essa mesma que impediu a construção do metrô - lotava o auditório, em parte mais preocupada com os espumantes e canapés do que com a apresentação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: white; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;João não pareceu gostar nada daquele teatro suntuoso, e nem daquela gente&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;. Logo no começo do show, fez um muxoxo e reclamou do eco e do ar-condicionado. Após tocar o clássico O Pato, disparou, irritado: “O pato sou eu!”. O público endinheirado começou a vaiar. João não se fez de rogado. Como se mostra na foto acima, mostrou a língua para a plateia e cantarolou: “Vaia de bêbado não vale, vaia de bêbado não vale...”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-9190922853041965182?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/9190922853041965182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=9190922853041965182&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/9190922853041965182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/9190922853041965182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/05/e-assim-que-joao-tratou-elite-de-sao.html' title='Aprenda com João Gilberto como tratar a elite de São Paulo'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6WiWZxe_6mg/TcroAZ1R9sI/AAAAAAAAAcI/jt_Avmjb7Oc/s72-c/joao+gilberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7722099749536099670</id><published>2011-04-10T21:11:00.004-03:00</published><updated>2011-04-10T21:12:56.673-03:00</updated><title type='text'>"Desculpa, Marina morena, mas eu tô de mal..."</title><content type='html'>Uma das mais comoventes músicas de Dorival Caymmi é o samba-canção Marina. A letra – meio machista, é verdade – narra a história de uma mulher que abusou da maquiagem a contragosto do amado. O companheiro então passa um sermão (quem dera todo sermão de marido ciumento fosse igual a esse), e termina com uma sentença fascinante: &lt;em&gt;Desculpa, Marina morena, mas eu tô de mal&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trecho sempre me chamou a atenção pela originalidade e pela docilidade, coisa rara em outros sambas. Outro dia descobri de onde veio a ideia. E não tem nada a ver com mulher. Numa tarde, Dorival estava indo para a rádio, e, por qualquer motivo, um dos filhos (talvez Dori) estava bravo com ele. O compositor mesmo assim seguiu para a rádio, quando o menino disparou: “Estou de mal”. A frase com cara aborrecida do filho ficou em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À caminho da emissora, Dorival não pensava em outra coisa. É ele mesmo que narra: “Na rua, essa frase ficou martelando na minha cabeça: ‘Estou de mal, estou de mal, estou de mal…’. Enquanto ia à rádio, comprava umas coisas, andava nas ruas, a melodia e a letra foram se compondo em minha cabeça”. Ao fim do dia o clássico – que pode ser conferido no vídeo abaixo – estava pronto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7722099749536099670?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7722099749536099670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7722099749536099670&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7722099749536099670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7722099749536099670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/04/desculpa-marina-morena-mas-eu-to-de-mal_10.html' title='&quot;Desculpa, Marina morena, mas eu tô de mal...&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1818037187747715576</id><published>2011-04-10T21:10:00.001-03:00</published><updated>2011-04-10T21:10:41.224-03:00</updated><title type='text'>Marina - Dorival Caymmi (ao vivo)</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/enUx5DMiFU8?fs=1" frameborder="0" width="425" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1818037187747715576?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1818037187747715576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1818037187747715576&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1818037187747715576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1818037187747715576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/04/marina-dorival-caymmi-ao-vivo.html' title='Marina - Dorival Caymmi (ao vivo)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/enUx5DMiFU8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7664331890873923347</id><published>2011-03-01T19:09:00.003-03:00</published><updated>2011-03-02T15:29:01.666-03:00</updated><title type='text'>Sarro de Chico Buarque tornou-se hino contra a ditadura</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Havia um ano que Chico estava auto-exilado na Itália. Soube por um amigo que a situação por estas terras havia melhorado. Não foi o que viu quando desembarcou no Rio em 1970. O cenário era de censura, tortura e arbitrariedades promovidas pelo governo. A situação o inspirou a criar Apesar de Você, que sairia em compacto, com Desalento do outro lado. Era uma mensagem quase direta ao governo militar (e, não se sabe se disfarçando ou não, Chico diz que essa é uma de suas poucas músicas direcionadas à ditadura).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O compositor enviou a canção à censura sem muita esperança que fosse aprovada. Não se sabe como, mas a música voltou liberada e sem cortes. O compacto vendeu mais de 100 mil cópias em menos de um mês. Quando o governo se tocou que o “você” da letra poderia ser o presidente militar Emílio Garrastazú Médici, o refrão já estava na boca do povo: &lt;i&gt;Apesar de você / Amanhã há de ser outro dia&lt;/i&gt;...  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A polícia invadiu a gravadora. As cópias foram destruídas. O censor que liberou a letra foi punido. O compositor foi chamado para explicar quem era o “você” da canção. Chico saiu-se com essa: “É uma mulher muito mandona”. A partir daí, as composições do ex símbolo do bom-mocismo começariam a ser recebidas com má vontade especial pelos censores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A canção tornou-se uma espécie de hino contra a ditadura militar. Numa carta a Vinicius de Moraes, Chico explicava com despojamento a experiência de gravar uma de suas primeiras músicas contra a ditadura.“D&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;eu bolo como o Apesar de Você, tenho sido perturbado e o disco deixou de ser prensado. Mas deu para tirar um sarro”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7664331890873923347?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7664331890873923347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7664331890873923347&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7664331890873923347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7664331890873923347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/03/sarro-de-chico-buarque-tornou-se-hino.html' title='Sarro de Chico Buarque tornou-se hino contra a ditadura'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2600608069923428806</id><published>2011-02-18T18:39:00.004-02:00</published><updated>2011-02-18T18:41:02.853-02:00</updated><title type='text'>Noel só precisou de seis palavras para traduzir a nossa língua</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: blue; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Por Natália Pesciotta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Foi o cinema falado chegar no Brasil, no começo dos anos 1930, para os termos norte-americanos entrarem no vocabulário brasileiro. Atento à invasão de hellos e byebyes da nova potência mundial, Noel Rosa criou uma de suas obras-primas:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;O cinema falado é o grande culpado da transformação / Dessa gente que sente que um barracão prende mais que o xadrez / (…) Amor lá no morro é amor pra chuchu / As rimas do samba não são I love you / E esse negócio de alô boy, alô Johnny / Só pode ser conversa de telefone.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;O samba Não Tem Tradução criticava os estrangeirismos em nossa língua, e acabou atingindo o compositor Jurandyr Santos. Autor de Alô John e Bon Soir, o músico publicou carta aberta para Noel no jornal: “Você foi impiedoso. Não pôde, sequer, sopitar a revolta do seu espírito erudito, amigo das expressões castiças puras, e compôs Sem Tradução para esmagar seu pobre amigo”.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Se desagradou Jurandyr, entusiasmou Orestes Barbosa, um xenófobo de primeira. Ele vivia a escrever na imprensa contra&amp;nbsp; a falta de preocupação do povo com a cultura nacional e a invasão estrangeira na língua portuguesa. Entendia por estrangeirismo até o português de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Referindo-se ao verso “É brasileiro, já passou de português”, exclamou: “Esse sem-queixo é demais. Um gênio! A gente aqui escrevendo, escrevendo, e ele resume tudo em meia dúzia de palavras. Exatamente meia dúzia!” E completou, emocionado: “Eu trocaria toda a minha obra por um só verso deste samba”.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2600608069923428806?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2600608069923428806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2600608069923428806&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2600608069923428806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2600608069923428806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/02/noel-so-precisou-de-seis-palavras-para.html' title='Noel só precisou de seis palavras para traduzir a nossa língua'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5341447968710785291</id><published>2011-02-07T15:55:00.002-02:00</published><updated>2011-02-07T15:55:21.989-02:00</updated><title type='text'>Com duas músicas, João Gilberto uniu a bossa nova</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Festa na casa da família Menescal, Rio de Janeiro, 1957. Champanhe e rodas de bate-papo rolam na sala quando se ouve a campainha. Pensando tratar-se de mais um convidado, o jovem Roberto Menescal, então com 19 anos, atende a porta. Depara-se com um completo desconhecido: “Você tem um violão aí? Podíamos tocar alguma coisa.” O rapaz ficou sem reação, e o sujeito completou: “Eu sou João Gilberto. Quem me deu seu endereço foi seu professor de violão.”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Menescal, então um violonista promissor, já tinha ouvido falar do baiano “meio louco, genial, afinadíssimo”. Convidou-o para o quarto do fundo. Postado num canto, João empunhou o instrumento e fez soar os primeiros acordes. Até que soltou a voz:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;É amor / hô-bá-lá-lá&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;O dono da casa ficou em estado de êxtase. Achou espetacular a maneira como a mão direita passeava pelas cordas. E a capacidade vocal, então? A voz soava como instrumento de alta precisão, ao mesmo tempo em que o canto surgia suave, natural, quase falado. Sem os pais perceberem, pegou João pelo braço e levou-o para conhecer Ronaldo Bôscoli, um de seus parceiros musicais. Mais apresentações, agora com a inclusão de Bim-Bom. Outro jovem boquiaberto. Segundo Ruy Castro em&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;Chega de Saudade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;, o grupo varou a madrugada - inclusive no famoso apartamento de Nara Leão - e parte do dia seguinte de casa em casa. Ninguém dormiu.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;Naquele momento começava a se formar o que seria conhecida como “a turma bossa nova”, todos seguidores desse novo mestre. Um ano depois, com a gravação do LP&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;em&gt;Chega de Saudade&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;, era a vez de o mundo todo conhecer a genialidade de João Gilberto.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5341447968710785291?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5341447968710785291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5341447968710785291&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5341447968710785291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5341447968710785291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/02/com-duas-musicas-joao-gilberto-uniu.html' title='Com duas músicas, João Gilberto uniu a bossa nova'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2382545253799464004</id><published>2011-01-31T14:15:00.002-02:00</published><updated>2011-01-31T14:20:41.190-02:00</updated><title type='text'>Cristo mendigo agitou o Carnaval de 1989</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TUbfgfUdnxI/AAAAAAAAAb4/q3B1vITy5wA/s1600/Cristo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TUbfgfUdnxI/AAAAAAAAAb4/q3B1vITy5wA/s320/Cristo.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;"Quem gosta de miséria é intelectual. Pobre gosta de luxo.” A célebre frase de Joãosinho Trinta foi a forma de responder aos críticos, que reclamavam dos gastos excessivos para promover os desfiles da Beija-Flor. No Carnaval de 1989, porém, o carnavalesco resolveu surpreender. Sob o enredo&amp;nbsp;&lt;em&gt;Ratos e Urubus, Larguem a minha Fantasia,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;a intenção era denunciar a hipocrisia reinante e a miséria da população brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Helvetica, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; line-height: 15px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;As alas seriam formadas por gente da rua: mendigos, prostitutas, desvalidos de toda espécie. As fantasias deveriam ser feitas com materiais encontrados nos lixos. O carnavalesco conclamou: “Este enredo é um protesto. Protesto a esta grande maldade que estão fazendo com a nossa terra, com a nossa gente, com o nosso Brasil. Nós sabemos fazer carnaval: é o nosso ofício. E que seja através dele que a gente proteste”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro abre-alas traria uma grande imagem do Cristo Redentor. Com um detalhe: vestido apenas com trapos, como se fosse um mendigo. Só que o arcebispo dom Eugênio Sales não gostou nada da história. O religioso entrou na Justiça e conseguiu a proibição do uso da imagem. Decepção e nervosismo na escola. Até que, na véspera do desfile, alguém deu uma sugestão melhor do que a ideia original:&amp;nbsp; cobrir a estátua com rústicas lonas pretas. E a inscrição: “Mesmo proibido, olhai por nós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada da Beija-Flor na avenida foi considerada um dos momentos mais impactantes do Carnaval carioca. Burburinho do público, espanto com o enorme saco preto que escondia a imagem do Cristo. Ladeando o carro abre-alas, mendigos com roupas esfarrapadas. Até que a plateia, deslumbrada, começou a entoar o cântico vindo do intérprete:&amp;nbsp;&lt;em&gt;Sai do lixo a nobreza / Euforia que consome / Se ficar o rato pega / Se cair urubu come.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;A cada ala, críticas sociais: da Igreja Católica às guerras, do desperdício de comida aos políticos. Tudo sem luxo. Só lixo e talento, criando um momento único e apoteótico da história dos desfiles carnavalescos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joãosinho Trinta tornou-se assunto no País todo. Ninguém tinha dúvidas de que a escola de samba se sagraria campeã. No dia da apuração, porém, a Beija-Flor terminou empatada com a Imperatriz Leopoldinense. Por três notas de desempate, teve de amargar a segunda colocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desfile das campeãs, uma semana depois, Joãosinho fez questão de levar ainda mais mendigos para as alas. Sobrou provocação. O carnavalesco levou bonecos de três judas, representando os jurados que concederam notas baixas ao desfile da escola de Nilópolis. E, a pedido do público, os componentes retiraram – por conta própria – a lona preta que cobria o Cristo mendigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2382545253799464004?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2382545253799464004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2382545253799464004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2382545253799464004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2382545253799464004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2011/01/cristo-mendigo-agitou-o-carnaval-de.html' title='Cristo mendigo agitou o Carnaval de 1989'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TUbfgfUdnxI/AAAAAAAAAb4/q3B1vITy5wA/s72-c/Cristo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-744773697655407205</id><published>2010-12-20T14:58:00.002-02:00</published><updated>2010-12-20T15:02:29.193-02:00</updated><title type='text'>Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito cantaram suas tatuagens</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Um dos grandes amores da vida de Nelson Cavaquinho era Ligia, uma mulher sem-teto que dormia aos pés da estátua de dom Pedro 1º, na praça Tiradentes, centro do Rio. Os dois costumavam ficar horas conversando, tomando cachaça, ali, sentados à beira da escultura. Não raro adormeciam, só acordando com os raios do sol - ou sob a ordem de algum policial mal-humorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;A fascinação de Nelson pela mulher chegou a tal ponto que o compositor resolveu tatuar o nome Ligia em seu ombro direito. Na mesma época o parceiro Guilherme de Brito havia feito o samba Tatuagem: &lt;i&gt;O meu único fracasso / Está na tatuagem do meu braço&lt;/i&gt;... Ele fez a canção como uma forma de reclamar do preconceito que sofria da polícia e de muitas pessoas pela tatuagem que também levava no corpo, um índio em um dos braços. Um dia tentou até apagá-la esfregando castanha de caju no local. Só serviu para deixar o índio com uma cicatriz na testa.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Como os dois compositores tinham um acordo, Nelson entrou como parceiro da música, além de um tal Paulo Gesta. O compositor viu na letra uma forma de homenagear a amada, uma mulher que levava uma vida dura e sofria preconceito de tudo o que é lado. Já para Guilherme, era para reclamar da discriminação que ele próprio sofria. Não importa. O último verso cabe para os dois casos:  &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Muita gente tem o corpo tão bonito / Mas tem a alma toda tatuada&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-744773697655407205?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/744773697655407205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=744773697655407205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/744773697655407205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/744773697655407205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/12/nelson-cavaquinho-e-guilherme-de-brito.html' title='Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito cantaram suas tatuagens'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6792522055689247467</id><published>2010-12-09T21:13:00.006-02:00</published><updated>2010-12-10T10:41:18.004-02:00</updated><title type='text'>Viver, sofrer e amar demais</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Ela abandonou o lar - num tempo que isso era um escândalo - para poder seguir o sonho de ser cantora. Maysa tornou-se dona de um dos repertórios mais melancólicos da música brasileira, e sua voz grave virou sinônimo de dor de cotovelo, de música de fossa. Dada a arroubos, sabia ser gentil e dar amor como poucos, mas também ia ao fundo do poço com as separações. "Minhas músicas refletiram meu estado de alma, minha tristeza e solidão. Nunca consegui compor nada alegre".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Catedral da Sé, em São Paulo, estava cheia de pompa naquela tarde de 24 de janeiro de 1955. A família Monjardim, uma das mais importantes do Espírito Santo, dava a mão de uma jovem de 17 anos a André Matarazzo, sobrinho do conde Francesco Matarazzo, um dos homens mais ricos do Brasil. A moça entrou na igreja com vestido de cetim italiano branco adornado por pérolas, sendo clicada por ávidos fotógrafos de colunas sociais. Era enredo de conto de fadas para boa parte das jovens da época. Mas, mais tarde, todos descobririam que Maysa Figueira Monjardim era diferente. Logo depois romperia o casamento, se lançaria como uma das cantoras mais singulares do Brasil, encantaria multidões e seria vítima de desamores e angústias sem fim. A mulher dos enormes e profundos olhos verdes seguiria sua trajetória, como diz a música de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira famosa em sua voz, para "viver, sofrer e amar demais".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TQFiXVIFgEI/AAAAAAAAAbg/tdrOLtnP6hY/s1600/Maysa+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TQFiXVIFgEI/AAAAAAAAAbg/tdrOLtnP6hY/s320/Maysa+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A menina nascida em berço de ouro já chocava as pessoas desde pequena pelo jeito sincero e corajoso. Na adolescência era arteira e namoradora, mas também apresentava tendências à depressão. Nessa época já tirava algumas notas ao piano. A primeira composição, com apenas 12 anos, desvelava seu estado de espírito não muito otimista: Adeus, que seria gravada mais tarde em disco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O namoro com André Matarazzo começaria quando tinha apenas 15 anos. Ele era bem mais velho: 33 anos. Depois da festança, a vida do casal começou a ficar cada dia mais atribulada. Ela queria levar à frente a carreira de cantora. Ele não gostava nada da ideia. Até que um produtor a ouviu cantar numa festa caseira e se encantou com sua voz rouca e sedu&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent;"&gt;tora, e insistiu &lt;/span&gt;para que gravasse um disco. O marido cedeu, mas exigiu que a capa não trouxesse seu sobrenome e nem a foto da cantora. Assim aconteceu, mas o disco logo começou a fazer sucesso e o casamento a ruir, até Maysa ir para o Rio e confidenciar ao pai: "Não volto mais". Ser dondoca não era seu projeto&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent;"&gt;, e jogava fora a vida&lt;/span&gt; confortável. Com o marido, teve seu único filho, o hoje diretor da Globo Jayme Monjardim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Nasce a cantora&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Rio de Janeiro, Maysa começou a se apresentar em boates com as suas composições próprias. Era raro mulher compor à época. Logo gravaria outros discos e o sucesso ia aumentando. Entre as canções emblemáticas, Meu Mundo Caiu, Amargura, Tarde Triste, Felicidade Infeliz, Pedaços de Saudade, além de uma magistral versão de Ne Me Quitte Pas. Mas incomodava-se com a marcação cerrada da imprensa. Em 1958, como constata a biografia &lt;i&gt;Maysa - Numa Só Multidão de Amores&lt;/i&gt;, de Lira Neto, não houve um dia sequer que não havia algo sobre a cantora em jornais paulistas e cariocas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além da carreira em boates cariocas, começou a se apresentar no exterior, a comandar programas de tevê, a participar de filmes como atriz. Tamanha pressão fez que ela bebesse cada dia mais e a ficar mais irritadiça. Também costumava tomar remédios para emagrecer, que lhe piorava o humor. Mais tarde admitiria que aquela fora uma das fases mais turbulentas de sua vida. As músicas eram uma saída para desvelar sua personalidade melancólica. "Minhas composições sempre refletiram meu estado de alma, minha tristeza e solidão. Nunca consegui compor nada alegre", confessou a autora de mais de 50 cançõess. Para Manuel Bandeira, seus grandes olhos verdes eram "dois oceanos não-pacíficos".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os seus relacionamentos amorosos tinham a mesma intesidade da carreira. Uma das suas grandes paixões foi o (então) jornalista Ronaldo Bôscoli, que conheceu em 1961. Até mudou o repertório para gravar um disco só de bossas dele e de Roberto Menescal. Os dois seguiram juntos para uma turnê em Buenos Aires, mesmo com Bôscoli mantendo um relacionamento sério com Nara Leão. O clima foi apaixonado, mas também houve brigas homéricas em restaurantes e hotéis. Na volta, Bôscoli estava decidido a ficar só com Nara. Mas não esperava que Maysa fosse capaz de fazer tudo por amor. Ainda no aeroporto do Galeão, convocou a imprensa e disparou: "Quero anunciar que vou me casar com Ronaldo Bôscoli". O sujeito não soube o que fazer. Nara, sim, e o relacionamento acabaria para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas não com Maysa, que se manteria entre indas e vindas durante alguns anos, mesmo após ela se casar com o espanhol Miguel Azanza. Quando descobriu que Bôscoli iria se casar com Elis Regina, encontrou a cantora num bar e esbravejou: "Gauchinha, você não canta porra nenhuma", e quase acertou-a com uma garrafa de uísque. Mais tarde, afirmou: "A Elis é a melhor cantora do Brasil".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;"Sou uma mulher só"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já saturada de apresentações e sentindo que o momento era de músicas diferentes, Maysa decidiu passar uma temporada na Espanha. Voltaria em 1969, quando faria um antológico show no Canecão. O público exigiu que ela voltasse oito vezes ao palco. A revista &lt;i&gt;Visão&lt;/i&gt; escreveu, na semana seguinte: "Quando sua voz quente, rouca, inapelável, se estendeu, abraçando o Canecão inteiro, houve o silêncio. Nem um som, nem o menor ruído, nem o gelo de milhares de copos ousavam sequer tilintar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois, separou-se de Miguel e conheceu o Ator Carlos Alberto, com quem se cararia. O casal foi viver em Maricá, cidade que Maysa ficaria até o fim da vida. O casamento lhe fez beber menos, e sua alegria lhe traria de volta a beleza arrebatadora. Também voltou a gravar discos e a participar de novelas. Mas a relação aos poucos foi se desgatando, até separarem-se em 1975. A melancolia e o medo da solidão voltavam a assombrá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No comecinho de 1977 recebeu a notícia de que seria avó. Encheu-se de alegria pela novidade, mas continuava triste com todas as outras coisas da vida. Para piorar, os remédios que tomava para emagrecer não a deixava dormir há dias. Entrou em sua Brasília e seguia do Rio a Maricá, mas não chegou a passar a ponte Rio-Niterói. O acidente em&lt;b&gt; 22 de janeiro de 1977&lt;/b&gt; abreviava a vida de uma das personalidades mais singulares da música brasileira. Ela tinha apenas 40 anos. No seu diário, uma das últimas anotações era: "Tenho 40 anos. 20 de carreira. Sou uma mulher só. O que dirá o futuro?".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6792522055689247467?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6792522055689247467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6792522055689247467&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6792522055689247467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6792522055689247467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/12/viver-sofrer-e-amar-demais.html' title='Viver, sofrer e amar demais'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TQFiXVIFgEI/AAAAAAAAAbg/tdrOLtnP6hY/s72-c/Maysa+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3520475239262454871</id><published>2010-12-02T12:50:00.001-02:00</published><updated>2010-12-02T12:54:42.213-02:00</updated><title type='text'>No Clube do Samba, João Nogueira canta música para Clara Nunes</title><content type='html'>&lt;iframe frameborder="0" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/QitEh6HwfVQ?fs=1" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3520475239262454871?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3520475239262454871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3520475239262454871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3520475239262454871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3520475239262454871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/12/joao-nogueira-canta-mineira-no-clube-do.html' title='No Clube do Samba, João Nogueira canta música para Clara Nunes'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QitEh6HwfVQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1476808628702540605</id><published>2010-11-19T16:42:00.000-02:00</published><updated>2010-11-19T16:42:37.767-02:00</updated><title type='text'>Música de preto e sobre preto (3): Funk, o novo samba</title><content type='html'>Há pouco tempo, num pequeno texto sobre cultura popular para a revista Almanaque Brasil, sugeri que o preconceito que rola contra o rap e o funk é o mesmo que o samba sofria há décadas. Todas as manifestações culturais de origem negra tiveram começo duro no Brasil. João da Baiana, por exemplo, cansou-se de ter seu pandeiro confiscado pela polícia na década de 1910. Mas não só os sambistas que encararam o preconceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A umbanda era considerado caso de polícia até a década de 1940, quando um congresso convenceu o presidente Getúlio Vargas a assinar sua legalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os praticantes de capoeira também eram perseguidos até a mesma década, e praticá-la poderia dar pena de prisão de até três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os brancos de classe média e as meninas de colégios particulares lotam as rodas de samba pela cidade. As academias de capoeira também têm mais brancos que negros. Há espaços de umbanda em bairros chiques, e dondocas fazem fila para ter um conselho espiritual. Nada contra os brancos que frequentam estes espaços. Mas é irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sagaz, o sambista Geraldo Filme retratou este cenário em Vá Cuidar da Sua Vida, que contou com gravação definitiva de Itamar Assumpção no disco Pretobrás. Dando-me (inadvertida) liberdade como compositor, imagino como faria&amp;nbsp;um outro Geraldo Filme daqui a 40 anos: &lt;em&gt;Preto cantava funk / Dondoca passava mal / Essa música é violenta / As letras são do mau / Hoje, ela tá no funk / Requebra e acha graça / Agora ela é uma cachorra / Mas uma cachorra de raça&lt;/em&gt;....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1476808628702540605?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1476808628702540605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1476808628702540605&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1476808628702540605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1476808628702540605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/musica-de-preto-e-sobre-preto-3-funk-o.html' title='Música de preto e sobre preto (3): Funk, o novo samba'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7150907102615482701</id><published>2010-11-19T16:39:00.000-02:00</published><updated>2010-11-19T16:39:54.666-02:00</updated><title type='text'>Vá Cuidar de Sua Vida - Itamar Assumpção</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/a4NTP3wuSLI?fs=1" frameborder="0" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7150907102615482701?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7150907102615482701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7150907102615482701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7150907102615482701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7150907102615482701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/va-cuidar-de-sua-vida-itamar-assumpcao.html' title='Vá Cuidar de Sua Vida - Itamar Assumpção'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/a4NTP3wuSLI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1938168445556516497</id><published>2010-11-17T16:12:00.003-02:00</published><updated>2010-11-17T16:17:35.379-02:00</updated><title type='text'>Música de preto e sobre preto (2): "Dona Ana fez de mim um homem, não uma puta"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O candidato Netinho de Paula (que levou meu voto) recebeu muitas críticas durante as eleições ao Senado em 2010. Algumas justas, como ter agredido sua mulher e acusações de não pagar direitos trabalhistas. Outras totalmente preconceituosas. Uma das que ouvi: "Netinho ficou rico e esqueceu a periferia. Aposto que se sente branco. Foi morar em Alphaville e pouco se importa com a quebrada".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É puro racismo. Enquanto os negros pobres que ascendem socialmente têm a "obrigação" de se preocupar a vida toda de onde vieram, aos brancos é propagado um mantra: "Suba na vida, suba na vida, suba na vida!". Ninguém acusa Silvio Santos de ter enriquecido e esquecido dos amigos camelôs. Pouca gente está preocupado se Samuel Rosa, Arnaldo Antunes, Dinho Ouro Preto, Tico Santa Cruz etc tinham origem pobre. Pior ainda quando já se é sabido que a pessoa era rica de infância. Sobre Luciano Huck, branco e rico desde pequeno, não se põe nenhum peso de ter de se preocupar com as questões sociais. Ele tem passe livre para a explorar a miséria humana até não poder mais em quadros como o &lt;em&gt;Agora ou Nunca&lt;/em&gt;. O quadro é um caldeirão indigesto, numa humilhação sem fim para um pobre coitado levar 10 mil reais para casa. Huck pode morar em Alphaville à vontade. Tem todo o direito de ter quantos Audis quiser na garagem. Netinho, não. Ter nascido preto e periférico é uma marca que o cantor levará para o resto da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para que toda esta introdução? Para analisar um dos desabafos mais sinceros e fortes da música brasileira, vinda de um preto pobre que "subiu na vida": a música Jesus Chorou, escrita por Mano Brown, líder dos Racionais, principal grupo de rap do Brasil - e, para mim, o grupo contemporâneo mais talentoso e genial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A música faz parte do disco &lt;em&gt;Chora Agora, Ri Depois &lt;/em&gt;e o CD todo me soa como um desabafo contra os "zé povinho" (como Brown diz), que são as pessoas que o acusam de ter se tornado rico e desprezado a região de onde veio. Ao ganhar notoriedade e dinheiro, Brown parou de receber unicamente manifestações preconceituosas dos brancos de classe média, mas também pelos moradores da periferia. É como se um preto e pobre não tivesse para onde correr. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Jesus Chorou dá uma demonstração sem máscaras das inquietações, contradições e solidão de Brown. Por ser negro, por ter vindo da periferia, por ter se tornado um sujeito com dinheiro. O cantor, que sempre usou as questões raciais em suas músicas, agora se vê num paradoxo. Como uma frase que vez ou outra surge por aí: "Fala de pobreza mas tem Audi?".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nos primeiros minutos da música é reproduzido um telefonema entre Brown e um amigo, que avisa ter encontrado um sujeito que diz: &lt;em&gt;Esse Brown aí é cheio de querer ser / Deixe ele moscar e vir cantar na quebrada / Vamos ver se é isso tudo quando ver as quadradas / Periferia nada, só pensa nele mesmo / Montado no dinheiro, e cês aí no veneno&lt;/em&gt;. Num misto de indignação e preocupação, Mano Brown defende-se: &lt;em&gt;Amo minha raça / Luto pela cor / O que quer que eu faça é por nós, por amor&lt;/em&gt;. Para depois disparar, num verso seco e irrefutável: &lt;em&gt;Dinheiro é bom, eu quero sim / Se essa é a pergunta / Mas dona Ana fez de mim um homem, não uma puta&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A música segue com a mesma aflição e com grandes versos, como quando um sujeito dita a Brown como ele deve agir: &lt;em&gt;Famoso pra caralho, durão, xi, truta / Faz seu mundo, não, jão / A vida é curta / Só modelo dando boi / Põe elas pra chupar e manda andar depois&lt;/em&gt;. Arrisco dizer que o último verso da música resume sua inquietação diante deste cenário opressor: &lt;em&gt;Lágrimas&lt;/em&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Bem, é melhor ouvir Brown do que me ler. Segue no vídeo abaixo. Mas a pergunta que fica: já é possível a um negro ser rico em paz no Brasil? Já dá pro lugar natural deles não ser apenas a periferia, sem que haja nenhum ônus por isso? Jesus Chorou deixa dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ah, claro, não vale o Pelé...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1938168445556516497?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1938168445556516497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1938168445556516497&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1938168445556516497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1938168445556516497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/musica-de-preto-e-sobre-preto-2-dona.html' title='Música de preto e sobre preto (2): &quot;Dona Ana fez de mim um homem, não uma puta&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8027980005584867965</id><published>2010-11-17T16:08:00.000-02:00</published><updated>2010-11-17T16:08:09.128-02:00</updated><title type='text'>Racionais MC's 1000 trutas 1000 tretas Jesus Chorou</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i1.ytimg.com/vi/loySIKE8eiM/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/loySIKE8eiM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/loySIKE8eiM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8027980005584867965?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8027980005584867965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8027980005584867965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8027980005584867965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8027980005584867965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/racionais-mcs-1000-trutas-1000-tretas.html' title='Racionais MC&apos;s 1000 trutas 1000 tretas Jesus Chorou'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3447814766289929631</id><published>2010-11-15T23:57:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T23:57:51.112-02:00</updated><title type='text'>Semana da Consciência Negra: música de preto e sobre preto (1)</title><content type='html'>Na Semana da Consciência Negra, vou colocar uma canção por dia (de qualquer gênero) que retrate os negros, as questões e dilemas raciais e tudo mais o que envolva este tema tão mal resolvido no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, Preconceito, um grande samba de Wilson Batista e Marino Pinto. Na letra, o sujeito, negro, suplica à amada branca que não o maltrate, já que, apesar de ser "moreno demais", "no fundo é um bom rapaz". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fecha com um argumento irrefutável: &lt;i&gt;Meu samba, vai e diz a ela / Que o coração não tem cor&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este samba de 1941 dá um indício da naturalidade com a qual o racismo era tratado na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assista, pela voz e violão de João Gilberto, uma das obras-primas de Wilson Batista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3447814766289929631?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3447814766289929631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3447814766289929631&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3447814766289929631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3447814766289929631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/semana-da-consciencia-negra-musica-de.html' title='Semana da Consciência Negra: música de preto e sobre preto (1)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6956528146902840165</id><published>2010-11-15T23:56:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T23:56:39.284-02:00</updated><title type='text'>João Gilberto - Preconceito - Montreux 1985</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i4.ytimg.com/vi/_hIt9dxz6Hc/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_hIt9dxz6Hc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_hIt9dxz6Hc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6956528146902840165?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6956528146902840165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6956528146902840165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6956528146902840165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6956528146902840165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/joao-gilberto-preconceito-montreux-1985.html' title='João Gilberto - Preconceito - Montreux 1985'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6749672241507658453</id><published>2010-11-15T23:15:00.003-02:00</published><updated>2010-11-15T23:47:22.206-02:00</updated><title type='text'>Vaias da música popular</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: maroon;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Principalmente durante os anos 1960, a vaia se tornou protagonista de muitas apresentações de músicos brasileiros. A plateia - por um bom tempo - sentia-se na obrigação de deixar claro que fazia parte da apresentação. Muitos shows tiveram público mais apaixonado do que clássicos de futebol. Não se safaram sequer Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Jobim, Gilberto Gil e outros nomes que hoje soam intocáveis. São boas histórias que mostram um tempo em que a ideologia vinha acima do bom-senso. Será que não repetimos a mesma falta de noção ao torcer o nariz pra muitos músicos atuais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma das mais célebres foi a vaia que Tom Jobim e Chico Buarque tomaram no Maracanãzinho. Tom&amp;nbsp; suportou exatos 23 minutos de  vaias durante a apresentação de Sabiá, na fase eliminatória do 3°  Festival Internacional da Canção. A plateia de 20 mil pessoas que lotava o ginásio considerava a canção alienada. Quase todos  torciam por Pra Não Dizer que Não Falei de Flores, a politizada canção  de Geraldo Vandré.&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TOHazinXK7I/AAAAAAAAAbU/DAjAMw0kKfA/s1600/ditadura+militarGeraldo+Vandre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TOHazinXK7I/AAAAAAAAAbU/DAjAMw0kKfA/s200/ditadura+militarGeraldo+Vandre.jpg" width="161" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Vandré tenta acalmar a plateia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;O  co-autor de Sabiá, Chico Buarque, escapou dos apupos por estar em turnê  pela Europa. Na finalíssima, entretanto, teve que encarar a multidão. E  suportar mais vaias, que calaram as intérpretes Cynara e Cybele. Ao  fim da apresentação, Geraldo Vandré tomou as dores dos adversários e,  ao microfone, proferiu uma de suas últimas frases em público durante muitas décadas. “A vida  não se resume a festivais!”, bradou à plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando a preferência popular, Sabiá foi a vencedora. E logo seria  adotada como uma espécie de hino da saudade dos exilados políticos: &lt;i&gt;Vou voltar / Sei que ainda vou voltar / Para meu lugar&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Veja, abaixo, a intervenção de Geraldo Vandré - não registrada em vídeo. E, na postagem anterior, a vaia recebida pelo quarteto Chico, Tom, Cynara e Cybele. Não se deixe levar pela edição da Globo, que mostra um monte de gente com cara satisfeita. A vaia foi uma das mais feias da história dos festivais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;object height="28" width="335"&gt;&lt;param value="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzMTk0NDkzO3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTMxOTQ0OTMtYmQwIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToyMTM0OTg5O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjg5ODY5ODMyO30=&amp;amp;autoplay=default" name="movie"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed wmode="transparent" height="28" width="335" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" src="http://www.divshare.com/flash/audio_embed?data=YTo2OntzOjU6ImFwaUlkIjtzOjE6IjQiO3M6NjoiZmlsZUlkIjtpOjEzMTk0NDkzO3M6NDoiY29kZSI7czoxMjoiMTMxOTQ0OTMtYmQwIjtzOjY6InVzZXJJZCI7aToyMTM0OTg5O3M6MTI6ImV4dGVybmFsQ2FsbCI7aToxO3M6NDoidGltZSI7aToxMjg5ODY5ODMyO30=&amp;amp;autoplay=default"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6749672241507658453?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6749672241507658453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6749672241507658453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6749672241507658453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6749672241507658453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/vaias-da-musica-popular.html' title='Vaias da música popular'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TOHazinXK7I/AAAAAAAAAbU/DAjAMw0kKfA/s72-c/ditadura+militarGeraldo+Vandre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8973703984685627581</id><published>2010-11-15T22:55:00.000-02:00</published><updated>2010-11-15T22:55:08.751-02:00</updated><title type='text'>Cynara e Cybele cantam Sabiá - FIC 1968 - Rede Globo</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/Zhxcu55PRHI/hqdefault.jpg&amp;quot;);" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zhxcu55PRHI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zhxcu55PRHI?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8973703984685627581?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8973703984685627581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8973703984685627581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8973703984685627581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8973703984685627581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/11/cynara-e-cybele-cantam-sabia-fic-1968.html' title='Cynara e Cybele cantam Sabiá - FIC 1968 - Rede Globo'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3614530672917352281</id><published>2010-09-14T14:03:00.002-03:00</published><updated>2010-09-14T14:15:02.280-03:00</updated><title type='text'>Adoniran, astro de cinema</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Que Adoniran Barbosa é sambista dos bons todo mundo sabe. Possivelmente, o maior de São Paulo. Mas o autor de Trem das Onze também enveredou pelo cinema. Inclusive num dos clássicos do cinema nacional: &lt;i&gt;O Cangaceiro&lt;/i&gt;, escrito e dirigido por Lima Barreto, lançado em 1953.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O papel que lhe coube era de um dos cangaceiros do bando. Disfarçou o sotaque paulista e saiu-se muito bem como um legítimo nordestino cabra macho. Cinema não era novidade para Adoniran. Ao todo, atuou em mais de 10 filmes, mas nunca com a mesma repercussão de&lt;i&gt; O Cangaceiro&lt;/i&gt;. O filme colecionou prêmios pelo mundo, inclusive sendo a primeira produção brasileira a levar uma premiação em Cannes: a de Melhor Filme de Aventura daquele ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja uma cena de Adoniran em &lt;i&gt;O Cangaceiro &lt;/i&gt;no vídeo abaixo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3614530672917352281?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3614530672917352281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3614530672917352281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3614530672917352281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3614530672917352281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/09/adonira-astro-de-cinema.html' title='Adoniran, astro de cinema'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6702997027145307926</id><published>2010-09-14T14:01:00.000-03:00</published><updated>2010-09-14T14:01:36.367-03:00</updated><title type='text'>Adoniran no filme O Cangaceiro (1953)</title><content type='html'>&lt;object style="background-image:url(http://i1.ytimg.com/vi/014AohQFx2I/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/014AohQFx2I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/014AohQFx2I?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6702997027145307926?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6702997027145307926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6702997027145307926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6702997027145307926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6702997027145307926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/09/adoniran-no-filme-o-cangaceiro-1953.html' title='Adoniran no filme O Cangaceiro (1953)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1946589886956882921</id><published>2010-08-24T15:19:00.005-03:00</published><updated>2010-08-24T15:25:41.258-03:00</updated><title type='text'>Sem saber, Agnaldo Timóteo fez nascer  poderosa canção de protesto</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os compositores considerados subversivos eram vigiados de perto durante a ditadura militar (1964-1985). O principal recurso para burlar a censura era abusar das metáforas e contar com a pouca inteligência dos censores - o que costumava dar certo. Em 1972, porém, Paulo César Pinheiro resolveu escancarar ao escrever Pesadelo, em parceria com Maurício Tapajós. A canção ia direto ao ponto: &lt;i&gt;Você corta um verso / Eu escrevo outro / Você me prende vivo / Eu escapo morto&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. "Propus a Maurício um canto de guerra. Uma canção em que não usássemos metáforas, em que dissessemos claramente o que pensávamos, direta, sem subterfúgios, sem firulas, sem máscaras”, explica Paulo no livro &lt;/span&gt;&lt;i&gt;História das Minhas Canções&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; (Leya, 2010).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/THQMyQK1KiI/AAAAAAAAAag/Nn8KqH_HrQE/s1600/PCP.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/THQMyQK1KiI/AAAAAAAAAag/Nn8KqH_HrQE/s200/PCP.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Paulo César Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O MPB4 prometeu gravá-la quando fosse aprovada, mas o grupo sabia que era quase impossível passar pelo crivo dos censores. Não contavam com uma artimanha de Paulo: enviar &lt;span style="font-style: normal;"&gt;a música para análise dentro da pasta das músicas de Agnaldo Timóteo, que fazia parte da mesma gravadora - os cantores considerados românticos recebiam aprovação quase automática. Pesadelo voltou aprovada e sem cortes. Dizem que Agnaldo nunca soube da história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;A canção ganhou os shows do MPB4 e tornou-se uma espécie de hino de resistência durante os anos de chumbo. Até combatentes da Guerrilha do Araguaia a cantavam na selva para manter o moral elevado. “Por não ter metáforas, virou a mais poderosa música de contestação à ditadura”, afima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Pesadelo (Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando um muro separa, uma ponte une &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se a vingança encara, o remorso pune &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você vem me agarra, alguém vem me solta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você vai na marra, ela um dia volta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E se a força é tua, ela um dia é nossa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha o muro, olha o poste &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha o dia de ontem chegando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que medo você tem de nós &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha aí... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você corta um verso, eu escrevo outro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você me prende vivo, eu escapo morto &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De repente...olha eu de novo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pertubando a paz, exigindo o troco &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vamos por aí, eu e meu cachorro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha um verso, olha o outro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha o velho, olha o moço chegando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que medo você tem de nós &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Olha aí... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O muro caiu, olha a ponte &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Da liberdade guardiã &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O braço do Cristo-horizonte &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Abraça o dia de amanhã &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: small;"&gt;Olha aí... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1946589886956882921?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1946589886956882921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1946589886956882921&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1946589886956882921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1946589886956882921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/08/sem-saber-agnaldo-timoteo-fez-nascer.html' title='Sem saber, Agnaldo Timóteo fez nascer  poderosa canção de protesto'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/THQMyQK1KiI/AAAAAAAAAag/Nn8KqH_HrQE/s72-c/PCP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7005205919543896615</id><published>2010-08-24T15:14:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T15:14:14.140-03:00</updated><title type='text'>MPB4 Pesadelo (1974)</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i1.ytimg.com/vi/85CyHofBbCY/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/85CyHofBbCY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/85CyHofBbCY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7005205919543896615?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7005205919543896615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7005205919543896615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7005205919543896615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7005205919543896615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/08/mpb4-pesadelo-1974.html' title='MPB4 Pesadelo (1974)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7785053058179051564</id><published>2010-08-05T14:47:00.006-03:00</published><updated>2010-08-05T14:58:49.136-03:00</updated><title type='text'>Nos sambas, pedaços de seu coração</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O sambista baixinho e sedutor cunhou a expressão usada comumente até hoje: dor-de-cotovelo. Vítima de amores e desamores, de paixões avassaladoras e términos arrasadores, transportou para suas canções a melancolia que lhe acompanhava. Sem sair de Porto Alegre, tornou-se um dos maiores nomes do samba. Definia: “As minhas músicas são biografias das páginas mais tristes da minha vida”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TFr57pE3UlI/AAAAAAAAAaI/VVZH2IHhrbM/s1600/lupicinio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TFr57pE3UlI/AAAAAAAAAaI/VVZH2IHhrbM/s200/lupicinio.jpg" width="188" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Tudo o que eu canto é verdade", dizia Lupicínio&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A cena é clássica: o cidadão entra no bar sozinho e melancólico. Na cabeça, a amada, “aquela ingrata”, que o abandonou. Pede chope ao garçom. Depois, passa pro uísque. Lá fica durante horas, com os cotovelos sobre o balcão, remoendo a tristeza pela separação amorosa. São esses momentos que inspiraram Lupicínio Rodrigues a construir um repertório sem paralelo na música brasileira, e a criar a expressão que caiu no domínio popular: dor-de-cotovelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas não foi apenas na observação alheia que o gaúcho construiu a sua obra. Boa parte das canções é autobiográfica. Sua vida amorosa cheias de desilusões serviu-lhe de inspiração para muitos sambas. São mais de 300. Depois de décadas de relações atribuladas, tinha algo para comemorar: “Eu tive muitas namoradas na vida. Umas me fizeram bem, outras me fizeram mal. As que me fizeram mal foram as que mais dinheiro me deram, porque as que me fizeram bem eu esqueci”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nascido em Porto Alegre a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;16 de setembro de 1914&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, era o terceiro filho do casal Francisco e Abigail, que teriam 21 ao total. A infância foi pobre, mas digna. Era o primeiro homem e o mais mimado entre os irmãos. Pôde estudar, mas os pais ouviam muitas reclamações dos professores. Diziam que o pequeno Lupi (apelido que lhe acompanharia vida afora) só queria saber de baderna, de briga e de cantarolar. Já na adolescência foi parar no Exército, por ordem do pai, que queria garantir um bom futuro ao filho. Mas gostava mesmo era de passar noites em rodas boêmias, de fazer marchinhas para os blocos carnavalescos e de jogar futebol nos campos de várzea – décadas depois, inclusive, seria o autor do hino do Grêmio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com 16 anos, já no Exército, emplacou a primeira música num bloco: Carnaval, o marco inicial de sua carreira. E muitas viriam na sequência, além de se apresentar como cantor em conjuntos. Mas nunca aprenderia a tocar um instrumento sequer. Compunha era assobiando. Em 1932, Noel Rosa passou um tempo na cidade. Claro, se arranjou no circuito boêmio de Porto Alegre. Numa noite qualquer, assistiu ao conjunto Catão, no qual Lupicínio era cantor. Ao observar o adolescente, exclamou: “Esse garoto vai longe!”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Nasce a dor de cotovelo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O primeiro grande amor de Lupicínio foi Iná, moça que conheceu em Santa Maria, no interior do estado, quando servia o Exército. O namoro durou seis anos, tornaram-se noivos. Só que ela vivia a reclamar de sua vida boêmia. Cansada, resolveu separar-se. Lupicínio ficou arrasado, mas seguiu a vida. Pouco tempo depois flagrou a moça de braços dados com um outro sujeito. Ela ainda avisou: “Prefiro me casar com qualquer um, até morrer de fome, do que voltar pra você”. O ciúme e a raiva fez nascer um clássico da música brasileira, Nervos de Aço: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Você sabe o que é ter um amor, meu senhor / Ter loucura por uma mulher / E depois encontrar esse amor, meu senhor / Nos braços de um tipo qualquer&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Iná ainda seria inspiradora de várias outras. “Tudo o que eu canto é verdade”, revelaria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas o sucesso nacional demoraria. Porto Alegre era um lugar distante dos centros Rio e São Paulo. Se chegava por aquelas bandas praticamente só pelo mar. Os marinheiros – que frequentavam as boates da cidade – foram os responsáveis por levar a produção cultural local para outras plagas. E foi pelos marinheiros que Cyro Monteiro, que vivia no Rio, descobriu a música Se Acaso Você Chegasse, de Lupicínio e Felisberto Martins, em 1938. O samba se tornaria um grande sucesso na voz de Cyro, e o restante do Brasil começaria a conhecer Lupicínio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Viveu e morreu do coração&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;É melhor brigar junto do que chorar separado”, costumava ensinar Lupicínio. Só tinha uma coisa que gostava tal qual as mulheres: a boêmia. Ele abriu bares para ganhar dinheiro e continuar na vida boêmia ao mesmo tempo. Chegou a confessar: “Eu não sou músico, não sou compositor, não sou cantor. Eu sou boêmio”. Mas também engajou-se na causa dos compositores. Em 1946, fundou a Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (Sbacem) na cidade. E continuava a compor sem parar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="en-GB" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um dos mais importantes divulgadores de sua obra foi Francisco Alves e, principalmente, Jamelão. O mangueirense dedicou discos exclusivos às canções de Lupicínio, entre as quais o clássico Vingança, outro recado para uma mulher que o abandonou. Sentimental e mulherengo, teve muitas paixões que lhe inspiraram sambas: Ela Disse-Me Assim, Volta, Esses Moços, Dona Divergência. Numa entrevista ao Pasquim, perguntaram: “Você tem alguma música cujo tema não seja mulher?”. A resposta: “Se tenho, não me lembro agora”. Numa outra entrevista, confessou: “As minhas músicas são biografias das páginas mais tristes da minha vida”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" lang="en-GB" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-style: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Vinicius de Moraes emitiu uma verdade cristalina sobre os poetas e o ato poético: 'todo poeta só é grande se sofrer'”, lembra o pesquisador musical Ricardo Cravo Albin. Para depois, finalizar: “Nesse contexto, Lupicínio terá sido o maior dentre todos os poetas do cancioneiro. Porque ninguém exibiu – com tal opulência – os sofrimentos e as dores-de-cotovelo como o gaúcho baixinho, de voz mansa e olhos indecifráveis, numa estranha mistura de mel, sensualidade e carência afetiva”. Talvez a mais importante confissão deste estado de espírito seja um verso de Ponta de Lança: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;i&gt;Uma pessoa prestando atenção /Vê que as rimas dos versos / Que eu faço / Trazem pedaços do meu coração&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="en-GB"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. Em 1974, aos 59, Lupicínio morreu como viveu: do coração.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7785053058179051564?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7785053058179051564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7785053058179051564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7785053058179051564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7785053058179051564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/08/nos-sambas-pedacos-de-seu-coracao.html' title='Nos sambas, pedaços de seu coração'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/TFr57pE3UlI/AAAAAAAAAaI/VVZH2IHhrbM/s72-c/lupicinio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5861832535346554345</id><published>2010-08-05T14:44:00.000-03:00</published><updated>2010-08-05T14:44:45.731-03:00</updated><title type='text'>Lupicínio Rodrigues - Pout pourri (programa "Sambão" - 1973)</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/RGFQSihGovs/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RGFQSihGovs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RGFQSihGovs&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5861832535346554345?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5861832535346554345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5861832535346554345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5861832535346554345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5861832535346554345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/08/lupicinio-rodrigues-pout-pourri.html' title='Lupicínio Rodrigues - Pout pourri (programa &quot;Sambão&quot; - 1973)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8466628140889639780</id><published>2010-07-22T15:02:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T15:02:55.802-03:00</updated><title type='text'>João da Baiana precisou de senador para tocar pandeiro em paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O samba é o estilo musical mais popular do País, mas no começo do século passado era caso de polícia. Os músicos poderiam ser levados para a delegacia simplesmente por estarem “armados” com um pandeiro ou com um violão. João da Baiana não foi exceção. Negro, morador de subúrbio e sambista, era comum que a polícia confiscasse seu instrumento musical. “Samba e pandeiro eram proibidos na década de 20. A polícia perseguia a gente. Eu ia tocar na festa da Penha e a polícia me tomava o instrumento”, disse décadas depois, já consagrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ao mesmo tempo, parte da elite via qualidades no estilo musical dos morros cariocas. Entre os quais, o senador Pinheiro Machado, que costumava organizar rodas de samba em sua espaçosa casa no bairro de Laranjeiras. João da Baiana era sempre convidado. Um dia, porém, não apareceu. O político quis saber o motivo, e João confessou que a polícia havia tomado, mais uma vez, seu instrumento. Na mesma hora, Machado mandou fazer um novo numa loja da rua do Carioca. E ordenou ao dono da loja que colocasse uma dedicatória no pandeiro: “A minha admiração, João da Baiana – Senador Pinheiro Machado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A dedicatória do poderoso homem passou a valer como um escudo contra as investidas policiais. Deu certo. João da Baiana, considerado o introdutor do pandeiro no samba, teve paz para tocá-lo “até rasgar o couro”, como se diz. Depois, guardou como um amuleto. Neste, a polícia nunca tocou. Só João da Baiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Georgia;"&gt;No vídeo abaixo, João da Baiana está ao lado de outros dois sujeitos bons de música, executando mais uma de suas especialidades: tocar prato e faca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8466628140889639780?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8466628140889639780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8466628140889639780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8466628140889639780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8466628140889639780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/07/joao-da-baiana-precisou-de-senador-para.html' title='João da Baiana precisou de senador para tocar pandeiro em paz'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-9081231153021753194</id><published>2010-07-22T14:59:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T14:59:11.194-03:00</updated><title type='text'>Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana - Lamento</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i2.ytimg.com/vi/98gYhQixXwo/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/98gYhQixXwo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/98gYhQixXwo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-9081231153021753194?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/9081231153021753194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=9081231153021753194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/9081231153021753194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/9081231153021753194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/07/pixinguinha-baden-powell-e-joao-da.html' title='Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana - Lamento'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8737395798991389970</id><published>2010-07-01T14:58:00.008-03:00</published><updated>2010-07-06T16:50:42.668-03:00</updated><title type='text'>Saudade faz nascer clássico da música brasileira</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;!--  @page { margin: 2cm }  P { margin-bottom: 0.21cm } --&gt; &lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;style type="text/css"&gt; &lt;!--  @page { margin: 2cm }  P { margin-bottom: 0.21cm } --&gt; &lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-style: normal;"&gt;&amp;nbsp;O jornalista Sérgio Bittencourt era famoso pelo estilo polêmico. Não poupava críticas ácidas sobre música popular em jornais e revistas. Tornou-se também um rosto conhecido ao atuar como jurado nos programas de Flávio Cavalcanti. Mas as palavras ficavam doces ao falar sobre a admiração que tinha pelo pai, Jacob do Bandolim, um dos maiores músicos de choro da história do País.&lt;br /&gt;A morte de Jacob, em 1969, foi dura para o rapaz de 29 anos. Em sua homenagem compôs a comovente Naquela Mesa: &lt;i&gt;Naquela mesa ele sentava sempre / E me dizia sempre o que é viver melhor / Naquela mesa ele contava histórias / Que hoje na memória eu guardo e sei de cor&lt;/i&gt;... Há quem diga que a canção foi escrita durante o velório do pai. A música ficaria famosa nas vozes de Elizeth Cardoso e Nelson Gonçalves e tornaria-se um clássico, quase obrigatória em repertórios boêmios Brasil afora.&lt;br /&gt;Para Sérgio, era apenas a forma encontrada para relembrar o seu grande ídolo. E para revelar a tristeza de nunca mais ver a figura do pai: &lt;i&gt;Naquela mesa está faltando ele / E a saudade dele está doendo em mim&lt;/i&gt;. Em 1978, um ano antes de morrer precocemente, o jornalista declarou: "Tenho certeza e assumo: não sou nada, porque, de fato, não preciso ser. Me basta ter a certeza inabalável de que nasci do amor, da loucura, da irrealidade e da lucidez de um gênio".&lt;br /&gt;Ouça a música no vídeo abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8737395798991389970?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8737395798991389970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8737395798991389970&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8737395798991389970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8737395798991389970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/07/saudade-faz-nascer-classico-da-musica.html' title='Saudade faz nascer clássico da música brasileira'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1228586302982612203</id><published>2010-07-01T14:49:00.000-03:00</published><updated>2010-07-01T14:49:56.743-03:00</updated><title type='text'>Naquela Mesa, pela voz de Nelson Gonçalves</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i3.ytimg.com/vi/RKsC3MMlqtE/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RKsC3MMlqtE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RKsC3MMlqtE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1228586302982612203?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1228586302982612203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1228586302982612203&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1228586302982612203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1228586302982612203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/07/naquela-mesa-pela-voz-de-nelson.html' title='Naquela Mesa, pela voz de Nelson Gonçalves'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7831764138386358228</id><published>2010-06-17T10:48:00.003-03:00</published><updated>2010-06-17T10:57:09.879-03:00</updated><title type='text'>Francis e Antonio gravaram o melhor disco de 1967</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A bossa nova fez mais do que sacudir Nova Iorque em 1962, no histórico show de músicos brasileiros no Carnegie Hall. Parte mudou-se para os Estados Unidos, como João Gilberto, o grupo Bossa Três e Tom Jobim. No país, o compositor produziu discos e ensinou os norte-americanos a tocar o ritmo do momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com saudade do Brasil, Tom desembarcou no Rio em julho de 1964. Tratou de retomar a vida, fazer coisas nas quais era craque. Ficar horas tomando chopes no Veloso, por exemplo. Numa tarde qualquer, porém, estava no bar quando recebeu um telefonema que mudaria sua vida por um tempo. Ao atender, demorou para crer que o sujeito que falava inglês era Frank Sinatra. A Voz o convidava para gravar um disco. E ainda pediu: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a senha para Tom voltar aos Estados Unidos. Deste encontro histórico sairia o disco&lt;em&gt; Francis Albert Sinatra e &amp;amp; Antonio Carlos Jobim&lt;/em&gt; - eleito pela crítica norte-americana o melhor álbum de 1967 -, com direito a um dueto magistral em Garota de Ipanema (assista ao vídeo abaixo). Foi o segundo disco mais vendido do ano, perdendo somente para &lt;em&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/em&gt;, dos Beatles. A dupla se reuniria novamente em &lt;em&gt;Sinatra &amp;amp; Company&lt;/em&gt;, dois anos depois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7831764138386358228?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7831764138386358228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7831764138386358228&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7831764138386358228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7831764138386358228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/06/francis-e-antonio-gravaram-o-melhor.html' title='Francis e Antonio gravaram o melhor disco de 1967'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6398560335308628884</id><published>2010-06-17T10:47:00.000-03:00</published><updated>2010-06-17T10:47:11.682-03:00</updated><title type='text'>Sinatra &amp; Jobim - The girl from Ipanema (trad./trans.)</title><content type='html'>&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i3.ytimg.com/vi/B2UYVvkpYRo/hqdefault.jpg)" width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B2UYVvkpYRo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/B2UYVvkpYRo&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6398560335308628884?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6398560335308628884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6398560335308628884&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6398560335308628884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6398560335308628884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/06/sinatra-jobim-girl-from-ipanema.html' title='Sinatra &amp; Jobim - The girl from Ipanema (trad./trans.)'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5129478610213892799</id><published>2010-06-10T11:25:00.005-03:00</published><updated>2010-06-10T11:55:00.875-03:00</updated><title type='text'>Cabo Laurindo, um herói inexistente da música brasileira</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);font-family:georgia;" &gt;Ouça as músicas enquanto lê o texto. Vai ajudar a entender a saga desse misterioso personagem da música brasileira. A gravação é dos irmãos Chico e Cristina Buarque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" height="28" width="335"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=11663986-860"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=11663986-860" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" height="28" width="335"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Um personagem inusitado surgiu na música brasileira em 1943. Era Laurindo, protagonista da canção homônima de Herivelto Martins composta para o carnaval daquele ano. A música era uma continuação de Praça Onze, esta primeira sobre a destruição da praça onde as escolas de samba cariocas desfilavam.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;No novo samba, o personagem subia o morro comemorando: &lt;i&gt;Não acabou, a Praça Onze não acabou / Vamos esquentar nossos tamborins&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. O nome “Laurindo” também tinha sido usado num samba de Noel Rosa na década anterior, mas a foi a partir da canção de Herivelto que começaria a inspirar outros compositores da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Afinal, quem era Laurindo? Ninguém. Ele nunca existiu, mas caiu nas graças dos sambistas da época (até hoje não se sabe por quê). O mais notório continuador da saga de Laurindo foi o sambista Wilson Batista. Com uma diferença. O compositor transformou-o num diretor de bateria da Mangueira, mas que parou as atividades carnavalescas para lutar na Segunda Guerra Mundial. Como conta a letra de Lá Vem Mangueira: &lt;i&gt;Lá vem Mangueira / Sem Laurindo na frente da bateria/ Perguntei: Conceição, o que aconteceu? / Laurindo foi pro front, este ano não desceu&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Só que Wilson tratou de dar um final feliz para o soldado. Em Cabo Laurindo, em parceria com Haroldo Lobo, o pracinha voltava intacto do campo de batalha, “coberto de glória, trazendo garboso no peito a cruz da vitória”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;A história não pararia por aí. Haveria ainda uma terceira canção, Comício Em Mangueira, desta vez numa parceria com Germano Caetano. A letra e a melodia são emocionantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm;font-family:georgia;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;A música conta sobre um discurso do soldado logo após a volta triunfante: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Houve um comício em Mangueira / O cabo Laurindo falou / Toda escola de samba aplaudiu / Toda escola de samba de samba chorou/ “Eu não sou herói” / Era comovente a sua voz / “Heróis são aqueles que tombaram por nós”&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Não faltou gente que acreditasse que Laurindo existisse de fato. Menos o compositor Zé da Zilda, que tratou de desmascarar o impostor num samba. Na letra, afirma que o sujeito é tratado como herói, porém “nem saiu de Niterói”. E que sua única participação na guerra foi a de ficar “na retaguarda aplaudindo a nossa gente”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;Depois de tantas músicas, chegou a um ponto de Wilson Batista não suportar mais ouvir sobre o herói fictício. O compositor chegou a planejar matá-lo num crime passional. Laurindo seria encontrado assassinado numa viela do morro da Mangueira, mas a canção nunca saiu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-family: georgia;" align="JUSTIFY"&gt;A cantora Cristina Buarque diverte-se com a história. Cristina, que gravou parte das músicas sobre Laurindo, ainda tem dificuldade de entender por que o inexistente veterano da Segunda Guerra caiu nas graças de sambistas da década de 1940. Numa entrevista, a cantora disse, entre risos: “Comício Em Mangueira é um negócio emocionante. A volta de Laurindo, o discurso, as pessoas chorando. E é tudo mentira!”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5129478610213892799?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5129478610213892799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5129478610213892799&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5129478610213892799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5129478610213892799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/06/cabo-laurindo-um-heroi-inexistente-da.html' title='Cabo Laurindo, um herói inexistente da música brasileira'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4908232612858595033</id><published>2010-05-27T14:39:00.006-03:00</published><updated>2010-05-27T15:19:19.701-03:00</updated><title type='text'>O dia que Chico Buarque saiu esbravejando do Pacaembu</title><content type='html'>&lt;style type="text/css"&gt;  &lt;!--   @page { margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;  &lt;/style&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No próximo domingo haverá Corinthians e Santos no Pacaembu. Num domingo de 1985 o estádio também recebeu o clássico, só que com uma preliminar especial. Em homenagem à criação do jornal &lt;i&gt;Retratos do Brasil&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, ocorreria um show com importantes músicos no Palace.  Antes, os artistas fariam uma partida na preliminar do jogo entre músicos cariocas e paulistas. Por que a ideia? “Só com futebol conseguimos atrair o Chico Buarque pro show”, explica, às gargalhadas, o artista gráfico Elifas Andreato, responsável por convidar todo o pessoal pro espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Do lado dos cariocas, Chico, Fagner, a turma do MPB4 e dos Novos Baianos. Já entre os paulistas, Elifas, Toquinho, Fernando Faro, Raul Leite (produtor musical) e Branca de Neve, que, além de cantor, era bom de bola. Antes da partida, Branca de Neve começou a conversar com Chico. Papo vai, papo vem, e Chico conseguiu convencê-lo a jogar no time dos cariocas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Percebendo a sacanagem, Toquinho – que era tão competitivo quanto o compositor de A Banda - resolveu fazer uma sacanagem maior ainda. O violonista convidou dois jogadores profissionais para reforçar o time. Um era Pita, que já tinha brilhado na Portuguesa, e um jovem jogador do São Paulo. “Quem são esses?”, perguntou Chico. “Ah, são músicos da noite paulistana”, respondeu Toquinho, na maior cara de pau.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Os times subiram a campo. As arquibancadas estavam com 30 mil pessoas e haveria transmissão ao vivo pela tevê, comandada por Juarez Soares com comentários de Falcão. O time paulista, como era de se esperar, deu show. Os atletas profissionais sobravam em campo diante de tantos boêmios. Resultado final: Paulistas 5 x 1 Cariocas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;No ônibus, de volta ao hotel, Chico estava de cara amarrada. Sentiu que tinha passado uma baita vergonha diante de tantos espectadores. Futebol é coisa séria pra ele. Só conseguiu olhar para o Elifas e, irritadíssimo, esbravejar: “Chama seu time de profissionais pra subir no palco hoje à noite, tá?”. O artista, a contragosto, cantou no espetáculo, mas ficou sem conversar com Elifas e Toquinho durante meses.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4908232612858595033?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4908232612858595033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4908232612858595033&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4908232612858595033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4908232612858595033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/05/o-dia-que-chico-buarque-saiu.html' title='O dia que Chico Buarque saiu esbravejando do Pacaembu'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2876610101148778683</id><published>2010-05-20T16:53:00.025-03:00</published><updated>2010-05-25T01:47:26.565-03:00</updated><title type='text'>Adoniran se sentia um palhaço triste</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S_tVdt1kbAI/AAAAAAAAAYo/gmq7ulx258I/s1600/780107.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475063741007817730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S_tVdt1kbAI/AAAAAAAAAYo/gmq7ulx258I/s320/780107.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um erro é confundir a obra de Adoniran Barbosa como algo alegre. Boa parte de suas canções é melancólica. Mas essa melancolia era disfarçada pelo humor que só ele tinha. Adoniran era um "palhaço triste", como alguns o definem. Ou há coisa mais amargurante (mas engraçada) que Saudosa Maloca? Ouça com atenção no vídeo abaixo trecho do samba no programa &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;MPB Especial&lt;/span&gt;, atual &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Ensaio&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Isto posto, vamos a uma história contada pelo artista plástico Elifas Andreato, o melhor autor de capas de disco do Brasil. Era finzinho dos anos 1970. O diretor de uma gravadora pediu um desenho para a capa do novo elepê de Adoniran. Elifas, com sensibilidade, o desenhou como um palhaço triste, com lágrimas aos olhos (imagem acima; clique para ampliá-la).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O diretor reclamou: "Olha, Elifas, acho que o Adoniran não vai gostar nada de ser retratado desse jeito. Faça uma outra". O desenho foi refeito de um jeito tradicional, até careta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Poucos meses depois Adoniran viu a imagem original. E, realmente, não gostou nada... De não ter sido usada na capa do disco. Ligou para o artista plástico: "Eu sou este palhaço triste, não aquele alemão que você pôs no elepê". Acatar a opinião do diretor da gravadora se tornou um dos maiores arrependimentos da carreira de Elifas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2876610101148778683?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2876610101148778683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2876610101148778683&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2876610101148778683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2876610101148778683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/05/adoniran-se-sentia-um-palhaco-triste.html' title='Adoniran se sentia um palhaço triste'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S_tVdt1kbAI/AAAAAAAAAYo/gmq7ulx258I/s72-c/780107.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-435011059419098020</id><published>2010-05-20T16:53:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T16:53:17.386-03:00</updated><title type='text'>Adoniran Barbosa no MPB Especial</title><content type='html'>&lt;object style="background-image: url(&amp;quot;http://i1.ytimg.com/vi/D8ZBxlSFnjY/hqdefault.jpg&amp;quot;);" height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D8ZBxlSFnjY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-435011059419098020?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/435011059419098020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=435011059419098020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/435011059419098020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/435011059419098020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/05/adoniran-barbosa-no-mpb-especial.html' title='Adoniran Barbosa no MPB Especial'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3314757800565501681</id><published>2010-05-13T13:21:00.002-03:00</published><updated>2010-05-13T13:25:29.036-03:00</updated><title type='text'>Nike não é bem-vindo no baile da saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lá fui eu - de Nike... - num baile da União Fraterna, um dos últimos bailes da saudade de São Paulo. O texto foi publicado na edição de maio do Almanaque Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril de 2010. Noite fria em São Paulo. O repórter do Almanaque começa a subir a escadaria coberta por um tapete vermelho. A senhora da recepção adverte, de forma educada: “Você é o Bruno da revista, né? Seja bem-vindo. Só esqueci de avisar que não pode entrar de tênis”. A ondinha do Nike cinza chama mais atenção do que diamante naquele ambiente repleto de sapatos pretos, clássicos e engraxadíssimos. O cenário é o salão do União Fraterna, na zona oeste de São Paulo, um dos últimos redutos da pauliceia onde ocorre um autêntico baile da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepcionista abre exceção ao incauto e o coloca numa mesinha perto da entrada. O amplo salão impressiona: lustres extravagantes, florões decorando as paredes e o teto. O prédio, construído em 1934, é tombado desde 1994. Serviu de cenário para o filme Chega de Saudade, de Laís Bodanzky, lançado em 2008. A banda comanda a festa com boleros, valsas e músicas italianas. Todo mundo ali tem de 60 anos pra cima. O repórter, com seus 30 e poucos, é disparadamente o mais jovem. E certamente o mais mal-vestido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clube é antigo. Foi fundado em 1925, a partir da união de duas associações, uma delas de imigrantes italianos. A história é contada por Henrique Zanferice, um dos diretores. Ele também explica sobre os trajes: “Até um tempo atrás, era só homem de terno ou smoking e mulheres de vestidos longos. Mas muita gente morreu e era uma dificuldade atrair novos frequentadores. Passamos a ser mais liberais, deixar entrar de esporte fino. Mas, pode olhar: é raro ver uma de dama de calça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas mesas, destacam-se senhoras vestidas com coroas e faixas transversais sobre o peito, com os dizeres: “Rainha do Baile União Fraterna”. Elas são eleitas anualmente, e hoje é dia de homenageá-las. Sete estão presentes, com seus “reis” à tiracolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ocasião também serve para coroar a rainha das rainhas, dona Ester, de 100 anos. Ela faz questão de corrigir: “100 anos e dois meses”. “Frequento o baile desde que tenho 10 anos. Venho porque gosto de dançar”, explica, da forma mais objetiva possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois é hora de danças coreografadas ao somde músicas espanholas. Oito casais se põem no centro do salão. Os homens se armam com lenços brancos à mão direita. “É uma forma elegante de não colocar a mão diretamente nas costas da dama”, explica um dos frequentadores, mais experimentado. Ao fim da música, cada cavalheiro acompanha a parceira até a mesa. “Seria uma grosseria deixar a dama voltar sozinha”, esclarece o dançarino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta da banda garante novo ânimo aos cerca de 100 presentes. As canções se tornam mais modernas: baiões, sertanejos, sambas invocados. Rodas se abrem. Casais se dão as mãos e giram pelo ambiente. O cantor, para agradar, lança a clássica pergunta: “Tem corintiano aí?”, e a casa quase vem a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está perto de uma da manhã, hora do encerramento. “Você acha que acabou? A turma toda ainda vai tomar um caldinho por aí”, ressalta uma animada dançarina, que completa: “Hoje, a noite só termina altas da madrugada”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3314757800565501681?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3314757800565501681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3314757800565501681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3314757800565501681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3314757800565501681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/05/nike-nao-e-bem-vindo-no-baile-da.html' title='Nike não é bem-vindo no baile da saudade'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7177817167599097489</id><published>2010-04-22T15:36:00.005-03:00</published><updated>2010-04-22T15:41:36.971-03:00</updated><title type='text'>Na cadência do samba</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S9CX9P0dNYI/AAAAAAAAAXg/x6groU_vYCU/s1600/Shows-CDs-e-biografia-homenageiam-Ataulfo-Alves-que-faria-100-anos-neste-sabado.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 191px; height: 245px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S9CX9P0dNYI/AAAAAAAAAXg/x6groU_vYCU/s320/Shows-CDs-e-biografia-homenageiam-Ataulfo-Alves-que-faria-100-anos-neste-sabado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463033426474775938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ano era 1941 quando Ataulfo Alves gravou pela primeira vez uma canção de sua autoria: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leva, meu samba / Meu mensageiro / Este recado / Para o meu amor primeiro&lt;/span&gt;... A partir de então, sua voz invadiria as rádios e se tornaria sinônimo de samba. E que sambas...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nascido numa pequena cidade mineira em 2 de maio de 1909, era filho de um conhecido violeiro da região. Ainda jovem se mudou para o Rio de Janeiro, tornando-se ajudante de farmácia. Nada que o impedisse de, após o batente, ficar horas em rodas de samba no bairro do Rio Comprido, onde morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos começou a levar as composições a sério. Até que chamou a atenção de Almirante e de Carmen Miranda, que gravaram algumas de suas músicas. Definitivamente entrava no mundo artístico. Havia quem o comparasse a Noel Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem charmoso e educado, levava elegância às suas músicas. Os sucessos surgiam: Laranja Madura, Oh! Seu Oscar, Atire a Primeira Pedra. Uma outra, composta com Mário Lago, deixa as feministas de cabelo em pé até hoje: Amélia. Sob críticas, justificava: “Amélia é compreensão, é ternura, é vida. Ela simboliza a companheira ideal, que luta ao lado do marido, sem exigir o que ele não pode lhe dar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 1950 uniu-se a cantoras – que chamava de pastoras – e percorreu o País em apresentações. As composições não parariam. Seriam 320 na carreira. Só interromperia as atividades após descobrir um grave problema de saúde, decorrente de uma úlcera. Morreu em 1969, pouco antes de completar 60 anos. Sem cumprir um desejo expresso em outro retumbante sucesso: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero morrer numa batucada de bamba / Na cadência bonita do samba&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7177817167599097489?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7177817167599097489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7177817167599097489&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7177817167599097489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7177817167599097489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/04/na-cadencia-do-samba.html' title='Na cadência do samba'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S9CX9P0dNYI/AAAAAAAAAXg/x6groU_vYCU/s72-c/Shows-CDs-e-biografia-homenageiam-Ataulfo-Alves-que-faria-100-anos-neste-sabado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2656451452480720550</id><published>2010-03-24T17:21:00.005-03:00</published><updated>2010-03-24T17:27:00.274-03:00</updated><title type='text'>Só quando virou Milton, Bituca pôde entrar no clube da cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S6p04FYDWBI/AAAAAAAAAVc/VufHAEiKMwU/s1600/milton_env.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 255px; height: 171px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S6p04FYDWBI/AAAAAAAAAVc/VufHAEiKMwU/s320/milton_env.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452298805749962770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Natália Pesciotta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do ginásio, Bituca foi o melhor aluno da turma e representou a  classe como orador da formatura (na foto ao lado, o quarto da direita para a esquerda). Terminada a cerimônia, correram os  formandos, alvoroçados, a se preparar para o baile de gala. Bituca,  porém, pegou o diploma, a medalha, rumou para casa e fechou-se no  quarto. O Clube Literário Recreativo Trespontano, da mineira Três  Pontas, não permitia a entrada de negros em suas dependências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse dia que a proibição mais lhe doeu. Apesar de não ser a  primeira vez que lhe atrapalhava a vida. Bem menino, lá pelos 14 anos,  já tocava como profissional no conjunto Luar de Prata, mas não podia  assistir às grandes bandas que passavam pela cidade. Ele e Dida, também  músico e também negro, tentavam ouvir o som de cada instrumento sentados  no banco da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bituca seguiu em frente. Fez colégio técnico em Comércio, já fora da  cidade, e nunca abandonou a música. No 2° Festival Internacional da  Canção, em 1967, consagrou-se Milton Nascimento. Travessia era a segunda  colocada e ele, o melhor intérprete, recebia propostas de várias  gravadoras. A Prefeitura de Três Pontas mandou um ônibus a São Paulo  para buscar o cidadão ilustre, seu parceiro Fernando Brant e quem mais  quisesse ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à cidade, Milton foi ovacionado pelas ruas. Para a noite, fina  ironia, a Prefeitura organizara uma homenagem no tal Clube Literário  Recreativo Trespontano. Por insistência da mãe, Bituca compareceu. Em  tapete vermelho, passou pela porta que sempre lhe fora fechada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2656451452480720550?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2656451452480720550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2656451452480720550&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2656451452480720550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2656451452480720550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/03/so-quando-virou-milton-bituca-pode.html' title='Só quando virou Milton, Bituca pôde entrar no clube da cidade'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S6p04FYDWBI/AAAAAAAAAVc/VufHAEiKMwU/s72-c/milton_env.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7654544746846739628</id><published>2010-03-08T17:51:00.009-03:00</published><updated>2010-03-12T19:09:43.411-03:00</updated><title type='text'>Olha o Arnesto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S5cZASQ01DI/AAAAAAAAAU0/27BusxVAOfw/s1600-h/Arnesto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446849767021007922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 291px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 218px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S5cZASQ01DI/AAAAAAAAAU0/27BusxVAOfw/s320/Arnesto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há um tempinho encontrei, numa casa de samba de São Paulo, o lendário Ernesto Paulelli (registrado na foto), cidadão que entrou para a história da música popular por inspirar Adoniran Barbosa a criar o Samba do Arnesto. Aos 94 anos, conta orgulhoso sobre a história da canção. Mesmo tendo ficado sobre si a penca de furão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua defesa, Arnesto garante que não convidou ninguém pra samba algum. Tornou-se amigo do compositor em 1939. O sambista lhe prometeu um samba, pois havia gostado da sonoridade do nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, a novidade corria as emissoras de rádio:&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; O Arnesto nos convidô / Prum samba ele mora no Brás / Nóis fumo e não encontrêmo ninguém&lt;/span&gt;. Emocionou-se: "Olha lá, mulher, este samba é pra mim!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois encontrou Adoniran. Agradeceu a homenagem, mas comentou que já estava meio cansado de ouvir piadinhas sobre sua fama de quem marca e não aparece. Adoniran justificou: “Pô, Arnesto, segura essa aí. Se não tem mancada não tem samba".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7654544746846739628?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7654544746846739628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7654544746846739628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7654544746846739628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7654544746846739628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/03/olha-o-arnesto.html' title='Olha o Arnesto!'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S5cZASQ01DI/AAAAAAAAAU0/27BusxVAOfw/s72-c/Arnesto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2773612903632979489</id><published>2010-02-18T21:41:00.005-02:00</published><updated>2010-02-18T21:44:23.020-02:00</updated><title type='text'>Nara foi atrás dos "artistas populares genuínos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S33QUJHEinI/AAAAAAAAATw/t0VAWWaWW8M/s1600-h/Nara+Le%C3%A3o.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439732969394965106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 171px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S33QUJHEinI/AAAAAAAAATw/t0VAWWaWW8M/s320/Nara+Le%C3%A3o.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “Chega de bossa nova. Chega de cantar para dois ou três intelectuais uma musiquinha de apartamento. Quero o samba puro, que tem muito mais a dizer, que é a expressão do povo.” Desse modo Nara Leão marcou o rompimento com a bossa numa entrevista à revista Fatos &amp;amp; Fotos, em 1964. A ex-musa do movimento passou a se aproximar dos sambistas de morro, ou “dos artistas populares genuínos”, como definia. Esse encontro está registrado no disco Opinião de Nara e na foto acima, enquanto aprendia os sambas de Zé Keti e Nelson Cavaquinho em seu famoso apartamento de Copacabana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2773612903632979489?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2773612903632979489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2773612903632979489&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2773612903632979489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2773612903632979489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/02/nara-foi-atras-dos-artistas-populares.html' title='Nara foi atrás dos &quot;artistas populares genuínos&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S33QUJHEinI/AAAAAAAAATw/t0VAWWaWW8M/s72-c/Nara+Le%C3%A3o.png' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6328007092975043142</id><published>2010-01-26T13:37:00.006-02:00</published><updated>2010-01-26T18:18:44.832-02:00</updated><title type='text'>(quase) Exclusivo! João Gilberto na casa de Chico Pereira</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 2.3  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;Pouco antes da gravação do antológico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chega de Saudade&lt;/span&gt; (1958), disco que começaria a consagrar João Gilberto, o baiano gravou 36 canções na casa de Chico Pereira - que viria a ser o fotógrafo das melhores capas de discos da bossa nova.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Em clima descontraído, quase de sarau, João Gilberto entoa músicas como O Pato, Lá Vem a Baiana e Doralice. Além de clássicos nunca gravados em disco. João Valentão é um exemplo.  A cantoria por vezes é interrompidas para rápidos bate-papos, que demonstram o caráter informal do encontro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Abaixo, quatro registros desse documento histórico:&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287237-71a"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287237-71a" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Chão de Estrelas (Silvio Caldas e Orestes Barbosa)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287366-77b"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287366-77b" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;João Valentão (Dorival Caymmi)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287351-d86"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287351-d86" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;Lá Vem a Baiana (Dorival Caymmi)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="" class="abp-objtab-0921017154619488 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287239-a76"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10287239-a76" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6328007092975043142?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6328007092975043142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6328007092975043142&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6328007092975043142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6328007092975043142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/01/quase-exclusivo-joao-gilberto-na-casa.html' title='(quase) Exclusivo! João Gilberto na casa de Chico Pereira'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6688587617869783557</id><published>2010-01-21T15:41:00.005-02:00</published><updated>2010-01-21T15:50:44.182-02:00</updated><title type='text'>O cantor das despedidas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S1iTmKPmseI/AAAAAAAAATg/I4My1WWU5BM/s1600-h/Silvio+Caldas2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429251634589250018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S1iTmKPmseI/AAAAAAAAATg/I4My1WWU5BM/s320/Silvio+Caldas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Após décadas de sucesso nacional, nos anos 1960 Sílvio Caldas resolveu se afastar da música. Anunciava: “Esta é a minha última apresentação”, e fãs às lágrimas exigiam que mudasse de ideia. E mudava. De tanto a situação se repetir, ganhou a alcunha de “cantor das despedidas”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era o único apelido que lhe acompanharia na carreira. Nos anos 1930, começou a emplacar nas rádios suas serestas. Ficou conhecido como “o seresteiro do Brasil”. A voz forte, porém claríssima e despojada, também seguia por outros ritmos. Em samba poucos chegaram em seu nível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escolhia compositores a dedo: Ary Barroso, Noel Rosa, Braguinha, Wilson Batista. Com Orestes Barbosa, o mais constante parceiro, compôs Chão de Estrelas. Ainda que com letra difícil, a canção caiu no gosto do público: &lt;em&gt;Tu pisavas nos astros distraída / Sem saber que a ventura desta vida / É a cabrocha, o luar e o violão&lt;/em&gt;. Manuel Bandeira considerava este o verso mais belo da língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante anos, a dúvida pairou. Afinal, quem era melhor: ele, Chico Alves, Orlando Silva ou Carlos Galhardo? Até hoje, com a distância devida, é difícil responder. O fato é que, entre os quatro, foi o que teve carreira mais longa. Foram 65 anos como profissional, marca nunca alcançada por cantor algum do País.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1965, mudou-se para um sítio em Atibaia, interior paulista. De lá só saía quando sentia saudade do microfone – e não foram poucas vezes. A última apresentação ocorreu em São Paulo, em 1997. Morreria no ano seguinte, ao 90 anos. Quase todos dedicados à música.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6688587617869783557?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6688587617869783557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6688587617869783557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6688587617869783557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6688587617869783557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/01/o-cantor-das-despedidas.html' title='O cantor das despedidas'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S1iTmKPmseI/AAAAAAAAATg/I4My1WWU5BM/s72-c/Silvio+Caldas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-587649781579926331</id><published>2010-01-11T02:23:00.007-02:00</published><updated>2010-01-11T02:54:37.602-02:00</updated><title type='text'>Samba e amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este blogueiro metido a sambista é um dos entrevistados da reportagem "O que pode fazer um coração machucado" , da revista Continuum, do Itaú Cultural. Está ao lado de gente boa, como Teresa Cristina, Douglas Germano, Fabiana Cozza, Moisés da Rocha, João Cavalcanti, entre outros. Na matéria assinada pelo jornalista Thiago Rosenberg, todos tentam explicar (ou entender) a relação entre o amor e o samba. Assunto difícil, mas cada um deu seu pitaco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Melhor: a edição é toda dedicada ao nosso estilo musical do coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ler a matéria completa, &lt;a href="http://www.itaucultural.com.br/index.cfm?cd_pagina=2720&amp;amp;cd_materia=1221"&gt;clique aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-587649781579926331?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/587649781579926331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=587649781579926331&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/587649781579926331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/587649781579926331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/01/samba-e-amor.html' title='Samba e amor'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4572096561815035386</id><published>2010-01-08T16:05:00.003-02:00</published><updated>2010-01-08T16:17:23.093-02:00</updated><title type='text'>Um compositor de ouro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S0d1Ne1M51I/AAAAAAAAATM/2LTT1RAA8O4/s1600-h/herivelto1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 248px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S0d1Ne1M51I/AAAAAAAAATM/2LTT1RAA8O4/s320/herivelto1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424433150666008402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele escreveu a última linha da canção e, sentindo que tinha feito algo fora de série, entrou em êxtase. Caprichou na harmonização e mostrou a novidade ao parceiro Benedito Lacerda. A reação foi decepcionante. “Olha, meu compadre, tá muito bonito, viu, muito bonito. Essa é uma música ótima pra você cantar na igreja. Nunca vai tocar no rádio.” A despeito da previsão, Ave Maria no Morro, lançada em 1942, é um dos maiores sucessos da música brasileira. Inaugurou até um estilo musical, o samba-canção: &lt;em&gt;Barracão de zinco / Sem telhado, sem pintura / Lá no morro / Barracão é bangalô / Lá não existe felicidade de arranha-céu / Pois quem mora lá no morro / Já vive pertinho do céu&lt;/em&gt;…&lt;p  style="font-family:georgia;"&gt;Herivelto Martins nasceu em 30 de janeiro de 1912 no distrito de Rodeio, atual Engenheiro Paulo de Frontin, no interior Fluminense. Estimulado pelo pai, agitava a cidade com grupos teatrais e musicais. Mas a família mudou para São Paulo. Com a maioridade recém-completa, o rapaz partiu para o Rio. Queria ser artista.&lt;/p&gt;  &lt;p face="georgia"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Preto e Branco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia"&gt;O começo na Cidade Maravilhosa não foi fácil. Teve que dividir um quarto minúsculo com sete companheiros. “Só melhorou com a Revolução de 1932: morreram quatro”, brincava. Fazia bicos aqui e acolá quando recebeu um convite para ser gerente de uma barbearia no morro de São Carlos. Aceitou com uma condição: “Tenho que sair de vez em quando, pois sou artista”.&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia"&gt;Com o novo emprego, poderia estar perto do pessoal do Estácio, os malandros cariocas que faziam os melhores sambas da cidade. Era um dos poucos compositores brancos a pintar por lá. Numa dessas andanças pelo bairro, foi convidado a assistir a um ensaio. Quando surgiu uma brecha, apresentou Da Cor do Meu Violão. Um produtor que estava por lá ouviu, gostou e mandou gravar. Era sua primeira música em disco.&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia"&gt;Herivelto passou a compor sem parar: tangos, marchas, sambas. Mostrava-se um compositor eclético. E frenético: “A rapidez com que componho às vezes surpreende a mim mesmo”. Após um ensaio, fez um coro informal com o cantor Francisco Sena. Outro produtor viu e adorou. Procurava uma atração para apresentações no Cine Odeon. Nascia a dupla Preto e Branco. Mas o parceiro morreu prematuramente. Herivelto seguiu sozinho até conhecer Nilo Chagas, com quem reviveu a dupla. Nessa época conheceu também alguém que mudaria a sua trajetória.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(128, 0, 0);"&gt;Trio de Ouro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Herivelto ficou maravilhado ao ouvir o canto técnico e poderoso de Dalva de Oliveira. Logo se tornaram parceiros nos palcos e na vida. Casaram-se em 1938, e o grupo ganhou uma nova integrante. Um radialista anunciou: “Vamos ouvir agora Dalva de Oliveira e a dupla Preto e Branco, um trio de ouro”. Surgia o nome do primeiro – e melhor – trio vocal brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Em quase 10 anos de sucesso, o Trio de Ouro lotou cassinos, teatros e auditórios de rádio. As músicas de Herivelto tornaram-se clássicos: Praça Onze, Lá em Mangueira, Calado Venci.&lt;br /&gt;Além, claro, de Ave Maria no Morro – apesar das reclamações de um cardeal, que dizia que a canção era uma heresia e exigia que fosse censurada.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Em 1942, Herivelto assumiu a função de assistente do diretor Orson Welles, que viera ao País produzir o filme É Tudo Verdade. Para organizar os músicos, deu-lhe na cabeça usar um apito. Benedito Lacerda novamente fez um muxoxo: “Parece guarda-civil”. Dali nascia o uso do apito como elemento rítmico, principalmente nas escolas de samba.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: right; font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Seu mal é comentar o passado”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;Enquanto o Trio de Ouro fazia sucesso Brasil afora, as brigas conjugais chegavam a níveis insuportáveis.  Em 1947 viria a dolorosa separação. Os jornais se deliciavam com a briga pública do casal mais famoso do País. “Boa cantora, péssima esposa”, dizia Herivelto a um jornal. “Meu lar era um botequim”, devolvia Dalva.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;A coisa esquentou quando a briga invadiu as músicas. Enquanto Dalva cantava &lt;em&gt;Errei, sim/ Manchei o teu nome / Mas foste tu mesmo o culpado / Deixavas-me em casa / Me trocando pela orgia / Faltando sempre / Com a tua companhia&lt;/em&gt; (Errei, Sim, de Ataulfo Alves), Herivelto respondia: &lt;em&gt;Teu mal é comentar o passado / Ninguém precisa saber o que houve entre nós dois&lt;/em&gt;… O público adorava.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left; font-family: georgia;"&gt;O Trio de Ouro continuaria com novas formações. Durante a existência, gravou 99 discos com quase 200 músicas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Homenagens&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;A chegada dos anos 1960 foi quase uma sentença de morte para Herivelto. O afã por mudanças que assolava a música brasileira o colocou num segundo plano. Os convites para apresentações rareavam. “O rock matou a música popular”, lamentava.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Em 1987, recebeu o Prêmio Shell pelo conjunto da obra. A grande homenagem viria em 1992. A Mangueira – que Herivelto tanto homenageou em canções – preparou, de surpresa, uma apresentação na frente de sua casa: surdos, tamborins, cuícas… Herivelto não hesitou. Pegou um apito e, completamente emocionado, marcou o ritmo da festa.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt;Em setembro daquele mesmo ano sentiu-se mal. No leito do hospital, teve tempo ainda de anunciar: “Estou morrendo”. E seus olhos azuis fecharam-se para sempre.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4572096561815035386?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4572096561815035386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4572096561815035386&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4572096561815035386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4572096561815035386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2010/01/um-compositor-de-ouro.html' title='Um compositor de ouro'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/S0d1Ne1M51I/AAAAAAAAATM/2LTT1RAA8O4/s72-c/herivelto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-143911282723789409</id><published>2009-12-03T13:04:00.004-02:00</published><updated>2009-12-03T13:12:43.429-02:00</updated><title type='text'>"Você vai se quiser..."</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SxfU0GEWEJI/AAAAAAAAASk/FtL6mzBBhz4/s1600-h/noelcasamlindaura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 195px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SxfU0GEWEJI/AAAAAAAAASk/FtL6mzBBhz4/s320/noelcasamlindaura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411027468756062354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ao saber do casamento de um primo, Noel Rosa mandou o recado: “Meu querido primo Jacy, um abraço! Quero com ele dar os meus pêsamos pelo seu casamento”. Amante da liberdade e da vida boêmia, contrair núpcias não figurava entre as prioridades do jovem sambista. Chegou até a compor Capricho de Rapaz Solteiro, na qual ensina: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mulher é um achado / Que nos perde e nos atrasa / Não há malandro casado / Pois malandro não se casa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 23 anos, porém, ele teve um rápido relacionamento com Lindaura, então menor de idade. Não esperava que a mãe da moça fosse reclamar com o delegado: “Noel raptou minha filha!”. A condição para não abrir o inquérito era que ele se casasse com Lindaura. Noel chegou a dizer que preferia a cadeia mas, depois de muito bafafá, acabou cedendo. Na foto, tirada em 1º de dezembro de 1934, demonstra toda a satisfação por entrar no time dos casados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar: Ceci foi a inspiradora de muitos sambas geniais de Noel. Já Lindaura é a “musa-inspiradora” de apenas esse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você vai se quiser / Pois a mulher não se deve obrigar a trabalhar / Mas não vai dizer depois / Que você não tem vestido / Que o jantar não dá pra dois&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-143911282723789409?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/143911282723789409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=143911282723789409&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/143911282723789409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/143911282723789409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/12/voce-vai-se-quiser.html' title='&quot;Você vai se quiser...&quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SxfU0GEWEJI/AAAAAAAAASk/FtL6mzBBhz4/s72-c/noelcasamlindaura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2629067741123361337</id><published>2009-11-26T23:51:00.001-02:00</published><updated>2009-11-26T23:51:06.090-02:00</updated><title type='text'>No Clube do Samba, João Nogueira canta Mineira</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/QitEh6HwfVQ' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/QitEh6HwfVQ'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2629067741123361337?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2629067741123361337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2629067741123361337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2629067741123361337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2629067741123361337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/11/no-clube-do-samba-joao-nogueira-canta.html' title='No Clube do Samba, João Nogueira canta Mineira'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1039051201416292882</id><published>2009-10-27T18:28:00.013-02:00</published><updated>2009-12-01T15:19:28.321-02:00</updated><title type='text'>Um sambista de calçada</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:Garamond,serif;font-size:130%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;Junho de 2000. O cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, entardeceu transformado. Uma pequena multidão evocava canções inesquecíveis entre sorrisos e lágrimas. Tudo em respeito a um pedido de João Nogueira: “Quero que o meu velório se transforme numa festa em homenagem ao &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SudaK0s0NoI/AAAAAAAAASc/XS4tIQRA4FI/s1600-h/173138.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 215px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SudaK0s0NoI/AAAAAAAAASc/XS4tIQRA4FI/s320/173138.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397381820418635394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;samba”. Poucos, com a sua ginga e carioquismo, foram tão a cara dos subúrbios cariocas, dos sambas feitos em mesas de lata. Ele mesmo se definia: “Não sou nem do morro e nem do asfalto. Sou um sambista de calçada”.&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Foi assim desde pequeno. João Batista Nogueira Júnior nasceu em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;12 de novembro de 1941 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;no Méier, subúrbio da zona norte do Rio. O menino vivia solto pelas ruas, sempre pronto para aprontar uma moleca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;gem com os vizinhos. Mas bastava um olhar de desaprovação do pai para ficar quietinho. O homem sério, severo, mas nunca agressivo, era &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;o grande ídolo do pequeno João. “Quando eu acordava e o via, era como se estivesse vendo Deus”, diria, décadas mais tarde. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Foi com o pai, violonista dos bons, que João começou a pegar gosto pela música. As visitas que a casa recebia ajudavam o projeto: Pixinguinha, Donga, João da Baiana. Mas quando tinha apenas 10 anos, o pai morre. Um baque para o menino, que teve que sair para trabalhar: office-boy, vitrinista, bancário.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; A diversões eram as rodas de música nos botecos do bairro – já compunha, mas sem pretensão profissional. Os blocos carnavalescos também o animavam, em especial o Labaredas do Méier, do qual começou a se aproximar aos 17 anos. João ganhava todos os concursos para a escolha de sambas – a disputa até perdia a graça. Nessa época, gravou o primeiro disco, um compacto que não rendeu repercussão alguma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Um dos que perceberam que o menino era bom de fato foi Paulo Valdez, filho da cantora Elizeth Cardoso. Ao ouvir mais um belo samba, sugeriu que fosse falar com Elizeth – afinal, ela estava pra gravar um disco. João não levou muito a sério: “Eu achei que fosse papo de quem tá de porre e promete tudo. Imagina, ter uma música gravada pela Divina...”. Não era, e por sorte o encontro foi marcado. No elepê &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Falou e Disse&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, ela soltava a voz em Corrente de Aço. Logo depois, João conseguiu entrar para a ala de compositores da Portela. A carreira começava a deslanchar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Sendo samba, João entendia&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; A partir dos anos 1970, começou a lançar um disco atrás do outro, nos quais se destacava seu estilo original, sincopado, difícil de classificar. Os sambas de João tudo continham (às vezes ao mesmo tempo): partido alto, bossa, samba tradicional, de exaltação, seresteiros, afro-sambas. As letras também eram dos mais diferentes tipos. Começou a se aproximar de novos parceiros. O mais contante seria Paulo César Pinheiro. Com ele gravou, em 1975, o maior sucesso da música brasileira daquele ano: Mineira, em homenagem à cantora Clara Nunes, que era casada com Paulo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Outra canção com o parceiro preferido tornaria-se a mais emblemática da carreira: Espelho, na qual relembra com extrema beleza a infância suburbana e a figura do pai: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Num dia de tristeza me faltou o velho / E falta lhe confesso que ainda hoje faz&lt;/i&gt;... Em 1983, com a morte de Clara , ainda faria em parceria com Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte a canção Um Ser de Luz. “Éramos os maiores parceiros dela. Cada vez que a gente se encontrava para terminar a música era um derramar de lágrimas”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western"  style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;b&gt;Clube do Samba&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" face="georgia" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“Em 1979 não se ouvia música brasileira no Brasil”, dizia João Nogueira. No fim daquela década, as rádios estavam infestadas pela música de discoteca, influenciada pelo filme &lt;i&gt;Embalos de Sábado À Noite&lt;/i&gt; e pela novela global &lt;i&gt;Dancing Days&lt;/i&gt;. Os sambistas passavam um perrengue danado pela falta de lugar para gravar e se apresentar. Engajado, João decidiu criar um local onde os artistas poderiam discutir sobre música e mostrar obras novas – e antigas também. Surgia o Clube do Samba.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" face="georgia" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A primeira reunião ocorreu no quintal da própria casa. Mais de 100 artistas marcaram presença. Entre eles, Martinho da Vila, Clementina de Jesus e Nelson Sargento. Um verdadeiro quartel-general em defesa da cultura brasileira. A primeira música tocada pelo presentes não poderia ser mais precisa: &lt;i&gt;Samba, agoniza mas não morre / Alguém sempre me socorre / Antes do suspiro derradeiro&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;... O Clube do Samba existe até hoje, e desfila durante o carnaval pela avenida Rio Branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;b&gt;Na avenida&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; Em 1984, houve um movimento de dissidência da Portela motivado por diferenças de alguns integrantes com o presidente Carlinhos Maracanã. Um grupo criou a escola de samba Tradição. João Nogueira e Paulo César Pinheiro foram chamados para ser os compositores dos sambas-enredos. Melhor impossível. Em apenas três anos, numa subida meteórica, a escola saiu do grupo II-B (algo como a quarta divisão) para o Grupo Especial.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" face="georgia" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Durante os anos subsequentes, João não pararia de lançar discos e de viajar pelo País em apresentações concorridas. &lt;/span&gt;Quando estava prestes a lançar o 19º elepê, sofreu um enfarte em casa. Seu samba emudecia. Com ele morria um estilo único.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Na marcha pelas alamedas do cemitério, a pequena multidão soltou, em uníssono, um derradeiro e comovente canto de despedida, lembrando-se da música que João havia feito para Clara 17 anos antes: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Sabiá / Que falta faz sua alegria / Sem você / Meu canto agora é só melancolia / Canta, meu sabiá / Voa, meu sabiá / Adeus, meu sabiá / Até um dia&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1039051201416292882?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1039051201416292882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1039051201416292882&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1039051201416292882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1039051201416292882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/10/um-sambista-de-calcada.html' title='Um sambista de calçada'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SudaK0s0NoI/AAAAAAAAASc/XS4tIQRA4FI/s72-c/173138.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-253138762674843784</id><published>2009-09-12T14:05:00.002-03:00</published><updated>2009-09-12T14:11:22.855-03:00</updated><title type='text'>Noel e o Bando de Tangarás</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param value="http://youtube.com/v/26GAxh6_aKI" name="movie"&gt;&lt;embed height="350" width="425" type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/26GAxh6_aKI"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Eis o único registro audiovisual de Noel Rosa. Ele apresenta, ao violão, o ótimo lundu Vamos Falá do Norte, como integrante do Bando de Tangarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo era formado por Noel, Henrique Brito, Alvinho e dois dos grandes nomes da música popular: Almirante (no vocal) e Braguinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época ninguém era famoso. O Bando de Tangarás fazia questão de se manter no amadorismo. Mesmo assim, em quatro anos de existência, gravou 34 discos com 63 músicas ao total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque para Na Pavuna, de 1930. É a primeira canção da música brasileira a ser gravada com instrumentos de percussão.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-253138762674843784?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/253138762674843784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=253138762674843784&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/253138762674843784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/253138762674843784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/09/noel-e-o-bando-de-tangaras.html' title='Noel e o Bando de Tangarás'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3128688270773744964</id><published>2009-08-04T10:02:00.004-03:00</published><updated>2009-08-05T10:38:49.050-03:00</updated><title type='text'>O vulcão Tim Maia</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sngx-8TrpJI/AAAAAAAAAR4/7YLn7imVuBg/s1600-h/Tim+Maia-foto1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366093913422275730" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 294px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sngx-8TrpJI/AAAAAAAAAR4/7YLn7imVuBg/s320/Tim+Maia-foto1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Garamond,serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;C&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;apaz de gestos nobres e de brigas homéricas, Tim Maia não era um sujeito fácil de lidar. É o pai da soul music brasileira, e apresentou ao País uma sonoridade jamais ouvida por estas terras. Era perfeccionista, e levava à loucura os músicos e os técnicos de som, que não conseguiam acompanhar a sua genialidade musical. Faltava a shows, xingava a plateia, entrava em seitas malucas. O Brasil, em resposta, só conseguiu amá-lo. Com razão.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify" face="georgia"&gt;Ele mesmo se definia: “Sou o gordinho mais simpático da Tijuca”. E, para muitos, tornaria-se o gordinho mais simpático do Brasil. E ia além: o mais talentoso, o mais generoso, mas também o mais briguento, o mais explosivo, o mais corrosivo, o mais auto-destrutivo. O senso-comum não seria capaz de compreender o vulcão Tim Maia.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify" face="georgia"&gt;Sebastião Rodrigues Maia nasceu em 28 de setembro de 1942 numa numerosa e religiosa família de 12 filhos do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro – chegou a ser, a contragosto, coroinha da paróquia local. Caçula, era o mais paparicado de todos. Foi o único a ganhar uma bicicleta quando completou 12 anos.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; TEXT-ALIGN: justify" face="georgia"&gt;Mas o que lhe interessava desde cedo era a música, inspirado no rock norte-americano que ouvia no rádio: Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry. Criou bandas, e todas acabaram por brigas durante os ensaios. Não era fácil acompanhar o temperamento e o perfeccionismo de Tião.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 1957 formou um quarteto, O Sputnik. Chamou dois amigos próximos. Para completar, um dos amigos lhe apresentou um capixaba que, diziam, cantava bem: Roberto Carlos.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O grupo conseguiu se apresentar no programa Clube do Rock, da TV Tupi, comandado por Carlos Imperial. Não passaria daí. Nos bastidores, Roberto disse a Imperial que sabia imitar Elvis, e Tião – numa mistura de raiva e boa dose de ciúme – não gostou nada daquilo. E O Sputinik acabava antes de alçar voo. Ainda conseguiu receber um conselho de Imperial: “Mude seu nome para Tim”.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;O pai do soul brasileiro&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 1959, com 12 dólares no bolso, decidiu se mandar para os Estados Unidos. Lá ganhou intimidade com a música negra americana, formou a banda The Ideals, trabalhou até como babá e experimentou maconha pela primeira vez. Também foi preso por roubar um carro para viajar pelo país. Voltou em 1964, já com as ideias bem definidas sobre a soul music.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em terras brasileiras, gravou um compacto com músicas em inglês, e a repercussão foi parecida com nada. Os ouvidos ainda não estavam preparados para a novidade. Numa apresentação, se juntou à turma da Jovem Guarda. As garotas, acostumadas com as baladinhas dos rapazes brancos &lt;i&gt;de boa-família&lt;/i&gt;, se assustaram com a figura mal-encarada que surgia no palco. Ainda mais cantando em inglês. Aplausos xoxos, que seriam substituídos por gritos histéricos ao ser anunciada a próxima atração, Erasmo Carlos. Tim, sabedor do seu talento, chorou no banheiro.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;Ele também tinha grande complexo pela sua aparência física. Em 1968 hospedou-se na casa de dois amigos, um músico, outro empresário. Eles eram boa-pinta, e os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;brotos &lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;não saiam de lá. Todas para eles, nenhuma para Tim, que ouvia, triste, a diversão alheia pela parede do quarto. Numa ocasião, quase chorando, compos a sua melhor música:&lt;/span&gt; &lt;i&gt;Ah! Se o mundo inteiro / Me pudesse ouvir / Tenho muito pra contar / Dizer que aprendi / E na vida a gente / Tem que entender / Que um nasce pra sofrer / Enquanto o outro ri&lt;/i&gt;. “Mermão! Tu acabou de fazer a música da tua vida”, comemorou um desses amigos.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;As coisas começariam a mudar quando Roberto lhe pediu uma música mais cafajeste, mais soul, sem se assemelhar às baladinhas da Jovem Guarda. E nasceu Não Vou Ficar: &lt;i&gt;Há muito tempo eu ouvi calado / Mas agora resolvi falar / Não tem mais jeito, tudo está desfeito / E com você não posso mais ficar, não&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;. Na mosca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-STYLE: normal; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Também entrou em estúdios com Elis Regina. E, em 1970, lançou o primeiro elepê solo. A música João Coragem entrou na novela homônima, da TV Globo. E o soul começava a cair no gosto popular.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na esteira vieram mais três discos, com sucessos como Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) e Gostava Tanto de Você. Até que uma seita cruzou o seu caminho.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;Universo em desencanto&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 1975 Tim folheou, à toa, um livro que estava sobre a mesa de um amigo. Ficou maluco sobre as coisas que estavam escritas. Anunciou que tinha descoberto toda a verdade sobre a existência. “Nós somos originários de um planeta distante e perfeitos e estamos na Terra exilados”. Era parte da doutrina do Universo em Desencanto.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A seita, comandada por seu Manoel Jacintho, pregava que os adeptos não podiam beber, usar drogas, comer carne vermelha e fazer sexo sem ser para procriação. Também tinham que se vestir apenas de branco. De preferência com uma camiseta que trazia o logotipo da seita, que representa uma porta aberta para o infinito. Tim mandou que até os instrumentos fossem pintados de branco. Só se salvaram as teclas pretas do piano.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Nessa viagem, surgiram dois discos que propagavam o ideal racional. E dá-lhe exortar os ouvintes a ler o tal livro da seita. Na música Bom Senso, explica: &lt;i&gt;Já senti saudade / Já fiz muita coisa errada / Já dormi na rua / Já pedi ajuda / Mas lendo atingi bom senso / A imunização racional&lt;/i&gt;. Numa certa manhã, cansou-se de tudo aquilo e espalhou para todos que Jacintho era um picareta. Tim voltava ao normal. Ao seu normal.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;O amável encrenqueiro&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Durante os anos 1980 e 1990 surgiram vários sucessos, como Descobridor dos Sete Mares, Me Dê Motivos e Do Leme ao Pontal. Ao mesmo tempo reforçava a fama de temperamental, de faltar a shows e de brigar com gravadoras, músicos e desesperados técnicos de som. Não poupava nem a plateia, e vez ou outra soltava impropérios aos fãs que o vaiavam por demorar a começar algum show. Nada que fizesse ser menos admirado. Em 1993, reuniu o maior público da história do Circo Voador.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ao mesmo tempo era capaz de gestos de extrema sensibilidade. Ele, de tempos em tempos, costumava abrir sua casa para receber dezenas de meninos residentes em orfanatos. E brincava mais do que as crianças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Era respeitado por craques da música. Só de Caetano Veloso há duas canções que fazem referência a Tim: Podres Poderes e Eclipse Oculto: &lt;i&gt;Quero ser seu amor / Quero ser seu amigo / Quero que tudo saia / Como som de Tim Maia&lt;/i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;... Já para Jorge Ben, o artista era “o síndico” do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 8 de março de 1998 subiu ao palco do Teatro Municipal de Niterói para mais uma apresentação. Tentou cantar, mas não conseguiu sair dos primeiros versos de Não Quero Dinheiro, e se retirou do palco. O público achou que era mais uma malcriação, e começou a vair. Não era. Minutos depois verificou-se que ele tinha sofrido uma crise de hipertensão, uma embolia pulmonar e uma parada cardiorespiratória. Foi internado no Hospital Antônio Pedro. Não resistiria. E, em 15 de março de 1998, o pulsante coração de Tim parou de pulsar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3128688270773744964?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3128688270773744964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3128688270773744964&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3128688270773744964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3128688270773744964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/08/o-vulcao-tim-maia.html' title='O vulcão Tim Maia'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sngx-8TrpJI/AAAAAAAAAR4/7YLn7imVuBg/s72-c/Tim+Maia-foto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3991619573322012943</id><published>2009-07-30T17:56:00.004-03:00</published><updated>2009-07-31T12:02:57.985-03:00</updated><title type='text'>O Ouro e a Madeira</title><content type='html'>&lt;div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="abp-objtab-03735529149059523 visible" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://youtube.com/v/ZpBwuyxGFog"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-03735529149059523 visible" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://youtube.com/v/ZpBwuyxGFog"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://youtube.com/v/ZpBwuyxGFog"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://youtube.com/v/ZpBwuyxGFog" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo uma amiga, o samba O Ouro e a Madeira, de Ederaldo Gentil e Edil Pacheco, é um dos mais bonitos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ederaldo Gentil é um sambista baiano - assim como Batatinha, Riachão, Nelson Rufino e outros - que não conseguiu visibilidade nacional. Boa parte pelo vício midático de fechar a produção cultural brasileiro no Rio e em São Paulo. E hoje ele é um nome quase em extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ela tem razão, O Ouro e Madeira é um dos melhores sambas do mundo. Acima, Ederaldo apresenta a canção no programa MPB Especial, atual Ensaio, da TV Cultura.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3991619573322012943?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3991619573322012943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3991619573322012943&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3991619573322012943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3991619573322012943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/07/o-ouro-e-madeira.html' title='O Ouro e a Madeira'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2038038162205281233</id><published>2009-07-29T05:21:00.010-03:00</published><updated>2009-07-29T09:11:03.220-03:00</updated><title type='text'>Ai, Corinthians...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O surgimento de Pelé foi um calvário para o Corinthians. O Rei tinha no time do Parque São Jorge sua vítima preferida (detalhe: dizem que Pelé era corintiano na infância). Durante o período, a equipe não ganhou nada. Foram 22 anos, oito meses e sete dias sem gritar “É campeão!”. A fiel torcida, no entanto, só crescia. Mas a cada ano, a cada título perdido, a cada bola na trave, a angústia aumentava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse sofrimento inspirou Paulinho Nogueira a criar Meus 20 anos. Para este blogueiro, a mais singela e comovente música sobre o Corinthians: &lt;em&gt;Até um simples empate que podia consolar / Geralmente é conquistado quando é preciso ganhar / Mas nessas poucas vitórias / Algumas sensacionais / A gente esquece de tudo / Não desanima jamais / Ai, Corinthians, cachaça do torcedor&lt;/em&gt;…&lt;a href="http://www.loucosporti.com.br/content/view/200/68/"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas há muitas outras. O Corinthians provavelmente é o clube brasileiro que mais inspirou canções populares. Eis algumas, com os versos mais emblemáticos ao lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corintiá&lt;/strong&gt; (Gilberto Gil): &lt;em&gt;Ser corinthiano é decidir que todo ano a gente vai sofrer / Se enrolar no pano da bandeira e reclamar se o time não vencer&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amor Branco e Preto&lt;/strong&gt; (Rita Lee e Arnaldo Baptista): &lt;em&gt;Meu amor branco e preto / Às vezes me deixou na mão / Mas eu gosto de você / Já não me importa a sua ingratidão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bandeira do Timão&lt;/strong&gt; (Elzo Augusto, conhecida pela voz de Germano Mathias&lt;em&gt;): É que na hora /Que eu peguei aquele pano / Como bom corinthiano / Não tive coragem de rasgar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gol de Baltazar&lt;/strong&gt; (pela voz de Elza Laranjeira): &lt;em&gt;Gol de Baltazar, gol de Baltazar / Sobe o cabecinha: um a zero no placar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corinthians do Meu Coração&lt;/strong&gt; (Toquinho): &lt;em&gt;Ser corinthiano é ir além / De ser ou não ser o primeiro / Ser corinthiano é ser também / Um pouco mais brasileiro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moda do Corinthiano&lt;/strong&gt; (Rolando Boldrin): &lt;em&gt;Deus me deu a minha terra / Meu Brasil, meu ganha pão / E me fez corinthiano / Com muita satisfação&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corintía, Meu Amor é o Timão&lt;/strong&gt; (Adoniran Barbosa e Juvenal Fernandes): &lt;em&gt;Como é bom ser alvinegro / Ontem, hoje e amanhã / Respirar o ar mistura / Do Tietê e Tatuapé.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joga Corinthians&lt;/strong&gt; (Jorge Ben, conhecida pela voz de Wilson Simonal): &lt;em&gt;Não desanima, não / Pois está chegando o dia da libertação / Do grito / Ser campeão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quebra de Tabu&lt;/strong&gt; (Tião Carreiro e Pardinho, sobre a quebra do tabu sem vitórias sobre o Santos): &lt;em&gt;Até hoje tem um rei / Querendo encontrar a bola / Mas aceitou a escola / Do nosso grande Timão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça as canções clicando &lt;a href="http://www.loucosporti.com.br/content/view/200/68/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. E Meus 20 Anos no vídeo abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2038038162205281233?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2038038162205281233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2038038162205281233&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2038038162205281233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2038038162205281233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/07/ai-corinthians.html' title='Ai, Corinthians...'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-886057683033939150</id><published>2009-07-29T04:34:00.001-03:00</published><updated>2009-07-29T04:34:43.064-03:00</updated><title type='text'>Meus 20 anos</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/D7IBnDkLMxg' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/D7IBnDkLMxg'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-886057683033939150?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/886057683033939150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=886057683033939150&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/886057683033939150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/886057683033939150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/07/meus-20-anos.html' title='Meus 20 anos'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3714171385411694952</id><published>2009-07-07T11:41:00.001-03:00</published><updated>2009-07-07T11:41:02.861-03:00</updated><title type='text'>Nelson Cavaquinho de outro mundo</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/nsKG8GDXD0I' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/nsKG8GDXD0I'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mestre Nelson Cavaquinho se transforma em Mestre Yoda.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3714171385411694952?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3714171385411694952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3714171385411694952&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3714171385411694952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3714171385411694952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/07/nelson-cavaquinho-de-outro-mundo_07.html' title='Nelson Cavaquinho de outro mundo'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8726328499850633597</id><published>2009-06-30T17:15:00.004-03:00</published><updated>2009-06-30T17:17:28.393-03:00</updated><title type='text'>Garrincha amargura o País durante o carnaval</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkpynWYtcNI/AAAAAAAAAQQ/aCxDYoVps5Q/s1600-h/garrincha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353217127432941778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkpynWYtcNI/AAAAAAAAAQQ/aCxDYoVps5Q/s320/garrincha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Carnaval de 1980. A Mangueira desfilou sob o enredo &lt;em&gt;Coisas Nossas&lt;/em&gt;. Em um carro alegórico, a eterna alegria do povo, Mané Garrincha, era o destaque principal. Mas, debilitado pela sequência de internações por alcoolismo e dopado pelos medicamentos, o anjo das pernas tortas estava irreconhecível.&lt;br /&gt;Não conseguiu sequer desfilar em pé. Sem esboçar expressões faciais, apenas fazia acenos chochos para um público perplexo. Os 90 minutos de desfile – o mesmo tempo de uma partida de futebol – entrou para história como um espetáculo deprimente do eterno camisa 7. Ao fim, sem perceber o que tinha acontecido, apenas perguntou: “E aí, o pessoal gostou?”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8726328499850633597?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8726328499850633597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8726328499850633597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8726328499850633597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8726328499850633597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/06/garrincha-amargura-o-pais-durante-o.html' title='Garrincha amargura o País durante o carnaval'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkpynWYtcNI/AAAAAAAAAQQ/aCxDYoVps5Q/s72-c/garrincha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1952464674792163135</id><published>2009-06-25T17:43:00.004-03:00</published><updated>2009-07-01T14:53:50.116-03:00</updated><title type='text'>O homem dos 11 hinos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkPiTZePmTI/AAAAAAAAAQI/3r47Zx0DiM8/s1600-h/lamartine22.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 184px; height: 292px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkPiTZePmTI/AAAAAAAAAQI/3r47Zx0DiM8/s320/lamartine22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351369605129410866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lamartine Babo entrou na história da música brasileira pelas marchinhas. Mas também tem lugar de destaque por ter criado o hino de 11 times do Rio: Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, América, Bangu, São Cristóvão, Olaria, Bonsucesso, Madureira e do extinto Canto do Rio. Todos foram compostos em 1949, após ter sido desafiado pelo dono de uma gravadora a fazer os hinos para os principais clubes cariocas. Há versos inusitados, como o do Bangu (&lt;em&gt;Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado / Comércio fechado, a torcida reunida até parece a do Fla-Flu&lt;/em&gt;). O hino do Botafogo é o único que aparece a palavra perder (&lt;em&gt;Não pode perder, perder pra ninguém&lt;/em&gt;). No do Canto do Rio, o futebol fica em segundo plano: &lt;em&gt;Aquela morena / Do Canto do Rio / Que torce e faz cena / E causa arrepio / Queimada da praia…&lt;/em&gt; Propositalmente, o último hino composto foi o do América, clube de coração de Lamartine. E é considerado o mais bonito do Brasil: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hei de torcer, torcer, torcer / Hei de torcer até morrer, morrer, morrer / Pois a torcida americana é toda assim / A começar por mim&lt;/span&gt;…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1952464674792163135?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1952464674792163135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1952464674792163135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1952464674792163135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1952464674792163135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/06/musica-e-futebol-3.html' title='O homem dos 11 hinos'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SkPiTZePmTI/AAAAAAAAAQI/3r47Zx0DiM8/s72-c/lamartine22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6463683963572273624</id><published>2009-06-16T21:44:00.006-03:00</published><updated>2009-07-01T14:53:30.325-03:00</updated><title type='text'>Greve de bondes inspira o gremista Lupicínio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sjg807h46fI/AAAAAAAAAQA/JcrqoFn3yAQ/s1600-h/lupicinio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348091437533161970" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 181px; height: 161px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sjg807h46fI/AAAAAAAAAQA/JcrqoFn3yAQ/s320/lupicinio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1953, uma greve de bondes paralisou Porto Alegre. Operários faltaram ao trabalho, casais deixaram de se ver e torcedores não puderam acompanhar as equipes no estádio. Entre eles, um gremista chamado Lupicínio Rodrigues. Desconsolado, sentou-se à mesa de um bar, sacou a caneta e lá mesmo compôs o que viria a ser um dos mais emblemáticos hinos de time de futebol: &lt;em&gt;Até a pé nós iremos / Para o que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / Com o Grêmio onde o Grêmio estiver&lt;/em&gt;… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6463683963572273624?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6463683963572273624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6463683963572273624&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6463683963572273624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6463683963572273624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/06/musica-e-futebol-2.html' title='Greve de bondes inspira o gremista Lupicínio'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sjg807h46fI/AAAAAAAAAQA/JcrqoFn3yAQ/s72-c/lupicinio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-3246244728283133076</id><published>2009-06-09T10:41:00.004-03:00</published><updated>2009-06-09T10:53:15.017-03:00</updated><title type='text'>Música e futebol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Si5oqDDmbfI/AAAAAAAAAPo/av5ysRtcHmQ/s1600-h/wilson_batista.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 159px; height: 199px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Si5oqDDmbfI/AAAAAAAAAPo/av5ysRtcHmQ/s320/wilson_batista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345324879319559666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Toda a semana, colocarei uma história sobre músicas que falam de futebol. Nada melhor que começar com Wilson Batista, um sambista "levemente" apaixonado pelo Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sambista Wilson Batista era fanático pelo Flamengo. Num certo domingo, foi assistir a uma partida entre o time do coração e o Botafogo, no estádio de General Severiano. O Flamengo foi derrotado. Wilson se revoltou, saiu xingando todo mundo e até se recusou a pagar a passagem do bonde. O amigo Antônio Almeida tentou acalmá-lo, mas recebeu uma resposta de bate-pronto: “Pô, eu tiro o domingo para descansar e vejo meu time perder?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mote, ali mesmo compuseram E o Juiz Apitou: &lt;em&gt;Eu tiro o domingo para descansar / Mas não descansei / Que louco fui eu / Regressei do futebol / Todo queimado de sol / O Flamengo perdeu pro Botafogo / Amanhã vou trabalhar / Meu patrão é vascaíno e de mim vai zombar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson também compôs, em parceria com Jorge de Castro, Samba Rubro-Negro. Era uma exaltação aos jogadores da época: &lt;em&gt;O mais querido tem Rubens, Dequinha e Pavão / Eu já rezei pra são Jorge pro Mengo ser campeão.&lt;/em&gt; Nos anos 1980, João Nogueira atualizou os craques: &lt;em&gt;O mais querido tem Zico, Adílio e Adão…&lt;/em&gt; Recentemente, foi a vez de Diogo Nogueira, com alguma boa vontade na rima (e nos “craques”): &lt;em&gt;O mais querido tem Souza, Obina e Juan / Eu já rezei pra são Jorge pro Mengo ser campeão…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bonde São Januário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já contado neste blog, o malandro passou a fazer sambas de exaltação ao trabalho na década de 1930. Uma forma de agradar ao governo de Getúlio Vargas. Como é o caso de Bonde São Januário: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem trabalha é que tem razão / Eu digo e não tenho medo de errar / O Bonde São Januário / Leva mais um operário / Sou eu que vou trabalhar&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem, porém, que nas rodas informais da Lapa ele cantava uma outra versão: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O bonde São Januário / Leva um portuga otário / Pra ver o Vasco apanhar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Exigência a Nássara&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Si5o-Jtl5II/AAAAAAAAAPw/74shlGzwO7Q/s1600-h/PolemicaWilsonNoel-image015.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 170px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Si5o-Jtl5II/AAAAAAAAAPw/74shlGzwO7Q/s320/PolemicaWilsonNoel-image015.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345325224703681666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson produziu o disco Polêmica, uma compilação dos sambas compostos a partir da briga com Noel Rosa. Fez uma única exigência a Nássara, que ilustraria a capa. "Me desenhe com a camisa do Flamengo".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-3246244728283133076?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/3246244728283133076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=3246244728283133076&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3246244728283133076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/3246244728283133076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/06/musica-e-futebol.html' title='Música e futebol'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Si5oqDDmbfI/AAAAAAAAAPo/av5ysRtcHmQ/s72-c/wilson_batista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8678253553888247259</id><published>2009-06-02T16:49:00.000-03:00</published><updated>2009-06-03T16:49:52.405-03:00</updated><title type='text'>Dinheiro que é bom...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/ShWwcg_gVhI/AAAAAAAAAOQ/gLJGgmKHpQA/s1600-h/cartola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338366937256711698" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 182px; height: 229px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/ShWwcg_gVhI/AAAAAAAAAOQ/gLJGgmKHpQA/s320/cartola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vida de sambista não é fácil até hoje. Que dirá nos anos 1960. Cartola já havia se consagrado como fundador da Mangueira e um dos mais importantes compositores da escola. Era respeitado por gente como Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Villa-Lobos. Mas toda essa credibilidade não se revertia em conforto na vida econômica. A foto ao lado mostra Cartola, já perto dos 60 anos, trabalhando como contínuo no Ministério da Indústria e Comércio. A principal função de um dos mais extraordinários nomes da música brasileira: servir cafezinho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Cartola estreou a bordo de um navio. Sem pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o artista também não viu a cor do dinheiro em sua estreia fonográfica, 30 anos antes. Como parte da Política de Boa-Vizinhança norte-americana, o inglês radicado nos Estados Unidos Leopold Stokowski atracou o seu navio no Rio de Janeiro em 1940. A missão: registrar a &lt;em&gt;mais legítima música brasileira&lt;/em&gt;.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/ShW-J36OZeI/AAAAAAAAAOY/9jsydv_yIZU/s1600-h/NBM1FC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338382010153854434" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 203px; height: 199px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/ShW-J36OZeI/AAAAAAAAAOY/9jsydv_yIZU/s320/NBM1FC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para tal, pediu ao maestro Villa-Lobos que reunisse artista de samba, batucada, marchas de rancho, macumba e embolada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;E assim fez Villa-Lobos. A gravação foi feita a bordo do próprio navio. E até o capitão foi espiar. Não era para menos: durante oito horas consecutivas passaram pelos microfones Donga, Pixinguinha, Dona Neuma, Zé da Zilda, Jararaca e Ratinho, João da Baiana. Além de Cartola, que mandou Quem me Vê Sorrindo: &lt;em&gt;Quem me vê sorrindo / Pensa que estou alegre / O meu sorriso é por consolação / Porque sei conter para ninguém ver / O pranto do meu coração&lt;/em&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estavam prontos os dois álbuns de &lt;em&gt;Native Brazilian Music&lt;/em&gt;. O pagamento dos artistas? Estusiasmados cumprimentos... Muitos sequer ouviram a gravação. O disco nunca foi lançado no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8678253553888247259?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8678253553888247259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8678253553888247259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8678253553888247259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8678253553888247259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/05/dinheiro-que-e-bom.html' title='Dinheiro que é bom...'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/ShWwcg_gVhI/AAAAAAAAAOQ/gLJGgmKHpQA/s72-c/cartola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-434003180110186373</id><published>2009-05-12T04:53:00.006-03:00</published><updated>2009-05-12T05:24:01.157-03:00</updated><title type='text'>Um homem de moral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa sessão reservada à imprensa, assisti ao documentário &lt;em&gt;Um Homem de Moral&lt;/em&gt;, de Ricardo Dias, sobre a vida e as canções de Paulo Vanzolini. É o melhor documentário / filme sobre um compositor desta década. E olha que houve sobre Cartola, Noel, Vinicius, Paulinho da Viola. Talvez eu faça a afirmação ainda pelo calor do acontecimento, por ser completamente apaixonado pela obra de Vanzolini. Mas o documentário é realmente bom. E emocionante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O modo como o compositor explica suas canções, sem firulas, sem frescuras, sem exaltação ou modéstias à toa é muito bonito. Não foi contaminado por uma das maiores pragas do mundo moderno: o politicamente correto. Evidencia essa verve logo nas cenas iniciais: "O povo de cada um eu não gosto. Mas do povo em geral eu gosto muito" (como se pode ver no trailer abaixo).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele começa a repassar sobre a vida, o trabalho científico e, principalmente, os sambas. Entre uma canção e outra, cenas de São Paulo, tão retratadas pelo compositor. Ele desnuda a cidade não de uma forma romantizada, mas desnuda a fraqueza e a incoerência dos habitantes. Como em Ronda. Parece que a personagem quer fazer as pazes com o amado. Mas, na verdade, apenas pretende descarregar o pente no canalha: &lt;em&gt;Porém, com perfeita paciência / Sigo a te buscar / Hei de encontrar / Bebendo com outras mulheres / Rolando um dadinho / Jogando bilhar / E neste dia, então / Vai dar na primeira edição / Cena de sangue num bar da avenida São João&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tornou-se um hino de São Paulo. Motivo de orgulho para Vanzolini, certo? Nada disso. Ele considera o samba-canção fraco, piegas. Como explica: "Eu tenho muita dívida com São Paulo. É um absurdo como gostam de Ronda. Mas gostam. Até japonês com dor de corno a canta em karaokês".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o melhor está por vir. Parte do documentário foi gravado durante a feitura de &lt;em&gt;Acerto de Contas,&lt;/em&gt; um projeto com a gravação de seus sambas. Cenas de importantes artistas não faltam: Paulinho da Viola, João Macacão, Inezita Barroso, Virgínia Rosa, Martinho da Vila e Chico Buarque, numa definitiva gravação de Praça Clóvis: &lt;em&gt;Na Praça Clóvis minha carteira batida / Tinha 25 cruzeiros e o seu retrato&lt;/em&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há ainda uma bela participação de Adoniran Barbosa. Em gravação dos anos 1970, ao lado dos Demônios da Garoa, fala de maneira carinhosa sobre o amigo. “Nosso samba é parecido, entende? Só que o Vanzolini é muito mais inteligente que eu. Meus temas são mais bobos, os dele, mais intelectuais. Ele é um cara estudado”. E finaliza: “Ele é um zoológico” (querendo dizer “zoólogo”).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fim, gente do povo canta Volta por Cima. Aí surge Vanzolini para proferir a frase síntese da sua visão sobre a vida: "Todo mundo presta atenção no verso &lt;em&gt;volta por cima&lt;/em&gt;. Mas tem outra coisa que para mim é mais importante: &lt;em&gt;reconhece a queda"&lt;/em&gt;. Nada mais é necessário. Apenas subir os letreiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A previsão de estreia é 29 de maio nos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-434003180110186373?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/434003180110186373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=434003180110186373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/434003180110186373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/434003180110186373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/05/numa-sessao-reservada-imprensa-assisti.html' title='Um homem de moral'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-8853122904511830621</id><published>2009-05-12T04:52:00.001-03:00</published><updated>2009-05-12T04:52:38.912-03:00</updated><title type='text'>Trailer de Um Homem de Moral</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/8GQLpjf7GyA' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/8GQLpjf7GyA'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-8853122904511830621?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/8853122904511830621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=8853122904511830621&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8853122904511830621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/8853122904511830621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/05/trailer-de-um-homem-de-moral.html' title='Trailer de Um Homem de Moral'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2653655659979326998</id><published>2009-03-09T23:55:00.020-03:00</published><updated>2009-03-21T16:09:53.347-03:00</updated><title type='text'>O que o baiano tem?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sba_vL7GpjI/AAAAAAAAAM4/ilnPbYMdU9A/s1600-h/dorival_caymmi2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311643627905525298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 157px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 178px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sba_vL7GpjI/AAAAAAAAAM4/ilnPbYMdU9A/s320/dorival_caymmi2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-family:georgia;font-size:130%;"  &gt;&lt;i&gt;Seu estilo único, surgido não-sei-de-onde, impressionou desde as primeiras canções. Com composições originalíssimas, colocou a Bahia no imaginário coletivo dos brasileiros. Esteve nos dois momentos de internacionalização da música nacional. Era famoso pela "preguiça", pela vida devagar, sem aceitar a pressão da indústria fonográfica. Fez apenas 100 canções, mas tornou-se um mito em vida.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É um mistério da música brasileira: de onde surgiu o estilo singular de Dorival Caymmi? Desde as primeiras composições a questão perdura, sem ser devidamente elucidada. Ao ser perguntado se era influenciado pelo baiano, o compositor Chico Buarque respondeu: “Caymmi para mim é um caso à parte na música nacional. Ele é de tal modo despojado que é difícil imitá-lo, copiá-lo, fazer uma música &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;a la&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Caymmi”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nascido a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;30 de abril de 1914&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em Salvador, Dorival passou a infância de olho no violão do pai, um músico amador. Aprendeu a tocar o instrumento sozinho, e com apenas 15 anos já tinha as primeiras composições. Logo passaria a se apresentar em programas da Rádio Clube da Bahia. Para descolar uns trocados, trabalhava no jornal &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;O Imparcial&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em 1937 embarcou em um ita rumo ao Rio de Janeiro, onde assumiu uma vaga de jornalista nos Diários Associados e se inscreveu num curso preparatório para a faculdade de Direito. Sem esquecer a música, que continuava compondo para enfrentar os programas de calouro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;Precisou de apenas um ano para conhecer o sucesso. A equipe de Banana da Terra já havia rodado as cenas iniciais do filme quando chegou a notícia. Por razões financeiras, Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso, não poderia ser usada. A produção tinha que providenciar nova música para Carmen Miranda.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;Envolvido com o musical, o radialista Almirante lembrou do rapaz recém-chegado da Bahia. Dias depois o compositor de 24 anos apresentou O Que É Que a Baiana Tem? para Carmen. E ainda sugeriu que a Pequena Notável imitasse os trejeitos das baianas, gesto que se tornaria sua marca registrada.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O que a Baiana Tem, com Carmen Miranda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877610-e87"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877610-e87"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877610-e87" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;Com o sucesso, passou a atuar na Rádio Nacional. Na emissora conheceu a cantora Stella Maris, com que se casaria. A companheira estaria ao seu lado por toda a vida.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;b&gt;Baianos em seu caminho&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;A partir de 1939, Caymmi constrói uma longa lista de músicas tendo o mar como inspiração. Os ouvintes se impressionavam com a naturalidade com a qual os versos entravam na melodia. Alguns exemplos são Rainha do Mar, Promessa de Pescador, A Jangada Voltou Só. Os temas praieiros não se limitavam à música. Passou a se dedicar à pintura e ao desenho. Os cenários baianos eram a inspiração: pescadores, comunidades a beira-mar, as tradições populares.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;A Jangada Voltou Só&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877613-6fc"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877613-6fc"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877613-6fc" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;Compõe t&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ambém sambas-canção. Marina (...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;morena / Marina, você se pintou&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;...) foi uma das mais famosas. Durante os anos 1940, torna-se grande amigo do conterrâneo Jorge Amado. Inspirado em sua obra literária, cria Modinha para Gabriela e É Doce Morrer no Mar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Marina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877641-041"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877641-041"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877641-041" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)" align="justify"&gt;Carmen havia sido responsável por levar a música de Caymmi para o mundo. A partir de 1959, um baiano toma esse papel: João Gilberto. Fã confesso de Caymmi, João grava Rosa Morena logo em seu disco de estreia. Era apenas o começo. Na fileira vieram Doralice, Você Não Sabe Amar, Acontece que Eu Sou Baiano... Parecia que as canções de Dorival haviam nascido sob o signo da bossa nova. A definição é de Caetano Veloso: "O grande esforço de modernização de João se apoiou na modernização sem esforço de Caymmi".&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Doralice, com João Gilberto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877612-7c1"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877612-7c1"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877612-7c1" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tornou-se também amigo de Tom Jobim, que exaltava sua inventividade. Para ele, Caymmi usava soluções harmônicas poucas vezes vistas antes da bossa. Ambos lançaram um disco nos anos 1960: &lt;em&gt;Caymmi Visita Tom&lt;/em&gt;. Com direito a um magistral dueto em Saudade da Bahia: &lt;em&gt;Ai, que saudade eu tenho da Bahia / Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia&lt;/em&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Saudade da Bahia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justify" face="georgia"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877614-17f"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877614-17f"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877614-17f" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial"&gt;“&lt;b&gt;Queria ser um preguiçoso assim”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Ao longo da carreira, Caymmi gravou cerca de 100 canções - pouco para tantos anos dedicados à música. Resultado: ganhou fama de preguiçoso. Negava-se a escrever sob pressão de gravadoras. Só uma vez assinou contrato, com a Odeon, em 1939. Pelo acordo, deveria gravar seis discos em dois anos. Não cumpriu. "É verdade que Caymmy &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;compôs pouco mais de 100 músicas, mas todas são obras-primas. Quem é o compositor que pode se dar a esse luxo? Eu queira ser um preguiçoso assim”, defendeu Caetano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É célebre a história da obra-prima João Valentão, que levou nove anos para concluir. O desfecho beira o sublime: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;E assim adormece este homem/ Que nunca precisa dormir pra sonhar /Porque não há sonho mais lindo / Do que sua terra, não há&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;João Valentão, com Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); FONT-FAMILY: georgia; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877611-d21"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877611-d21"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6877611-d21" width="335" height="28" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;Outro caso que ilustra o ritmo de sua produção é o da música Adalgisa. Sempre mostrava a um amigo os primeiros versos (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Que a Bahia tá viva ainda lá / Que a Bahia tá viva ainda lá&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;). Ao ser questionado quando iria gravar, respondia: “Quando ficar pronta, quando ficar pronta...”. E assim foi durante anos. Até que um dia anunciou: “Terminei!”. Pegou o violão, empostou a voz e apresentou a obra completa: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Com a graça de Deus, inda lá / Que a Bahia tá viva ainda lá / Que a Bahia tá viva ainda lá&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="MARGIN-BOTTOM: 0cm; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-ALIGN: justifyfont-family:georgia;" align="justify" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: normal"&gt;As canções rareavam ainda mais com o passar dos anos. Mas os filhos Dori, Nana e Danilo – além dos inúmeros amigos e admiradores – mantiveram a divulgação de sua obra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Em agosto do ano passado, seu coração baiano parou de bater. Homenagens em todo o País. O Brasil percebeu que perdia um compositor inigualável. E inimitável. Alguns anos antes, diante da pergunta a que creditava ter participado dos dois grandes momentos internacionais da música brasileira – a era Carmen Miranda e a bossa nova –, respondeu: “É questão de ser baiano”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2653655659979326998?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2653655659979326998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2653655659979326998&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2653655659979326998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2653655659979326998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2009/03/o-que-o-baiano-tem_09.html' title='O que o baiano tem?'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/Sba_vL7GpjI/AAAAAAAAAM4/ilnPbYMdU9A/s72-c/dorival_caymmi2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2005562516670678644</id><published>2009-01-26T16:46:00.040-02:00</published><updated>2009-03-10T14:42:15.015-03:00</updated><title type='text'>Esperando a felicidade...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SX4Fqfdf8UI/AAAAAAAAAL0/S89j0WhPzSM/s1600-h/assis+valente.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295676439392153922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SX4Fqfdf8UI/AAAAAAAAAL0/S89j0WhPzSM/s320/assis+valente.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era fim da tarde de 11 de março de 1958. Mergulhado em dramas pessoais e com um enorme sentimento de solidão, o baiano de 50 anos escreveu, com sofreguidão, uma longa e detalhada carta na qual explicara a bobagem que viria a fazer. “Morro por minha vontade. Estou sentindo apenas a cruel saudade de tudo e de todos”. Assinou o papel e, sentado num banco em frente à Praia do Russel, no Rio de Janeiro, bebeu guaraná com formicida. Morreu minutos depois. E a música brasileira, no mesmo ano do nascimento da bossa nova, perdia o compositor Assis Valente.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levara uma vida de abandono, amargura, vaidade e raro talento. São se conformava com o ostracismo que a carreira havia lhe imposto. Mas não era apenas isso. Para entender o que lhe fez chegar ao suicídio – a derradeira de três tentativas -, é necessário voltar ao começo de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O menino José de Assis Valente nasceu em 19 de março de 1908 na Bahia. A cidade natal é confusa para os biógrafos. Uns dizem que foi entre Bom Jardim e Patioba. Ele, numa entrevista ao Cine Rádio Jornal, afirmou ser de Campo da Pólvora (“por isso tenho essa pele queimada”).&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O certo é que teve uma infância atribulada. Foi sequestrado ainda pequeno de casa e criado por outro casal. Eles se mudaram para Salvador e, pouco depois, para o Rio. Com um detalhe: sem ele, que ficou sozinho na capital baiana.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Virou-se como podia. Profissionalizou-se ainda jovem como especialista em prótese dentária. Mas o que queria é ser artista, se sentir pertencente a algo, receber aplausos. As primeiras atividades foram como orador de circo e desenhista de uma revista soteropolitana. Mas ainda era pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entre próteses, desenhos e sambas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Decidiu se mudar para o Rio em 1928. Logo empregou-se no gabinete de um protético. Mas gostava mesmo de desenhar, atividade que tomava suas noites, e os vendia para revistas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1932, conheceu o compositor Heitor dos Prazeres, e a história começaria a mudar. Ele se impressionou com a facilidade do baiano para compor versos, sempre intuitivos. Com o decisivo incentivo de Heitor, conseguiu no mesmo ano ter o primeiro samba gravado: Tem Francesa no Morro, pela voz de Araci Cortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="COLOR: rgb(255,204,102); TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Ouça:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598924-066" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;Logo depois faria o que considerava a sua melhor canção, criada na noite de Natal de 1932. Era Boas Festas, o maior sucesso do gênero natalino da história da música nacional. Estava sozinho em casa, triste, quando viu uma imagem de uma menina com os sapatinhos sobre a cama para esperar o presente de Papai Noel. Foi o suficiente para a canção amargurada nascer ali mesmo: &lt;em&gt;Anoiteceu, o sino gemeu / E a gente ficou feliz a rezar / Papai Noel, vê se você tem / A felicidade pra você me dar / Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel&lt;/em&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Ouça:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! 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Fez de tudo para se aproximar e, após se conhecerem de fato, passou a compor canções exclusivamente para ela. Foram 24 gravações e quase todas se tornaram sucesso, como E o Mundo Não se Acabou, Recenseamento e a genial Camisa Listrada: &lt;em&gt;Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí / Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu Parati&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;E o Mundo Não se Acabou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! 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important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;object id="divplaylist" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="28" width="335" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="8864"&gt;&lt;param name="_cy" value="741"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598992-230"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598992-230"&gt;&lt;param name="WMode" value="Window"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value="LT"&gt;&lt;param name="Menu" value="-1"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="NoScale"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6598992-230" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no auge da fama, sentindo-se importante e amado pelo público, quando Carmen, em 1939, decidiu se mudar para os Estados Unidos. Foi um baque. Assis sentiu-se traído, abandonado. E, pior: tinha dificuldade de compor para outras cantoras. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante a carreira começou a decair. Novos ritmos tocavam nas rádios e sua música passava a ser considerada obsoleta. Ele não conseguia – e muitas vezes não queria - acompanhar as novidades. Emplacou alguns sucessos, como o clássico Fez Bobagem, de 1942, gravado por Araci de Almeida. Mas sem a mesma repercussão de antes. Também não teve sucesso no casamento com Nadyle da Silva Santos, que durou menos de três anos. Com ela teve sua única filha, Nara Nadyle. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vendo a fama de longe e com dívidas quase impagáveis, tenta o suicídio duas vezes. Não para de compor, mas boa parte apenas lota a gaveta. Pouca gente quer gravar um compositor que estampa as manchetes dos jornais apenas por tentar se matar. Cada vez se afasta mais das pessoas. E aí chegou a fatídica data de 1958.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sucesso que sempre perseguiu viria pouco depois. Não mais na voz de Carmen Miranda, mas pelas sucessivas regravações a partir dos anos 1960. Com destaque para os Novos Baianos, que transformaram Brasil Pandeiro num estrondoso sucesso nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais regravadas é o samba Alegria, um marco na carreira e, sobretudo, uma das mais elaboradas sínteses da sua existência. Uma vida na qual a dor e o prazer coexistiram numa eterna busca por um sentimento que nunca alcançaria: &lt;em&gt;Esperando a felicidade / Para ver se eu vou melhorar / Vou cantando, fingindo alegria / Para a humanidade não me ver chorar&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,255)"&gt;Ouça:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6554026-322"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! important; TOP: 0px! important" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version="&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="abp-objtab-08859286108424738 visible ontop" title="" style="LEFT: 0px! 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Sobre o caixão, a bandeira verde-e-rosa da Mangueira. Num cartaz, os netos escrevem “Pela estrada afora costumávamos ir juntinhos. Agora teremos que seguir sozinhos”, em alusão à canção &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chapeuzinho Vermelho&lt;/span&gt;, adaptada décadas a&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SRm1YuO0EMI/AAAAAAAAAKg/gfqpJawA_ng/s1600-h/Braguinha7.doc"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 213px; height: 137px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SRm1YuO0EMI/AAAAAAAAAKg/gfqpJawA_ng/s320/Braguinha7.doc" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267440675518156994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ntes pelo artista. Prestes a iniciar o enterro, os presentes começam a entoar:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Meu coração / Não sei por quê / Bate feliz / Quando te vê&lt;/span&gt;... Foi a derradeira retribuição popular à personalidade que soube retratar o povo em sambas, marchinhas e  choros clássicos, que teimam em não morrer no imaginário dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Alberto Ferreira Braga nasceu em março de 1907 numa família carioca de classe média. Pouco depois, se muda para o bairro de Vila Isabel, onde passa a adolescência acerca de um tal Noel Rosa. Começa a esboçar as primeiras composições aos 16 anos. O pai – que era gerente da fábrica de tecidos Confiança – não tinha confiança alguma em o filho se tornar músico. Achava coisa de desocupado, vagabundo. Só fica todo orgulho quando Carlinhos, como a família o chamava, ingressa na faculdade de arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia que o garoto largaria o estudo pouco tempo depois para se dedicar exclusivamente à carreira artística, mesmo sem conhecimento formal algum. Compunha no instinto, quase pelo assobio. Ao lado de Noel Rosa, Almirante, Henrique Brito e Alvinho, forma o Bando de Tangarás. Para despistar o pai, adota um pseudônimo: João de Barro. Ironicamente, o pássaro arquiteto. Faz pequenas apresentações com o grupo, enquanto ensaia alçar vôos próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa a compor marchinhas carnavalescas. Uma das primeiras a se tornar popular é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linda Lourinha&lt;/span&gt;, feita para o carnaval de 1934. Era uma espécie de resposta à Linda Morena, de Lamartine Babo. O sucesso inicial o empolga e Braguinha começa a produzir quase em escala industrial. São dessa década &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Pastorinhas&lt;/span&gt; (com Noel Rosa), Y&lt;span style="font-style: italic;"&gt;es, Nós Temos Banana &lt;/span&gt;(com Alberto Ribeiro) e muitas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação  mais notória, porém, é um choro-canção feito em 1937. A cantora Heloísa Helena pergunta se Braguinha pode pôr letra num choro de Pixinguinha. O compositor aceita o desafio e, em apenas um dia, entrega a encomenda. A música? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carinhoso&lt;/span&gt;, considerada um clássico definitivo da música nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época se torna diretor artístico da gravadora Columbia. Durante a carreira ajuda a projetar nomes como Radamés Gnatalli, Tom Jobim, Lúcio Alves, Dick Farney, Doris Monteiro, Tito Madi e Jamelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tourada no Maracanã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 1940 também é profissionalmente frutífera – e em diversas áreas. Torna-se roteirista e assistente de direção em filmes da Cinédia. Dubla temas musicais para a Disney, em filmes como Pinóquio, Dumbo, Bambi e Branca de Neve e os Sete Anões. Escreve, adapta e compõe histórias infantis, entre as quais Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos. Faz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Copacabana&lt;/span&gt;, um hino de amor ao bairro carioca. Passa a ser conhecido internacionalmente pela voz de Carmen Miranda. As marchinhas carnavalescas também não param:  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pirata da Perna de Pau&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tem Gato na Tumba&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Mulata é a Tal&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chiquita Bacana&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos momentos mais emocionantes da vida se dá em 1950, quando o Brasil enfrenta a Espanha pela Copa do Mundo. A seleção goleia os europeus por 6 a 1 no Maracanã e, ao fim do jogo, os torcedores formam um dos coros mais impressionantes já vistos num estádio de futebol. Os 200 mil presentes entoam, a plenos pulmões, a marchinha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tourada em Madri &lt;/span&gt;(Braguinha e Alberto Ribeiro): &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu fui às touradas em Madri / E quase não volto mais aqui / Pra ver Peri / Beijar Ceci&lt;/span&gt;...  Só uma pessoa não cantou: o próprio Braguinha. “Vendo aquilo, a única coisa que consegui foi chorar”, contou pouco depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Yes, Nós Temos Braguinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos anos 1960 a marchinha carnavalesca entra em declínio no mercado fonográfico. Mesmo assim, lança &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Garota de Saint-Tropez&lt;/span&gt;, com Jota Júnior, alcançando relativo sucesso. Volta à cena em 1979, quando Gal Costa grava uma canção de quatro décadas atrás, Balancê: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ô, balancê, balancê / Quero dançar com você / Entra na roda, morena pra ver / Ô balancê, balancê&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das últimas consagrações públicas ocorre em 1984, na inauguração do Sambódromo do Rio. A Mangueira desfila sob o tema “Yes, Nós Temos Braguinha” e torna-se campeã do carnaval. O artista passa os anos subseqüentes recebendo homenagens, tanto pela obra quanto pelo seu jeito leve e bem-humorado. “A vida só gosta de quem gosta dela”, como o autor de quase 500 canções sempre gostou de ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Texto publicado na edição de dezembro de 2008 da revista Almanaque Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6150057533800148239?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6150057533800148239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6150057533800148239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6150057533800148239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6150057533800148239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/11/alma-do-povo-yes-ns-temos-banana-pirata.html' title='A alma do povo'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SRm1YuO0EMI/AAAAAAAAAKg/gfqpJawA_ng/s72-c/Braguinha7.doc' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7176506657568473503</id><published>2008-10-22T12:49:00.013-02:00</published><updated>2008-10-24T10:36:14.045-02:00</updated><title type='text'>Sambistas “aposentam a navalha” em canções trabalhistas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O compositor Wilson Batista era um assíduo freqüentador da Lapa, reduto da nata da malandragem carioca na primeira metade do século passado. Tanto que num de seus principais sucessos, Lenço no Pescoço, se cita como um típico personagem do local: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no Pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio / Eu tenho orgulho em ser tão vadio&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com a instituição do Estado Novo pelo presidente Getúlio Vargas, em 1937, passou a haver intensa valorização do trabalhismo. Músicas como as de Wilson  eram censuradas pelo Governo ou pela própria população, que via nas letras temas que denegriam as causas nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O malandro não teve dúvidas. Compôs Bonde de São Januário, um hino de exaltação ao trabalho, e ficou bem com todo mundo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem trabalha é quem tem razão / Eu digo e não tenho medo de errar / O Bonde São Januário / Leva mais um operário / Sou eu que vou trabalhar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a música:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 15px ! important;" title="" class="abp-objtab-00974518692430364 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=5656478-9b0"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=5656478-9b0" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o único a lançar mão do artifício. O sambista Geraldo Pereira, outro notório malandro, compôs a bela Pedro do Pedregulho, na qual canta sobre um sujeito barra-pesada, que quebrava barracos, brigava com a polícia e só vivia do jogo. Para alívio dos trabalhistas, Pedro se regenera no fim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ele trocou o revólver que usava, fingindo embrulho /  Por uma marmita, e sobe o Pedregulho / De noite, cansado do seu batedor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a música, cantada pelo próprio Geraldo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-00974518692430364 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="left: 0px ! important; top: 0px ! important;" title="" class="abp-objtab-00974518692430364 visible ontop" href="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="335" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=5656408-441"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=5656408-441" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="335" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7176506657568473503?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7176506657568473503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7176506657568473503&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7176506657568473503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7176506657568473503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/10/sambistas-aposentam-navalha-em-canes.html' title='Sambistas “aposentam a navalha” em canções trabalhistas'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1008891577671662272</id><published>2008-10-06T14:49:00.022-03:00</published><updated>2008-10-16T11:29:38.637-03:00</updated><title type='text'>Chico versus 1968</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Radicais de direita e de esquerda que encheram a paciência de Chico Buarque em 1968.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bom-mocismo às favas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Garotas de classe média – e de cabelos impecáveis – lotaram o auditório do Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro. Afinal, era a estréia da peça Roda Viva, escrita&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SOpU4kYFrgI/AAAAAAAAAGo/EILOeb0EjXA/s1600-h/CartazRodaViva.jpg"&gt;&lt;/a&gt; pelo “genro ideal” de seus pais, Chico Buarque. As meninas suspiravam ao imaginar o que o “cantor dos olhos de ardósia” e símbolo do bom-mocismo havia criado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando as cortinas se abriram, entretanto, todas ficaram espantadas. A peça era extremamente provocativa, quase violenta. Tratava-se uma encenação revolucionária comandada pelo diretor Zé Celso Martinez Côrrea. O texto de Chico também não ficava atrás: era uma ironia deslavada ao mundo do &lt;em&gt;show business&lt;/em&gt;, ao qual ele fazia parte. Muitos saíram antes de terminar, ofendidos. O ator Antônio Pedro, que fazia o papel do Anjo da Guarda, foi ameaçado por um espectador ao começar mais uma provocação: “Olha aqui, ó, Anjo, se você não parar vou te dar uma porrada”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas porrada quem deu mesmo foram integrantes do Comando de Caça aos Comunistas, um grupo paramilitar de extrema direita, que espancaram integrantes da peça após uma apresentação em São Paulo e seqüestraram dois atores em Porto Alegre.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Festivaia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tom Jobim suportou exatos 23 minutos de vaias durante a apresentação de Sabiá, na fase eliminatória do 3° Festival Internacional da Canção. O público de 20 mil pessoas&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SOpXMZIN9cI/AAAAAAAAAGw/ld3PyaPdv5E/s1600-h/festival.jpg"&gt;&lt;/a&gt;, que lotava o Maracanãzinho, conside&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SOpTeWemw7I/AAAAAAAAAGY/fTWa_M5HaCU/s1600-h/livros_02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;rava a canção alienada. Quase todos torciam para Não Dizer que Não Falei de Flores, a politizada canção de Geraldo Vandré. O co-autor de Sabiá, Chico Buarque, escapou dos apupos por estar em turnê pela Europa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na finalíssima, entretanto, teve que encarar a multidão. E mais vaias, que calaram as intérpretes Cynara e Cybele. Os dois, que também estavam no palco, ficaram visivelmente constrangidos. No final da apresentação, Geraldo Vandré tomou as dores dos adversários e, ao microfone, proferiu uma das suas últimas frases em público. “A vida não se resume a festivais”, bradou à platéia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Contrariando a preferência popular, Sabiá foi a vencedora. E logo seria adotada como uma espécie de hino da saudade dos exilados políticos: &lt;em&gt;Vou voltar / Sei que ainda vou voltar / Para meu lugar&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1008891577671662272?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1008891577671662272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1008891577671662272&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1008891577671662272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1008891577671662272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/10/chico-versus-patrulha-ideolgica.html' title='Chico versus 1968'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-7115088319380264345</id><published>2008-09-25T17:36:00.011-03:00</published><updated>2008-10-16T11:34:00.160-03:00</updated><title type='text'>A malandragem de Donga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A casa da Tia Ciata era famosa no centro do Rio de Janeiro no início do século passado, principalmente pelas reuniões musicais. Entre os freqüentadores estavam Pixinguinha, Heitor dos Prazeres, Sinhô e um tal Donga, que entraria pra história como o autor do primeiro samba, &lt;em&gt;Pelo Telefone&lt;/em&gt;.&lt;span style="color:#000099;"&gt; O chefe da polícia/ Pelo telefone / Mandou avisar / Que na Carioca / Tem uma roleta / Para se jogar&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;... &lt;/span&gt;Só que a autoria sempre foi contestada. De acordo com vários relatos, a música foi uma criação coletiva em um desses encontros, sem compositor definido. Mas Donga, espertamente, a registrou em novembro de 1916 no Departamento de Direitos Autorais como sendo dele e do jornalista Mauro de Almeida, conhecido como Peru dos Pés Frios. A música foi o maior sucesso do carnaval de 1917. Mas a ironia contra a polícia e a apologia à jogatina – que estava proibida no Rio – poderiam trazer problemas. Num ato de autocensura, os primeiros versos foram mudados para &lt;span style="color:#000099;"&gt;O chefe da folia/ Pelo telefone / Manda avisar / Que com alegria/ Não se questiona/ Para se brincar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo abaixo, Donga canta, com Chico Buarque, a música na versão original. Foi transmitido em 1966 no programa da Hebe Camargo. Uma das pessoas que está no palco é o mítico Pixinguinha. Enfim, aperta o play aí.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-7115088319380264345?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/7115088319380264345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=7115088319380264345&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7115088319380264345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/7115088319380264345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/09/polmica-marca-o-surgimento-do-primeiro.html' title='A malandragem de Donga'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-5950560204322722131</id><published>2008-09-25T17:36:00.001-03:00</published><updated>2008-09-25T17:36:19.995-03:00</updated><title type='text'>Donga e Chico Buarque cantam Pelo Telefone</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/cyq81SD--YA' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/cyq81SD--YA'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-5950560204322722131?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/5950560204322722131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=5950560204322722131&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5950560204322722131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/5950560204322722131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/09/donga-e-chico-buarque-cantam-pelo.html' title='Donga e Chico Buarque cantam Pelo Telefone'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6626818676428343388</id><published>2008-09-17T14:12:00.004-03:00</published><updated>2008-09-17T14:19:56.440-03:00</updated><title type='text'>O cachorrinho sambista de Adoniran</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SNE7RMQ6lkI/AAAAAAAAAF8/S9orYkd1Zgk/s1600-h/peteleco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247040207399327298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="154" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SNE7RMQ6lkI/AAAAAAAAAF8/S9orYkd1Zgk/s320/peteleco.jpg" width="234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1957 uma música começou a fazer sucesso nas rádios de São Paulo. Era a canção &lt;em&gt;Deus Te Abençoe&lt;/em&gt;, gravada pela Dupla Ouro e Prata. Mas o público se confundia com o autor da música, um tal de Peteleco. Quem seria o desconhecido compositor, afinal? A dúvida foi desfeita na edição de julho daquele ano da &lt;em&gt;Revista do Long-Playing&lt;/em&gt;. Peteleco era o cãozinho de estimação de Adoniran Barbosa. “Por que não teria o conhecido cômico usado seu próprio nome? Tem exclusividade com os Demônios da Garoa ou achou que o samba tão bonito não era digno de seu nome?”, questionou o jornalista Francisco D. Silva na revista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os motivos que levaram Adoniran a “lançar” seu fiel amigo na música permanecem obscuros. Mas a carreira do gracioso vira-lata continuaria em outras composições, por motivos mais claros. Em alguns casos, para fazer parceria com artistas de outros sindicatos e associações de recebimento autoral. Em outros, simplesmente porque não queria ver seu nome associado a determinado parceiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contabiliza-se que Peteleco foi “autor” de cinco sambas. Além de &lt;em&gt;Deus Te Abençoe&lt;/em&gt;, assinou sozinho as canções &lt;em&gt;Pra Que Chorar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Onde Vai, Leão&lt;/em&gt;. Em parceria, está com o nome registrado em &lt;em&gt;É da Banda de Lá&lt;/em&gt; (com Irvando Luiz), &lt;em&gt;Nóis Não Usa as Bleque Tais&lt;/em&gt; (com Gianfrancesco Guarnieri) e &lt;em&gt;Mãe, Eu Juro&lt;/em&gt; (com Marques Filho, como o cantor Noite Ilustrada assinava suas músicas à época).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O último caso é fruto de uma das mais importantes polêmicas da música brasileira. De acordo com entrevistas dadas por Noite, ele é o verdadeiro autor da melodia de &lt;em&gt;Bom Dia, Tristeza&lt;/em&gt;, que foi creditada somente a Adoniran e Vinicius de Moraes. Adoniran teria pedido que fizesse a música e, na hora de registrar, excluiu seu nome. Há quem discorde. Segundo Ayrton Mugnaini Jr., autor da biografia de Adoniran, é discutível essa versão. “Com todo o respeito a Noite Ilustrada, não creio ter sido ele o autor da melodia”, explica. Mas o fato é que, logo após a polêmica, Noite - que estava em início de carreira - o convidou para terminar um samba intitulado &lt;em&gt;Mãe, Eu Juro&lt;/em&gt;. Adoniran aceitou, mas registrou o nome de seu cãozinho. Noite ficou magoado e os dois nunca mais se falaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor de Adoniran por Peteleco, porém, permaneceu inabalável. Mais do que “parceiro musical”, era o seu grande companheiro. O cachorro vivia ao lado do cantor e também tinha jeito de artista. Ele próprio buscava os doces na padaria, numa prateleira mais baixa, para deslumbramento do padeiro. Nas constantes viagens a Santos, gostava de ficar sobre o peito do dono, enquanto boiava no mar. E foi na cidade que o cachorrinho morreu, após comer um alimento estragado. Acredita-se que o samba &lt;em&gt;Não Quero Entrar&lt;/em&gt;, lançado em 1968, tenha sido composto em homenagem a Peteleco: "Eu voltei somente pra buscar/ Meu cachorrinho, meu cobertor e meu violão...".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6626818676428343388?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6626818676428343388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6626818676428343388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6626818676428343388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6626818676428343388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/09/o-cachorrinho-sambista-de-adoniran.html' title='O cachorrinho sambista de Adoniran'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SNE7RMQ6lkI/AAAAAAAAAF8/S9orYkd1Zgk/s72-c/peteleco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-681877312224381546</id><published>2008-09-16T17:39:00.001-03:00</published><updated>2008-09-16T17:39:36.933-03:00</updated><title type='text'>"Um minuto só, cavalheiro"</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/Kfpbdfm5X2o' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/Kfpbdfm5X2o'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nóis viemo aqui pra beber ou pra conversar?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-681877312224381546?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/681877312224381546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=681877312224381546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/681877312224381546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/681877312224381546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/09/minuto-s-cavalheiro.html' title='&amp;quot;Um minuto só, cavalheiro&amp;quot;'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-6792875833127881887</id><published>2008-09-10T15:35:00.009-03:00</published><updated>2008-09-14T18:11:10.932-03:00</updated><title type='text'>Um homem de moral</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SMgYlMbg4rI/AAAAAAAAAF0/Hj9WLYdug80/s1600-h/PauloBruno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244468793343795890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 250px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SMgYlMbg4rI/AAAAAAAAAF0/Hj9WLYdug80/s320/PauloBruno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No fim de agosto entrevistei, para a revista Almanaque Brasil, o zoólogo e compositor Paulo Vanzolini (tem até foto pra provar o feito). Antes da entrevista, alguns me advertiram: "Cuidado. O Paulo não tem muita paciência pra besteira". Acho que não perguntei muita besteira, porque conheci uma pessoa leve e bem-humorada. Contou histórias, falou dos trabalhos científicos e, principalmente, de música com empolgação.&lt;br /&gt;O que mais agrada é seu jeito objetivo, sem frescuras. Faz elogios e críticas a fatos e personalidades sem mudar a expressão ou o tom de voz. Ponho abaixo alguns trechos que foram publicados no Almanaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Ronda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Compus Ronda em 1945, quando estava servindo o Exército. Às vezes, dava patrulha no meretrício e, sabe como é, sambista sempre está atrás de temas. Eu via aquelas mulheres indo de bar em bar, como quem procurasse algo. A música é uma piada, uma brincadeira. Vou iludindo o ouvinte, que pensa que é uma música romântica, de uma mulher que pretende encontrar o amado. Aí, no fim, o que ela quer mesmo é descarregar o pente no pilantra. Na verdade, não acho essa canção grande coisa. É meio piegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Música era &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hobby&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Música para mim sempre foi um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;hobby&lt;/span&gt;, uma diversão entre amigos. Também nunca compus para gravar. O mercado da música era uma droga, muito sujo. O primeiro sambista profissional que conheci foi o Ismael Silva. Eu perguntava: "Essa música não é sua, Ismael? Não foi você que fez?". Ele respondia: "Eu fiz, mas vendi pro Francisco Alves. Então é dele". Sambas maravilhosos eram vendidos por 20 mil réis, uma mixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno era um menino fabuloso e superinteligente. Um dia, ainda bem jovem, ele me mostrou uma música que acabara de compor, Pedro Pedreiro. Fiquei impressionado como aquela canção era perfeita. Chico é a única unanimidade nacional. Pode-se discutir a respeito de qualquer um, menos de Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Vinicius de Moraes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores pessoas que conheci na vida. Só tinha o defeito de fazer samba nas coxas, de uma noite para a outra, quase só com emoção. Em geral, o resultado era ruim. Vinicius foi um dos maiores poetas da língua portuguesa e um péssimo sambista.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Sem exageros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sou absolutamente contra cantores excessivos, cheios de emoção e firula. Meus sambas já têm muita emoção. Se puser mais, lambuza tudo, fica uma coisa piegas.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;br /&gt;Sem novos sambas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Meu último samba é Quando Eu For Eu Vou Sem Pena. Por volta dos 80 anos (ele tem 84), de uma hora para a outra, perdi completamente a vontade. Não voltarei a compor. Mas já fiz mais de 60 músicas. Está bom demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-6792875833127881887?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/6792875833127881887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=6792875833127881887&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6792875833127881887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/6792875833127881887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/09/um-homem-de-moral.html' title='Um homem de moral'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SMgYlMbg4rI/AAAAAAAAAF0/Hj9WLYdug80/s72-c/PauloBruno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-2036549635849285571</id><published>2008-08-31T14:02:00.005-03:00</published><updated>2008-09-01T10:05:36.904-03:00</updated><title type='text'>Melhor que o silêncio, só conversa de João</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240730587279424930" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SLrQs9pQfaI/AAAAAAAAAFk/1Wwm4mI9-HE/s320/joaozinho.jpg" border="0" width="247" height="143" /&gt;“Boa noite, obrigado”. Essa foi a primeira surpresa de uma noite inacreditável. João Gilberto não é aquele músico excêntrico e fechado que, ao entrar no palco, mal percebe que há uma platéia a sua frente? Ao menos naquela apresentação histórica do Auditório do Ibirapuera, mandaram um sósia. E duvido que alguém tivesse sentido falta do original.&lt;br /&gt;Ele tocou a primeira música, com a perfeição que lhe é usual. O público fez silêncio absoluto, com a admiração (e algum medo que o violonista fosse embora do nada), como também é usual. Mas, ao terminar de executá-la, encarou o público e começou a – surpreendentemente – falar, daquela maneira de seduzir ouvintes que só João sabe. “Uns jornalistas por aí falaram que me atrasei ontem porque havia saído para jantar. Gente, eu peguei um avião demoradíssimo, e não era desses modernos a jato, não. Era quase um teco-teco, um avião de hélice ainda. Disseram que saí pra jantar... Eu engoli a comida! Se não comesse algo, cairia morto aqui na frente de você”. Entre “Ahhhhhhhhhhhh....” e gargalhadas do público, se viu que em uma explicação São Paulo já havia perdoado o gênio de todas as críticas que já recebeu na vida. Mas era só o começo.&lt;br /&gt;Após outra música, foi novamente ao microfone. “Disseram que saí pra jantar.... humpf. Tem jornalista que perde o amigo, mas... não perde a notícia”. Novos “Ahhhhhhhhhhh” do público. Disse que tem amor por São Paulo, pela gente trabalhadora e que nunca faria algo que desagradasse esta cidade. E terminou, de forma quase nonsense: “É o amoooooooor”, com timbre de cantor sertanejo. Neste momento todos ficaram com coraçõezinhos de desenho animado nos olhos.&lt;br /&gt;Chegou o momento do, possivelmente, maior clássico do seu repertório, &lt;em&gt;O Pato.&lt;/em&gt; A reinventou de forma igual como faz há 50 anos. Terminou de tocar, olhou para o nada e divagou: “Tão bonitinhos os patos na lagoa, né? Tão bonitinhos...”. Houve uma divisão na platéia. Ninguém mais sabia se queria que a música começasse ou que terminasse. Pois, a cada término, ouviríamos João falar, que é a única coisa melhor que seu canto.&lt;br /&gt;E não importa se fossem críticas à imprensa, divagações ou comentários semi-fúteis. Saindo de Joãozinho, se tornavam acontecimentos. “Eu nunca bebo água no show. Nunca bebo. Hoje vou beber”. Pegou a garrafinha ao seu lado, começou a abrir e... “Ah, hoje não vou beber também”.&lt;br /&gt;Mostrou uma música inédita também, que pelo que entendi foi composta por ele. Era uma homenagem ao Japão, com palavras em japonês, português e inglês. “Eu só deveria mostrar essa música lá no Japão. Mas vou tocar pra vocês. Eu adoro o Japão, adoro aquele povo. Que bom que eles vieram para o Brasil ser nossos vizinhos”. O público: “Ahhhhhhhhhhhhh”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na hora de executar &lt;em&gt;Bahia com H&lt;/em&gt;, lembrou como conheceu a música. "Eu encontrei com o compositor na antiga Rádio Excelsior. Ele era de Campinas. Falei pra ele: 'Que beleza a música que você fez sobre a Bahia. Que linda, que coisa linda. Você deve amar a Bahia'. E ele me respondeu: 'Eu nunca fui na Bahia'".&lt;br /&gt;Logo depois, tocou a última música, se levantou e se curvou para São Paulo, que já havia se curvado a ele há 50 anos. Ao se retirar, todo o barulho contido nos 800 (ou 1.600) pulmões começou a ecoar. “Volta! Volta! Volta!”. E ele voltou.&lt;br /&gt;Todos já sabiam que aquela possivelmente seria a última música de uma noite inesquecível. O baiano se envolveu ao violão (porque ele não toca, mas se envolveao instrumento. Se fosse um ser mitológico seria meio homem, meio violão, como disse um jornalista), começou a dedilhar os primeiros acordes e se despediu do público com a belíssima &lt;em&gt;Guacyra&lt;/em&gt;. “Adeus Guacyra/ Meu pedacinho de terra/ Meu pé de serra/ Que nem Deus sabe onde está / Adeus Guacyra / Onde a lua pequenina / Não encontra na colina / Nem um lago pra se oiá / Eu vou embora/ Mas eu volto outro dia...”. Adeus, João, pensou o público em uníssono, quase com lenços brancos de mulheres de soldados que estão indo para a guerra. Assim que ele sumiu entre as cortinas, o público boquiaberto ainda conseguiu soltar suas últimas palavras: "Ahhhhhhhhhh".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-2036549635849285571?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/2036549635849285571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=2036549635849285571&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2036549635849285571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/2036549635849285571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/08/melhor-que-o-silncio-s-conversa-de-joo.html' title='Melhor que o silêncio, só conversa de João'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fhoan_XtPBU/SLrQs9pQfaI/AAAAAAAAAFk/1Wwm4mI9-HE/s72-c/joaozinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-1695179552894665799</id><published>2008-08-10T14:30:00.010-03:00</published><updated>2008-08-11T10:32:32.622-03:00</updated><title type='text'>Melhor que o silêncio, só show de João</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Coerência e genialidade. Não há outras formas para descrever a figura que modernizou a música brasileira e, em apenas um disco, livrou todo o País dos bolerões sentimentais que infestavam as rádios no fim dos anos 1950.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que diz que faz samba, e não bossa nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que nunca abriu concessão a sua arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que disse que as árvores se descabelavam. Ao ser interpelado por uma pessoa desavidada, que explicou que as árvores não têm cabelos, respondeu: "E tem gente que não tem poesia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que quase enlouqueceu todos os músicos na gravação de &lt;em&gt;Chega de Saudade&lt;/em&gt;, porque eles insistiam em não ter sua genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que disse pra Tom Jobim: "Você é brasileiro, Tom, você é preguiçoso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que, ao gravar com Stan Getz, balbuciou em português: "Como este gringo é burro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que explica que cantar é como rezar. Acima da técnica e do alcance vocal tem que ter sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que é melhor que o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Gilberto, aquele que fará dois shows em São Paulo nos dias 14 e 15 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno, aquele que conta os milésimos de segundos pra estar em uma das cadeiras do Auditório do Ibirapuera na apresentação de sexta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-1695179552894665799?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/1695179552894665799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=1695179552894665799&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1695179552894665799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/1695179552894665799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/08/melhor-que-o-silncio-s-estar-no-show-de.html' title='Melhor que o silêncio, só show de João'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4691461482107183236</id><published>2008-08-01T09:13:00.009-03:00</published><updated>2008-08-01T14:17:36.598-03:00</updated><title type='text'>Pedro Cafardo, fale por mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há anos atuo numa filantrópica campanha para abrir os olhos da humanidade sobre alguns temas lingüísticos. Não por puritanismo gramatical, mas porque as expressões têm sentido de ser como são. Existir "mau" e "mal", por exemplo, não é um capricho de quem inventou as palavras. Enfim, enfim... Deixo Pedro Cafardo, do Valor Econômico, terminar de falar por mim. E um bom final de semana a todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguém já viu uma jaca despencar 5%?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pedro Cafardo&lt;br /&gt;Valor Econômico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor mais atento deve concordar que a imprensa freqüentemente exagera na criatividade, escorrega nas palavras e agride normas no uso diário da língua portuguesa. Pela repetição, alguns erros e manias certamente chegam a irritar esse leitor.&lt;br /&gt;O "fim de semana", por exemplo, foi quase extinto na imprensa, tanto em jornais e revistas quanto no rádio e na televisão. Usa-se, pomposamente, "final de semana". Vá lá que o Aurélio admita o uso da palavra "final" como substantivo, mas ela é primordialmente um adjetivo.&lt;br /&gt;Não há explicação para o fato de que o adjetivo "final" tenha, aos poucos, tomado o lugar do substantivo "fim", muito mais elegante nesse caso. Afinal, se fim de semana fosse final de semana, o início dela seria inicial. Dói ouvir a todo instante no rádio e na TV a repetição de final de mês, final de semestre, final de ano ou final do filme. Isso chega a ser brega.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jaca despenca de vez ou fica no galho. A bolsa, idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não há, obviamente, nenhuma regra para o uso de termos em inglês ou originários do inglês. O bom senso indica o que usar. Agride o bom senso, por exemplo, empregar a palavra "sítio" no lugar de "site" da internet. Pode ser que em Portugal, onde essa palavra é comumente usada com o sentido de "lugar", sítio seja melhor que site. Mas, no Brasil, sítio sempre foi uma pequena propriedade rural. O "site da internet" já ganhou a briga: não há por que se insurgir contra o termo. Puristas poderiam até tentar emplacar um aportuguesado "saite", mas "sítio" não dá. É pedante.&lt;br /&gt;Outras palavras advindas do inglês, embora inadequadas, acabam ganhando também a briga e se impondo no dia-a-dia apressado dos textos da imprensa. É inútil combatê-las. "Volatilidade", por exemplo, é um termo escrito sem nenhum receio pelos jornalistas de economia. No dicionário, "volátil" é uma coisa que voa, que se reduz a gás ou vapor. É uma qualidade que, em português, se aplica perfeitamente aos gases, não às cotações das ações. Mas, quando as bolsas passaram a ter um comportamento instável, na crise da bolha da internet, a imprensa econômica importou o "volatility" do inglês. E não teve a idéia de traduzi-lo por "instabilidade". Para a imprensa, "volatilidade" passou a ser uma instabilidade muito forte, significado que não encontra respaldo na origem da palavra.&lt;br /&gt;Para dar mais ênfase a uma notícia, a imprensa de economia também acaba por escolher alguns verbos diferentes, que são usados de forma inadequada - como "despencar" ou "desabar" no lugar de "cair" e "disparar" no de subir. São muito comuns frases assim: "A bolsa de São Paulo despencou 5%" ou "o dólar desabou 6%". Isso chega a ser engraçado. Pode-se, é claro, usar esses verbos para retratar o dia-a-dia do mercado, mas sem perder a noção de seu significado. Despencar é um verbo usado para descrever a queda de frutas, objetos ou pessoas. Uma jaca despenca da jaqueira quando está muito madura. Nunca se viu, porém, uma jaca despencar 5%. Ou ela despenca de vez ou fica no galho. E se a jaca não pode despencar 5%, por que a bolsa de valores poderia? Desabar se aplica bem a um prédio que cai ou a uma ponte. Se uma obra dessas desaba, cai de uma vez. Também não dá para imaginar como seria possível um prédio desabar 6%. Se o articulista quiser ser grandiloqüente, até poderá dizer que a bolsa "despencou", o dólar "desabou" ou que a cotação da soja "disparou". Mas nunca que "despencou 5%", "desabou 6%" ou "disparou 10%".&lt;br /&gt;Outro uso inadequado que deve irritar o leitor atento é o do verbo "acontecer". São muito comuns frases assim: "A reunião do Conselho Monetário Nacional vai acontecer na quarta-feira". Acontecer passa, necessariamente, a idéia do inesperado ou do imponderável. Então, um evento programado não pode "acontecer". Ele ocorre ou realiza-se. Só acontecem mesmo acidentes nas estradas, desabamentos, enchentes nas cidades etc. Enfim, não podem acontecer coisas previstas.&lt;br /&gt;Por falar nisso, é comum acontecer a troca de advérbios por adjetivos em textos jornalísticos. "Independente" ocupa com freqüência o lugar de "independentemente". Há dias, alguém escreveu que "independente do resultado final da inflação de junho, o Banco Central deverá aumentar os juros na próxima reunião do Conselho de Política Monetária". No dia seguinte, a notícia de uma agência informava que "a confiança do investidor caiu 'forte' em razão dos aumentos de preços". Aparentemente, a imprensa odeia advérbios e cultiva os adjetivos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pedro Cafardo é editor-executivo do Valor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nota minha:&lt;/strong&gt; Mas o pior continua sendo o "&lt;em&gt;literalmente&lt;/em&gt; o Brasil saiu dos trilhos". Essa &lt;em&gt;liberdade poética&lt;/em&gt; é imbatível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20052070-4691461482107183236?l=euqueroumsamba.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/feeds/4691461482107183236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20052070&amp;postID=4691461482107183236&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4691461482107183236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20052070/posts/default/4691461482107183236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://euqueroumsamba.blogspot.com/2008/08/pedro-cafardo-fale-por-mim.html' title='Pedro Cafardo, fale por mim'/><author><name>Bruno Hoffmann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08597290022420152089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://www.sofotos.com.br/abril002.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20052070.post-4814278277294244958</id><published>2008-07-17T13:12:00.012-03:00</published><updated>2008-07-17T22:39:11.491-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jackson Pandeiro'/><title type='text'>Clube de fidelidade</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Meus queridos dois leitores. Vocês, como portadores da carteirinha &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Eu Quero um Samba: Sou Vip&lt;/span&gt;, têm um mundo de vantagens. E, pra estrear essa nova jogada de marketing, colocarei um especial que será publicado apenas na edição de agosto da revista Almanaque Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só minha dupla de leitores VIP preferida pode ler antes (mas não esqueça de pagar a mensalidade em dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O ritmo em pessoa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;Por Bruno Hoffmann&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A, E, I, O, U, Yp&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_fhoan_XtPBU/SH94-6j91ZI/AAAAAAAAAFM/iIFYIpgw3ps/s1600-h/jac.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224027115040396690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 179px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 191px" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_fhoan_XtPBU/SH94-6j91ZI/AAAAAAAAAFM/iIFYIpgw3ps/s320/jac.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;silone... &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi assim que o nordestino, pobre e semi-analfabeto Jackson do Pandeiro &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;e la&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;nçou para o Brasil. Sucesso instantâneo, &lt;/span&gt;Sebastiana&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; deixou boquiaberto o público, que&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; possivelmente pensou em uníssono: "De onde vem tanto ritmo?". A resposta é difícil, tal qual sua vida. Mas há suspeitas: vem da Paraíba, de sua mãe, de ex-quilombolas, do inexplicável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;
